Guilherme de Almeida
A cerimônia mesclava a natureza cívica da Revolução Constitucionalista de 1932 com a forte presença de militares e membros da polícia estadual e da guarda municipal. Não me incomodava, ciente que já não vivíamos há cinquenta anos e, esperamos, não mais viveremos aqueles plúmbeos tempos. Autores e autoridades circulavam pela praça, alegres e comunicativos. A bela fotógrafa da Força Aérea Brasileira registrava os momentos da solenidade, sem esquecer que ali estava em designação de uma força para atuar em outra, pois nem vento havia para esvoaçar cabelos, muito menos para levar aos céus - de um azul de brigadeiro, com óbvio trocadilho - objetos que devessem ser interditados por caças supersônicos, fossem identificados ou não, pilotados, talvez, por seres nem cinzas, nem verdes. Ela sorria. E o sorriso na pele amorenada cintilava e cativava. Não se esquecia que tinha de acompanhar o senhor alto, esguio, de alta patente e farda quase sem espaço para tantas insígnias. Localizei-a, depois, ao...