Seriíssimo
Concluí a rápida leitura de As inseparáveis , de Simone de Beauvoir (Ed. Record, 2021), um extrato de reminescências principalmente de sua infância e pré-adolescência em amizade com Zaza, retratada como Andrée. Chama a atenção que são experiências tão comuns à primeira abordagem e que se tornam importantes devido ao que a autora veio a se transformar depois. São extratos já integrados em outras obras, mas que teve uma primeira edição apenas agora como elemento independente. Amores, dúvidas, regras sociais, embates na família, admiração da natureza. Quantos tiveram vivências equivalentes e por não a relatarem ou não chamarem a atenção da sociedade para a própria existência nunca galgaram um lugar nas estantes e arquivos pdf. Por isso, talvez, que eu vá registrando inferições comezinhas do que me acontece ao redor, primeiro em cadernos de capa dura preta e, mais recentemente, em multicoloridos e mais flexíveis. A rigidez da obrigação das anotações foi se moldando com o tempo. Vai que alg...