Tempo de críticas e esperança

A época de fim de ano congrega avaliações, frustrações, festas e esperanças. Faço e tenho um pouco disso tudo em um período de que não gosto, como reiteradas vezes afirmei. O Natal em família evitou a discussão política adversa, até por conta da ausência de teocratas da ignorância na ceia e na troca de presentes, mas permitiu alguma reflexão sobre como deixamos a situação chegar ao ponto que chegou. Carregamos culpas e responsabilidades, não nos eximamos, ainda que não entendamos como a destruição tenha se propagado tão profunda e rapidamente.

Surpreende que clamem por uma festividade voltada à religião e não ao consumo, mas se limitam às crenças mais atuais, dos últimos dois milênios, ignorando a origem da festa em homenagem ao solstício e às fogueiras que antecipam o período de frio e trevas do hemisfério norte. O cristianismo é fruto da evolução e adaptação de outras crenças e crendices, mas o praticante raramente o admite. Pelo contrário, está levando sua fé ao extremo de provocar atentados a manifestações contrárias e estabelecê-la como política de Estado. Ardemos em fogueiras virtuais e reais, lamentavelmente.

Descobrimos também que não há mais fundo do poço quando se trata de mazelas sociais e má conduta política. De qualquer forma, temos que trilhar caminhos para sair da situação, mesmo com o risco de afundarmos mais ainda. Quiçá alguma luz aflore nas mentes dos que ainda conseguem pensar um país e um mundo melhores, fazendo diminuir os ataques à cultura, à educação, à ciência e ao meio-ambiente. #IniCiencias

Comentários

  1. "Surpreende que clamem por uma festividade voltada à religião e não ao consumo, mas se limitam às crenças mais atuais, dos últimos dois milênios, ignorando a origem da festa em homenagem ao solstício e às fogueiras que antecipam o período de frio e trevas do hemisfério norte. O cristianismo é fruto da evolução e adaptação de outras crenças e crendices, mas o praticante raramente o admite. Pelo contrário, está levando sua fé ao extremo de provocar atentados a manifestações contrárias e estabelecê-la como política de Estado. Ardemos em fogueiras virtuais e reais". Bem, caro professor Adilson, acho que é bem o contrário do que o senhor afirmou na sua primeira linha: "Clamam mesmo ao CONSUMO e se esquecem da religiosidade que a data encerra, afinal NOEL é a prova disso"!... Outra discordância de seu texto trata dos dois milênios em cuja história não há equívocos, quanto ao nascimento de Jesus (Natal) já que a questão do solstício e das fogueiras, como disse, não pertencem ao âmago da espiritualidade cristã!... E, por fim, o cristianismo não é fruto de evolução e adaptação de outras seitas e crendices, já que, há documentos da história bíblica, que comprovam as veracidades desse cristianismo autêntico. Por fim, essa fé, que, o senhor se refere, não se trata de fé mas, de provocar atentados etc... Isso são manifestações de movimentos xiitas, islâmicos, dotados de extremismos e acendrado espírito odioso e sobretudo de um fanatismo doentio, quiças, impulsionado politicamente! Respeito suas opiniões mas, "desculpe-me" discordo, por não se tratar das premissas da verdade cristã! A cristandade não é lenda nem historinhas, mas, fatos que aconteceram e estão devidamente fundamentados e documentados. no conhecemos culturalmente como REVELAÇÃO DE DEUS À HUMANIDADE!... Grande e natalino abraço ao senhor!

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  2. O bom deste blog é que faz pensar, eu digo sempre. E pensar pressupõe discordar, às vezes. Também acho duvidoso dizer que o cristianismo seja mera consequência histórica de antigas crenças. Parece-me que o Cristo veio trazer uma proposta religiosa nova, até revolucionária. Mesmo que a humanidade tenha associado à sua mensagem algo de antigas tradições, não vejo nisso grave desdouro ao cristianismo. Em sua essência, ele é muito simples.
    Mas devo concordar que tem havido grandes distorções de sua essência, em nossas atuais comemorações natalinas. No entanto, seria grande injustiça ao cristianismo (assim com ao islamismo) atribuir a ele as crueldades que se perpetram em seu nome. Garanto que Jesus fica muito triste com tais atitudes, embora saiba que essa é a natureza imperfeita dos homens. Eis por que se torna tão difícil amar e perdoar, incondicionalmente...

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