Comunicando a cultura
O profissional da comunicação padece de um mal: ele não comunica. Ao menos, nesse paradoxo, não comunica tudo o que devia e podia. O jornalista responsável pela seleção dos artigos de opinião para o jornal ou site recebe o material e não responde ao ansioso autor. O artigo fica suspenso por dias, até semanas, sem saber se será aceito ou rejeitado, sem poder encaminhá-lo a outro veículo que possa publicá-lo para manter o princípio da exclusividade. Por vezes, a rejeição é sumária devido à linha editorial do veículo ser contrária ao conteúdo do texto. Sim, não nos esqueçamos que não existe imprensa isenta ou jornalismo que não seja político, por mais que os profissionais da área insistam em dizer o contrário. Mas o mínimo de comunicabilidade seria saudável porque rejeitar não é mais traumático do que infinitamente aguardar. Quanto aos silenciosos retentores do poder decisório das ideias encontrarem a tinta do papel ou os pixels das telas, já os elogiei aqui. Paro de reclamar, portanto.
No sábado passado estive em Lorena por ocasião dos 17 anos de fundação da Academia de Letras de Lorena, da qual sou membro fundador e atual vice-presidente. Fomos brindados com a música do Guto Domingues (https://www.instagram.com/gutodominguesguitarra/) e as bonitas falas de Acadêmicos para comemorar a data festiva. O Hino da Academia composto por Joffre Cappucho e Tatá Cardoso foi executado, nossa presidente, incansável líder à frente da Instituição, professora Neide Aparecida Arruda de Oliveira, fez um resumo da história, ainda que curta, mas muito intensa, da Academia de suas origens até aqui. Espaço foi dado às autoridades políticas da cidade uma vez que recursos de verbas parlamentares foram obtidos e aplicados em projeto robusto de valorização das atividades culturais da Instituição (https://www.instagram.com/academiadeletrasdelorena/). Uma das marcas de nossa atuação é a edição da Coletânea anual, ininterrupta desde o primeiro aniversário. A deste ano é uma obra de 328 páginas contendo o trabalho artístico e intelectual dos 30 membros, além de incluir poesias, crônicas e contos premiados em concurso realizado pela Academia. Creio ser fundamental uma Academia mostrar sua produção, que não precisa ser uma obra de luxo, mas que represente a grandeza e a importância do que fazem seus membros.
Em Campinas são muitas e intensas as atividades culturais por esses dias. O Sarau do Batata faz 19 anos. Vamos! Estaremos na Biblioteca Municipal "Professor Ernesto Manoel Zink", às 10 h deste sábado, 26 de setembro, para versar e valsar. No mesmo local, às 14 h, haverá encontro da Base Estelar Campinas com o tema "Da ficção à realidade" (https://www.instagram.com/base.estelarcampinas/). Pouco depois, a partir das 15h30, haverá sessão da Academia Campineira de Letras e Artes com apresentação e palestra do Vinícius D'Ottaviano sobre "Os Ballets nas Óperas de Carlos Gomes", e, ao piano, César Freysleben nos encantará com músicas do maestro. A programação detalhada pode ser consultada no site da prefeitura (https://www.campinas.sp.gov.br/noticias/mes-carlos-gomes-celebra-190-anos-de-nascimento-e-130-anos-de-morte-do-compositor-em-campinas-147728). O mês Carlos Gomes vai chegando ao fim e no próximo dia 30 será a palestra/festividade de encerramento na Academia Campinense de Letras com o Jorge Alves de Lima abrilhantando o evento com seu vasto conhecimento sobre a vida e a obra do maestro campineiro. Foram convidados descendentes da família de Carlos Gomes e outras personalidades. Imperdível!
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