Postagens

Literatura da morte

Os comentários às postagens neste blog não são moderados. Essa foi uma prerrogativa desde o início, em outro endereço, que já vai completando seis anos. Apenas quando sinto que há ofensa, eu os removo. Isso aconteceu duas vezes. O blog é opinativo, mais próximo à crônica do que à ficção, mas não me furto de alguns exageros, elisões e outras figuras da retórica para falar com palavras escritas. Palavras que julgo serem bem vivas, mesmo quando carregam alguma morbidez. Quanto aos comentários, é notório quando adentram a fértil imaginação, confundindo opinião ruim com ficção mediana. Seriam hilários, não fossem perigosos por conterem apologia a crimes e pregarem uma narrativa da negação da realidade como se verdade fossem. Tornam-se mortais quando não devidamente filtrados. Filtrados por quem os lê, não censurados pelo blogueiro. Continuam sendo opiniões? Bem, até certo ponto. Lamento apenas que esses autores não consigam enxergar que estão sendo manobrados por interesses escusos ou deles...

A culpa é das palavras

Concluí a leitura de Baviera Tropical , de Betina Anton. Aprendi bastante sobre a crueza com que os nazistas fizeram seus experimentos genéticos, alguns amparados por uma pseudociência eugênica, não muito diferente da que assistimos dois, três anos atrás que levou à morte meio milhão de brasileiros com o atraso de vacinas e estímulo a "drogas milagrosas" durante a pandemia do coronavírus. O livro fala da vida e da morte de Josef Mengele no Brasil, em estilo estimulante à leitura, com farta documentação da época e entrevistas realizadas pela autora, tecendo um conjunto de palavras muito coeso e convincente. A leitura não é automática porque não consigo ler sem anotar. Comentários e dúvidas são registrados em cadernos à parte, pois nunca tive o hábito de rabiscar livros. Já discorri sobre a importância da marginália de bibliotecas de filósofos e outros estudiosos do conhecimento. Ademais, continuo - também com anotações - as demais obras em leituras paralelas, aproveitando o re...

Leituras e correções

No domingo foi Dia do Leitor, como também foi dia de respirar. Respire e inspire-se. Amanhã também será dia de respirar, portanto... Ler e ser: sei que é lei. Começo o ano para concluir as biografias de Fernando Pessoa e Ângela Maria e iniciando Salvar o Fogo , do Itamar Vieira Júnior, presente de meu sobrinho no Natal. Na fila estão vários outros, da passagem de Mengele pelo Brasil ( Baviera Tropical , de Betina Anton) a uma quase réplica do relato de Lima Barreto quando internado em hospício, pouco antes de morrer. O livro chama-se Uma temporada no inferno , escrito por Henrique Marques Samyn, obra recomendada no site da revista piauí  ( https://piaui.folha.uol.com.br/o-que-ler-ouvir-e-assistir-enquanto-o-ano-nao-termina/ ). Natalia Timerman com seu  As pequenas chances , um relato sobre o luto, é outro que foi iniciado junto com o novo ano. Sim, não consigo me ater a apenas uma obra na leitura. Ainda falando em Natal, li a edição de dezembro da revista piauí . Após 18 anos,...

Re-esperançar

Ano Novo, além da mudança de calendário, que mudemos algo na vida. Re-esperançar foi a palavra que resumiu 2023; de construção foi o saldo. Na primeira passagem de ano deste blog, ainda no endereço antigo, a principal perspectiva não era para o ano que se iniciava, mas para o seguinte, ou seja, o equivalente a planejar 2025 agora, pois o ano em curso já estava "saturado", conforme escrevi em 28/12/2017. Aquele viria a ser o ano de 2018 com tanta angústia e retrocesso. Mas agora, não. O ano em curso é de construção, como disse antes. Mesmo assim, minhas listas de promessas, compromissos, desejos e equivalentes continuam quase idênticas às dos anos anteriores. Há um passivo existencial que teima em não ser resolvido com novas folhinhas com gatinhos fofinhos na parede. O diminutivo de substantivos e adjetivos, porém, não diminui a seriedade com que as coisas mundanas devem ser tratadas.  Houve mais leitores na postagem de fim de ano do que nas semanas anteriores. Pensando que es...

