Comunicando a cultura
O profissional da comunicação padece de um mal: ele não comunica. Ao menos, nesse paradoxo, não comunica tudo o que devia e podia. O jornalista responsável pela seleção dos artigos de opinião para o jornal ou site recebe o material e não responde ao ansioso autor. O artigo fica suspenso por dias, até semanas, sem saber se será aceito ou rejeitado, sem poder encaminhá-lo a outro veículo que possa publicá-lo para manter o princípio da exclusividade. Por vezes, a rejeição é sumária devido à linha editorial do veículo ser contrária ao conteúdo do texto. Sim, não nos esqueçamos que não existe imprensa isenta ou jornalismo que não seja político, por mais que os profissionais da área insistam em dizer o contrário. Mas o mínimo de comunicabilidade seria saudável porque rejeitar não é mais traumático do que infinitamente aguardar. Quanto aos silenciosos retentores do poder decisório das ideias encontrarem a tinta do papel ou os pixels das telas, já os elogiei aqui. Paro de reclamar, portanto. N...