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Mostrando postagens de agosto, 2026

Aprendemos a adoecer

Ipês rosas já colorem praças e beiras de estradas. Apressados, empurrados pelo clima mutante que nos açoita há tempos, florem majestosamente com recados temporais incômodos. Mudamos as regras sem ter mudado o jogo ambiental. Parece que estamos perdendo, uma vez que, para o universo, tanto faz para onde irão os átomos que nos compõem após uma possível tragédia que aconteça com nossa existência. Seres humanos pensantes que somos, pensamos que somos muito importantes. O pensamento vira autoengano, digno até da sobrevivência, mas não da opulência composta por tantos neurônios e circuitos elétricos interligados. O susto climático já está absorvido pela rotina, mas assusta de forma ampliada quando especialistas da área declaram que passamos do ponto de retorno e, agora, cabe investirmos não mais em reverter o aquecimento global e outros danos ambientais, mas, sim, a aprendermos a viver e conviver em um novo mundo mais quente e mais instável. Um mundo ambientalmente doente. Talvez não seja o ...