Nádegas, pés e cabeça
O que nos suporta são os pés, as nádegas e a cabeça. Sedentários que nos tornamos, os que levam uma vida burocrática ou passiva interagem com o mundo cibernético das tolas telas sentados. Aí está o papel fundamental das nádegas. Para sentar e sentir. O termo mais popular é b*n*a, que deixou de ser achincalhe linguístico ou termo de baixo calão, mas não a consignarei aqui. Pudor? Não, apenas não julgo necessário, explícito que fica. Carlos Drummond de Andrade majestosamente disse que ela é engraçada e sempre está a sorrir. As nádegas em sua forma popular foram parar nos ditos populares. Um deles diz que não as tirar da cadeira significa preguiça, vagabundagem (olha quem aparece entre vaga e gem!), leniência ou pura falta de vontade de fazer alguma coisa útil. Nas músicas, Rita Lee, em Pagu - composição com Zélia Duncan -, diz que nem toda brasileira a é; Gonzaguinha afirma, em É , que não estamos com ela exposta na janela, e ela é a mais sublime no Tango do Covil de Chico Buarque, inte...