Finalizando

É o fim, finalmente! Daqui a menos de cem horas, trocaremos a folhinha da parede, a grande novidade. Sim, ainda há os que as cultuam. Assim, o ano novo é novo em quase nada. Ao menos a contagem regressiva será com boas sensações, diferente de outras cem horas no ano passado vividas em angústia e agonia. Os leitores perdidos por aí sabem do que estou falando e podem recordar aqui:  http://adilson3paragrafos.blogspot.com/2022/10/novas-cem-horas.html . Repito-me em externar minha bronca com o mês de dezembro, o mais curto do ano. Vejo que não apenas este reles escriba de blog tem dificuldades para preencher escritos semanais. Na Folha de São Paulo desta semana, Ruy Castro faz um arrazoado de frases, justificando-as pela simplicidade, Thiago Amparo confessa a raiva ou a falta de assunto que o move, e não nos esqueçamos do ombudsman daquele jornal que fez uma coluna somente com frases de leitores, sem quaisquer créditos a eles. As palavras continuarão a refletir o melhor e o pior de nos...

Pedaços quebrados

Este texto começou a ser escrito na primavera e termina no verão. Coisas de correrias das últimas 250 horas do ano, como se, depois disso, tudo virasse pó ou matéria primordial do universo, criando-se espaço e energia novamente. Não, nada disso vai acontecer. No máximo uma nova folhinha pendurada na parede. Quebramos a sequência do tempo apenas para nos satisfazer como finitos humanos e tentar organizar o caos de nossa existência. Quebramos as nozes do poema musical, em apresentação nestes dias no Teatro Castro Mendes em Campinas. E também quebramos versos. Verso de pé quebrado é quando fica faltando ou sobrando sílaba, não atende à sonoridade ou que seja simplesmente ruim. É verso indesejável, ainda que o termo carregue hoje em dia uma conotação capacitista muito evidente. Nas reuniões de trovadores, escondemos tais versos, sabendo que eles habitam nossos cadernos de anotações, físicos ou virtuais. Digitar no celular virou o rascunho do poeta moderno. Já a pessoa de pé quebrado é mais...

Letras que dizem

Das experiências com concursos, conhecimento detalhado é exigido e também a resposta a algumas questões na forma escrita. Na dissertação pedem-se muitas linhas para escrever, mas, quando o assunto for exaurido, há que se encher linguiça. Como é que, com apenas 26 letras, conseguimos escrever tanta bobagem? Naquelas provas, o resultado tem de sair de imediato, no tempo estipulado, usando apenas caneta preta de corpo transparente, sem o acesso a lápis, borracha e - muito menos - o teclado de um computador. Talvez diminui o número de besteiras ditas, mas o desafio é grande. Sim, escrevo à moda antiga, mas como suporte, não como ação principal. Vez ou outra alguma colunista dos jornalões relembra tempos esquecidos e aquecidos pelas mal traçadas linhas daquela forma (e fôrma). Que lindo foi o relato de Bia Braune em seu texto "Bem traçadas linhas", na Folha de S. Paulo de 11/12. Ela resgatou até as cópias feitas em mimeógrafo. Mesmo com letra muito feia e a resignação à Lima Barre...

Concursos públicos

Admito. Estou prestando concursos públicos para os mais variados cargos. O objetivo principal é forçar-me à atualização profissional, estudando um pouco mais do que o de costume. Preciso saber onde estou em minha carreira e nada melhor do que uma "provinha" de conhecimentos. E se for aprovado? Bem, aí a dor de cabeça será outra, envolvendo remuneração, local e horário de trabalho e um longo etc que precisa ser avaliado por quem já está há algumas décadas no serviço público e na carreira de pesquisador científico. Este ano em especial está sendo profícuo em oportunidades. Os novos rumos do governo federal são o principal motivo de tantos concursos, uma vez que parte das estruturas de Estado havia sido desmontada. Em especial, as atividades relacionadas à ciência, à tecnologia e à educação, além dos cargos de gestão em instituições e órgãos de controle. Indico aqui este site que é o mais completo com informações de concursos e processos seletivos em todo o Brasil:  https://www....

Trânsito pelo tempo

Subvertendo o ditado, dê um volante e um motor possante a uma pessoa para ver sua verdadeira índole. No trânsito, já devo ter anunciado, a ignorância alheia não pode determinar meu comportamento. Nestes dias de forte chuva pelas estradas, em que até caminhões e ônibus hesitam continuar rodando, a surpresa fica por conta dos que não sabem a relação entre atrito, velocidade, pista molhada e força centrífuga. Os bólidos seguem pelo rio que se forma e lá dentro, imagino, deveria haver ao menos um ser pensante. Veículos autônomos ainda não são vistos por aí e talvez eles teriam uma programação que impedisse externar a ignorância, eivados de "inteligência" que são. Direção defensiva passou a ser item obrigatório no trânsito, junto com pneus, faróis e setas indicadoras. Quer dizer, não aqui, em que motoristas vivem em sociedade secreta e não revelam para onde estão conduzindo seus veículos. Ou seja, não dão seta! Resolvi, finalmente, ler PT, uma história , de Celso Rocha de Barros. ...

