Frieza na subjetividade
Qualificativos não resistem a um escrutínio numérico. Há uma necessidade incontida de dar o valor de tudo, não tentar explicar o que é melhor em palavras, mas em números. Em duas oportunidades nas olimpíadas que seguem em Tóquio tal subjetividade da avaliação quantitativa foi colocada em dúvida. Juízes deram notas menores para as manobras do surfista brasileiro Gabriel Medida em comparação com as do japonês Kanoa Igarashi e intrigas pulularam nas redes sociais. Depois, a judoca brasileira Maria Portela teria sido vítima do julgamento negativo quando um wazari a seu favor foi pontuado e, depois, retirado. Em esportes nos quais a qualidade do movimento é julgada com notas numéricas, tais falhas existirão sempre. Na avaliação de textos se dá a mesma situação. Como saber o que é melhor ou pior? A criação literária pode ser totalmente quantificada? Poetas e esportistas, entre décimos e centésimos, queremos ser os primeiros. O frio veio com tudo, bem objetivo. O repórter na tv diz que fez um...