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Mostrando postagens de janeiro, 2026

Dores e alegrias

Um argumento histriônico leva a imposição da opinião, não a sua aceitação ou compreensão. O atropelo argumentativo se repete, ou quando é iniciado com falsas premissas - os famosos sofismas -, ou com pressupostos frágeis e aceitáveis apenas dentro de condições limitadas. Por exemplo, o colega começou uma discussão supostamente cultural com a expressão "a alma pertence a Deus". Sim, uso a maiúscula, pois assim regula a norma culta por se referir a nome próprio, não porque coloco um deus acima de outro, inexistentes que todos são. Daí a primeira barreira da conversa, ou melhor, a primeira e a segunda, uma vez que a expressão pressupõe a existência de duas coisas, um deus e uma alma, que sabemos serem criações humanas. Belas e intrincadas, mas puras criações de nossas mentes. A discussão poderia enveredar pelas premissas existenciais, mas, com a imposição da frase inicial, afirmativa, fica impossível a continuidade à luz da filosofia, não da religião. Somos o que sabemos, por is...

Pressões culturais

Ao nível do mar a pressão atmosférica é maior. A água demora mais para ferver, logo gasta-se mais gás ou eletricidade para preparar alimentos. Pelas contas diretas, uma diferença entre 4% e 6% na energia, a depender da temperatura inicial em que a água está. O custo da comida no litoral é mais alto, conclusão físico-química primeira, já que quase tudo passa pelo cozimento com água e a dupla matéria-energia é que move o mundo econômico. Outra conclusão é que os humores internos são apaziguados pelos externos, mesmo tudo sendo sal dissolvido na água, eis a vantagem de estar no litoral. A perfeição é atingida com a interlocução dos silicatos, conhecidos também por areia, finamente espalhados na orla por ondas, e o sol se pondo por trás de montanhas ou mesmo do mar, dependendo do ângulo geográfico em que se está. Matéria e energia na melhor simbiose. Sim, uma semana de férias na praia é condição revigorante, necessária, quase uma prescrição médica, sem precisar do atestado oficial para cab...

Início quente

Uma das tarefas de início de ano em tempos cibernéticos é limpar a enxurrada de mensagens de boas festas recebidas, a maioria de caráter impessoal, réplicas de outras. Nos tempos dos cartões de Natal e Boas Festas em papel, o custo do material impresso e dos selos para remeter pelos Correios limitava - e muito - a seleção de destinatários. Selos e remessas que contam belas histórias, não nos esqueçamos, como bem nos lembra o confrade José Antônio Bittencourt Ferraz em seu blog ( https://lorenafilatelia.blogspot.com/ ). Hoje enviamos mensagens a quem não conhecemos e, da mesma forma, recebemos respostas. As dos amigos e conhecidos são mantidas, claro, criando um histórico digital de como caminhamos ao longo do tempo em termos de desejos e aspirações. A saúde e a paz continuam no topo da lista, ainda que uma dependa muito de nós, a outra, dos nós a serem desatados internacionalmente. A prosperidade passou a figurar em mensagens, influenciada pela plutoteocracia, provavelmente. Religiosos...