Fortes mulheres
A foto postada no Facebook mostrava a mãe com suas quatro filhas. Por trás dos cinco pares de óculos, olhares serenos e faces tranquilas direcionadas a mim. A memória já vai longe para resgatar a jovem vida ao lado delas. Parte da família ainda mora na casa em frente à da minha mãe, isso já há mais de meio século. Com uma aprendi datilografia, vejam só! Usando minha Olivetti que tenho até hoje, já encostada dentro de um armário, resgatada apenas para matar a saudade e para provar que eu sabia acionar suas teclas e converter força mecânica em palavras. As experiências daquelas mulheres foram múltiplas e moldaram muito do que eu estabeleci como perdas, ganhos, vitórias e derrotas. Antes disso, na infância de que ainda me lembro, as brincadeiras de escolinha com as meninas me fizeram saber o alfabeto antes da escola formal. Aos seis anos e pouco quando adentrei o grupo escolar Felipe Cantúsio já tinha os rudimentos da escrita e da leitura, prazeres que nunca mais me abandonaram. Bem, conf...