Certos direitos

Como entender a defesa da arte e da cultura ao mesmo tempo em que se dizem expressamente ser de direita? Arte e cultura são, por definição, revolução, quebra de paradigmas, dar outros significados e leituras para o mundo, incluir tudo e todas as formas de manifestação e de expressão da existência. Ou seja, tudo o que é contrário ao conservadorismo político e intelectual. Mas devem acreditar nisso, pois aí estão. A um ateu seria permitido ser o responsável pelo legado do cristianismo? E seria tratado com naturalidade um pacifista não armamentista lidar com a história e formação do exército e das forças armadas? Para mim soa como atalho para chegar artificialmente a uma posição, aproveitando benesses que o espaço político-partidário fornece e que até ontem era refutado por todos esses 'de direita'. Palavras que são mais do que jogadas ao vento, pois vão ao voto. A prática da pluralidade de opiniões não é passiva e não pode ser condizente com a aceitação da autofagia da sobrevivência cultural. Manifestações podem ser distintas, mas elas não pode ser uma manifestação que proponha a extinção da própria manifestação.

Abusei da confiança em minha capacidade de escrever e submeti carta enfática para a revista piauí deste mês que não foi publicada. Incluí a foto de meus gatos para responder a uma dúvida sobre o sibilar dos felinos. No passado, em menção a um questionamento sobre a natureza futebolística da revista, provavelmente com equipe torcedora do Botafogo, fotografei minha gata alvinegra e eles publicaram. A Leia fogosamente estava na caixa junto com edições da revista. Creio que o e-mail com anexo caiu na caixa de spam para segurança do departamento de comunicação com o leitor. Reenviarei sem a foto e farei comentários outros para recuperar o espaço que ocupava por vários meses seguintes. CartaCapital também somente publica há algumas edições os comentários já lançados em sua página no Facebook. Redução de pessoal, talvez, que faria uma triagem das cartas. E olha que falamos de e-mails como algo já pouco praticado, na evolução das cartas outrora escritas sobre o papel. Curiosa é a missão do missivista: contribuir gratuitamente para preencher espaços dos meios de comunicação e ainda pagar para ter um exemplar físico para seus arquivos, para sua memória. Para seu deleite, enfim.

Exatamente um mês atrás, sofismático ter constado como 'sofismárico' na Folha de S. Paulo não deveria causar surpresa, porque mesmo a palavra de grafia certa não é reconhecida pelos corretores ortográficos e está assinalada com um traço vermelho na tela de meu computador. A letra t perdeu a parte ascendente acima da travessa e virou r. E desconheço se aos leitores causou diferença de significado, haja vista tanto que é publicado e pouco que é lido. Não é uma falha como a do jornal que trocou meu 'preterido' por 'preferido', alterando todo o sentido do texto que discorria sobre cartas que não eram publicadas, ao contrário daquelas que seriam aceitas, ou preferidas, na visão do ingênuo editor. Em títulos jornalísticos, mesmo no amplo espaço virtual, algum ruído surge devido à economia. Por outro lado, um portal importante e famoso de notícias deixou acrescentar um r onde não havia e resultou no 'número sobre de 6 para 7'. Erre a mais ou a menos, mas procure sempre acertar!

Comentários

  1. Ateu não tem lugar em igrejas, no entanto, temos criacionistas dirigindo a educação, pelo ministro do MEC e pelo presidente da CAPES.

    ResponderExcluir
  2. O primeiro parágrafo me faz lembrar uma certa instituição brasileira chefiada por um racista... negro.

    ResponderExcluir
  3. Blog três paragrafo agradeço bastante pelas apostilas que tem sido partilhado em especial em área de Quimica!
    Espero que colegas que continuemos como esse Espírito

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

É Praga!

Desfrutando

Bomba natalina