Escritos de liberdade
Paulo Viana me inquiriu sobre o recente livro de Chico Buarque de Hollanda, "Essa gente". Terminei a leitura semana passada, que foi rápida, mas não indolor. Sem ler resenhas ou outras análises, a primeira impressão são muitas pontas deixadas soltas como estilo da escrita. Senti algo semelhante na leitura de "A glória e seu cortejo de horrores", da Fernanda Torres, ainda que falta uma parte para concluir. "Essa gente" é um protesto evidente ao momento político pelo qual o país está passando na forma de relatos diários, alguns oníricos, outros desconexos. Mas não sou adepto profundo da obra literária do Chico Buarque, preferindo sua música, impecável, por sinal. Li "Fazenda modelo", muito tempo atrás, com a decepção de ser apenas uma adaptação evidente de "A revolução dos bichos", quase que trocando porcos por bois. Mas "Budapeste" é muito melhor, pois é focado em um tema inusitado, muito bem desenvolvido. O ghost-writer, vira ...