Oníricas realidades
Costumo anotar os sonhos de que me lembro logo que acordo. Alguns são totalmente fantasiosos, sem explicação e de difícil lembrança das imagens e fatos lá relatados. Situações confusas e cíclicas, envolvendo alguém a fazer ou solicitar uma tarefa, com faces e trejeitos bem definidos durante a exibição na mente. Mas outros possuem relações com as impressões do consciente deixadas no subconsciente. Freudianamente até procuro analisá-los e compará-los com preocupações quanto a relatórios, projetos e avaliações para terminar no final do ano ou às posições inadequadas de dormir no sofá tentando assistir a algum seriado. Quando muito, tais lembranças fragmentadas viram assunto de diversão da mesa do café. Alguns desses enredos, no entanto, se transformaram em contos e versos para poemas, avocando o direito de usar as imagens como parte de minha criatividade. Até agora não apareceu ninguém para dizer que estou plagiando os domínios de Morfeu. Um governo que sonha com a volta de períodos som...