Medos oníricos
O psicólogo vai ler e reler as anotações do paciente e não entender a recorrência daquele sonho. A casa dos pais, da forma como a memória de quatro, cinco décadas atrás registrou, se apresentou em vários enredos inusitados no mundo onírico. Lembrar da cor do portão antigo, das duas floreiras não mais existentes e compor o cenário com uma horda de mulheres tentando entrar na casa, dizendo que haviam sido convidadas para um evento qualquer, não tem explicação. O exercício da crônica bem feita foi objeto de reflexões neste espaço ( https://adilson3paragrafos.blogspot.com/2026/07/cronistas.html ), com inúmeras fontes de alimentação da imaginação e não vou insistir naquilo que muito aprecio, mas não domino. Vou também me furtar a emitir opinião sobre o que representam a psiquiatria e a psicanálise nesses casos, mantendo em casa tanto a obra completa de Sigmund Freud como os livros sobre pseudociência de Carlos Orsi e Natália Pasternak. Se sonhar custa algo, que preserve a liberdade do pensa...