Bailam as máscaras
O Carnaval adentra o calendário em ano insólito em que muita coisa já aconteceu antes da data festiva. Desta vez, política, economia, invasão de país vizinho, prêmios, escândalos financeiros e jurídicos, ameaças de guerras, discussão química relacionada a intoxicação e morte, e muitos outros fatos foram registrados nas primeiras seis semanas do ano. Uma máscara de figura ilibada cai, outra de isenção jornalística também. Todos vestem as máscaras de que são santos e os demoníacos penduricalhos salariais insistem em não cair. Samba está no pé e dinheiro é jogado pela janela de prédio localizado em cidade que está ficando famosa por seu endireitamento (ou endinheiramento, seu quase sinônimo?). Evolução na avenida até acontece, mesmo com todos os buracos e pontos de inundação com as chuvas que possuem nome e sobrenome do prefeito, apenas para carinhosamente lembrar da harmonia em (des)construção. O enredo é sabido e se repete ano após ano, usando palavras similares a outras que já tiveram ...