Forte e doce
O ano cultural foi iniciado na Academia Campinense de Letras. Evento forte e mostrando o fôlego da instituição comandada por Jorge Alves de Lima e Ana Maria Negrão. Vi um maestro Júlio Medaglia falar sobre a história da música no Brasil em momentos específicos, realçando que nesses primóridos, séculos XVIII e XIX, eram principalmente negros fazendo a música que tocava e se apresentava em Veneza, tomada como símbolo europeu. Apenas numa etapa posterior passam os brancos a fazer música que introduzia a cultura negra em suas composições. A música clássica, segundo ele, começou aqui 150 anos antes de os Estados Unidos fazerem seus registros. Foi uma sequência do que falou quatro anos atrás ( https://adilson3paragrafos.blogspot.com/2019/03/ciclos-culturais.html ). No mesmo evento cultural, para coroar a noite, vi os dedos rápidos de Sônia Rubinsky flutuando sobre o teclado do piano, um encontro de ambos, mãos e mecânica, pela mais doce atração. Generosa, após a apresentação Sônia não s...