O papel do livro
Minha filha e eu fomos duas das 760 mil pessoas que estiveram na Bienal Internacional do Livro em São Paulo. Um deleite e uma aventura aquela tarde, em programa de sábado chuvoso, com direito a vivenciar o alagamento na capital e um trânsito mais caótico do que o já existente naquele conglomerado urbano irracional. Livros, livros, livros. Um mar de livros para navegar ideias, sonhos, amores e (des)ilusões. Da palestra de Itamar Vieira Júnior à conversa de intelectuais da negritude com Djamila Ribeiro, passando pela natureza ambiental da obra da imortal Miriam Leitão, vimos e convivemos com muita coisa. Além dos famosos, vi muita gente jovem circulando por corredores abarrotados, e enormes, infindáveis filas. Sim, filas para adentrar stands de venda, não apenas para comprar ou tietar algum escritor famoso ou de predileção. Apenas para chegar às prateleiras e aos balcões das editoras onde os livros estavam expostos à venda. Insanidade atual, pelo jeito, e me descubro mais um louco no mei...