Livros
Livros em profusão, alguns bons, outros, melhores. Exagera-se nas vírgulas na frase anterior para economizar nos verbos. Gramática é uma troca, portanto. Uma frutífera troca adquirida por meio da leitura, iniciada em algum momento com folhas soltas, seguida por algo mais robusto e na forma de um conjunto - o livro. A auto-biografia de Fernanda Montenegro foi um respiro no meio de angústias culturais pelas quais o país passa. Muito significativo que a musa do teatro tenha sido ofendida pelo irresponsável pela área supostamente cultural do governo fede mal, ou federal, como queiram. O livro contém um século de histórias que, por mais duras e profundas que tenham sido, são contadas com uma leveza ímpar, levando a acabar a leitura em menos de um dia. A revista quatrocincoum já havia colocado Fernanda na capa da edição de outubro, fazendo relações da atriz e sua obra com o mês das bruxas. Material fotográfico e artístico foi usado sem parcimônia para isso. Fiz lá minha contestação para que não se esquecessem do Dia do Saci e a cartinha acabou por ser publicada neste mês de dezembro. Para quem ainda não conhece, a quatrocincoum é a revista dos livros, uma publicação mensal muito interessante, com resenhas e artigos que discutem as boas produções literárias brasileiras e mundiais.
Outra biografia vai em curso, essa um pouco mais pesada e com contestações desde o início. Jason Tércio se aprofundou na vida e nas circunstâncias da produção literária para escrever "Em busca da alma brasileira - biografia de Mário de Andrade", sem adentrar a obra do escritor, como o autor deixa claro na introdução. O começo da leitura foi bom, apesar de algumas paradas para conferir informações e fazer anotações, já revelando que uma das datas apresentadas no livro está errada. Sim, sabem que leio fazendo anotações, não sei fazê-lo de outra forma. Ensaios, cartas e opiniões advêm dessa simbiose leitor-obra. Se não é meu ganha-pão é meu ganha-vida. Vida inteligente e contestadora, pelo menos. Estou na parte da realização da Semana da Arte Moderna de 22 imaginando se nosso desgoverno seria capaz de pensar em comemorar seu centenário daqui a pouco mais de dois anos.
O título desta postagem é o mais curto que usei até agora, contendo, por outro lado, um significado que acolhe tudo o que se pode pensar, imaginar, sonhar e sofrer. A simplicidade de um rótulo pode trazer conteúdos profundos, insondados e insondáveis, talvez. No âmbito das possibilidades, é nos livros que realmente vivemos. Penso tristemente nas famílias que não os possuem por total falta de condições ou por total ignorância da necessidade. Aqueles, lamentamos, estes, são lamentáveis suas vãs existências. A elite brasileira sempre teve dificuldades em conviver com o saber, apesar do poder. Uma explicação possível para o contínuo e ininterrupto desmonte de tudo o que sabíamos de civilização cultural no país. #IniCiencias
Outra biografia vai em curso, essa um pouco mais pesada e com contestações desde o início. Jason Tércio se aprofundou na vida e nas circunstâncias da produção literária para escrever "Em busca da alma brasileira - biografia de Mário de Andrade", sem adentrar a obra do escritor, como o autor deixa claro na introdução. O começo da leitura foi bom, apesar de algumas paradas para conferir informações e fazer anotações, já revelando que uma das datas apresentadas no livro está errada. Sim, sabem que leio fazendo anotações, não sei fazê-lo de outra forma. Ensaios, cartas e opiniões advêm dessa simbiose leitor-obra. Se não é meu ganha-pão é meu ganha-vida. Vida inteligente e contestadora, pelo menos. Estou na parte da realização da Semana da Arte Moderna de 22 imaginando se nosso desgoverno seria capaz de pensar em comemorar seu centenário daqui a pouco mais de dois anos.
O título desta postagem é o mais curto que usei até agora, contendo, por outro lado, um significado que acolhe tudo o que se pode pensar, imaginar, sonhar e sofrer. A simplicidade de um rótulo pode trazer conteúdos profundos, insondados e insondáveis, talvez. No âmbito das possibilidades, é nos livros que realmente vivemos. Penso tristemente nas famílias que não os possuem por total falta de condições ou por total ignorância da necessidade. Aqueles, lamentamos, estes, são lamentáveis suas vãs existências. A elite brasileira sempre teve dificuldades em conviver com o saber, apesar do poder. Uma explicação possível para o contínuo e ininterrupto desmonte de tudo o que sabíamos de civilização cultural no país. #IniCiencias
Livros têm o dom de não deixar naufragar o barco. Também li o livro da Fernanda. E também fiquei encantado. Já o do Chico, Essa Gente, me deixou meio no ar. Aguardo o comentário deste blogueiro.
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