Cultura da quebra
A família toda se reorganizou para uma sexta-feira e fim de semana sem carro. As meninas foram levadas às escolas pelo pai da colega de turma, a mãe iria ao trabalho de carona e o ônibus seria usado com um pouco mais de frequência. Mas, ao viajar ao Vale do Paraíba para cumprir compromissos em Guaratinguetá e Lorena, um parafuso de sustentação do motor se rompe e atinge correias e polias. Uma peça de quase um palmo de diâmetro pula e rola pela estrada. Isso logo pela manhã, no início do trajeto. Retorno à casa, deixando o carro na oficina levado pelo guincho. No tempo esperando o transporte, divagações sobre a materialidade da existência e a insustentabilidade do pensamento. Sim, o fato foi realidade. Insisti com um carro emprestado e fui pelo menos à tradicional festa de aniversário da Academia de Letras de Lorena no sábado, para respirar um pouco de cultura e se emocionar com a lembrança ao professor Nelson Pesciotta, nosso mestre e fundador, falecido em maio deste ano, há exatos t...