Carinho e cuidados com mensagens e palavras

Cuido do que escrevo para não atentar contra as leis, respeitando opiniões diversas e, o mais importante, para deixar claro que o escrito reflete o que penso. Quanto mais estudamos e mais contato temos com o fluxo do conhecimento, mais responsáveis nos tornamos pelo que divulgamos. Já fui professor universitário na renomada USP, aluno na importantíssima UNICAMP e, hoje, sou pesquisador na valorosa UNESP. Atribuo-me uma responsabilidade talvez indevida, mas impossível de ser ignorada. Os exemplos deveriam vir de quem tem projeção ou poder e isso não está acontecendo, segundo tudo o que lemos e assistimos. O baixo nível do que é dito de forma oficial apenas confirma a perda da esperança em um país melhor. Continuo cuidando daquilo que escrevo, não vou me contaminar com o retrocesso pornográfico. E, mesmo assim, a crítica me coloca como incapaz de comunicar.

Hoje saiu finalmente o artigo mais completo sobre o caminho que percorri para descobrir crônicas inéditas de Lima Barreto. A edição do Correio Popular de Campinas desta quinta-feira publicou meu artigo de opinião, o qual compartilhei no facebook e pode ser lá lido, entrando no meu perfil (https://www.facebook.com/adilson.goncalves.9847). Não houve quem quisesse ou pudesse publicá-lo na forma de notícia ou matéria, mas é um marco para quem não é da área de pesquisa literária. Um curioso que foi motivado pelas descobertas que outros fizeram. É difícil avaliar a verdadeira importância desses achados, mas espero que possam ser estudados para ampliar o conhecimento da influência que Lima Barreto tinha em seus escritos do dia-a-dia e da sociedade em que vivia.

O ano, enfim, começa, segundo o dito popular pós-carnavalesco. As mensagens dadas pelos blocos nas ruas e escolas de samba nas avenidas deixam claro que o povo não está omisso aos desmandos governamentais, por mais duros que sejam os ataques às conquistas sociais havidas.

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