Perspectivas

São os dias finais de novembro e parece que a primavera resolveu começar. Bem, não dá mais para esperar estações do ano nos moldes em que vivíamos há uma, duas décadas. O mundo esquentou e o novo normal deveria ser mais prazeroso para nós brasileiros, acostumados que estamos com o calor, comparando com os europeus. Mas o uso mais frequente do ar condicionado e do ventilador está fazendo com que picos de energia sejam mais intensos, acompanhando a incidência de eventos climáticos extremos. Tudo correlacionado, diria o estatístico que olha para os dados e a tragédia salta feito aqueles desenhos do livro "Olho mágico", em que víamos autoestereogramas ( https://pt.wikipedia.org/wiki/Autoestereograma ), as imagens em três dimensões que se formam quando desfocamos o olhar para um ponto focal atrás da folha de papel. Foi uma febre antes da virada do milênio. Nem todos enxergavam as imagens, e era frustrante para quem não conseguia ver ou dava enjoo em muita gente ao ficar prostrada ...

Conhecimento bem próximo

Eu não conseguiria fazer o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e outras provas de ingresso para as universidades públicas que estão sendo aplicadas nestes dias. Não pela dificuldade das provas bem elaboradas, mas por não ter estudado boa parte das Humanidades ali contida, deprovido de tal prazer e necessidade durante a ditadura militar. Talvez tivesse desempenho razoável pelo conhecimento acumulado ao longo do tempo, mas falta-me a base de aprendizagem. O único vestibular que prestei foi há quase 40 anos! Acho admirável que os estudantes tenham aulas de Sociologia, Filosofia, além de História e Geografia. Disciplinas de forma contextualizada e crítica, com o objetivo de aprendizado e formação integral, nada parecido com a decoreba sem sentido de "educação moral e cívica" e "organização social e política brasileira". Além da nova abordagem nas Linguagens e Ciências da Natureza, com maior interconexão entre elas. Ler o mundo não é simplesmente olhar palavras impress...

Perdas e mais danos

A revista piauí é a que leio com prazer e regularidade. São matérias longas, análise profunda, com muitas referências e indicações de leituras complementares. Um contraponto com o acesso cibernético diário. Por outro lado, a  piauí  decepcionou seus leitores quando extinguiu o podcast Foro de Teresina ( https://piaui.folha.uol.com.br/radio-piaui/foro-de-teresina/ ), isso ficou bem claro nas manifestações nas redes sociais. Se vai impactar negativamente no número de assinantes da revista ou em sua qualidade, é dúvida que carregamos até o próximo número. A notícia imediata é marca de nosso tempo, mas é necessário filtrar os veículos. Muita mentira propositadamente é veiculada, símbolo da pós-verdade e marca da extrema direita. Há canais adequados, menciono apenas os mais conhecidos: UOL, G1, Nexo; e os que apresentam uma visão mais progressista Brasil 247 e CartaCapital, por exemplo. Os sites dos jornais também são importantes, apesar de cobrarem pela leitura. Correio Popular, F...

Dia de todos os sintos

O dia de todos os santos antecede o de todos os sintos. Sinto tristeza, sinto ausência, sinto luto. O dia é longo para reflexões, mas curto para escrevivências permanentes. Então a postagem é reduzida, em meio de feriado com poucos leitores, porém marcando a data, datando a marca. No Diário do Rio Claro escrevi um pouco mais sobre vida e morte, morte e vida, considerações que não repito aqui por ser de fácil acesso nos meios cibernéticos:  https://www.j1diario.com.br/edicao-de-02-de-novembro-de-2023/ . Apenas reafirmo que a morte não devia ser tão trágica e triste como culturalmente a vivenciamos. Um paradoxo da vida. No sábado passado pude falar de Lima Barreto na Academia Campineira de Letras e Artes, cronista que foi e cuja obra é marcada pelo uso de pseudônimos. Destaquei também a coincidência do escritor, que vivia no Bairro de Todos os Santos, morrer no dia de Todos os Santos, em primeiro de novembro de 1922. A tristeza de sua morte rondou a família, pois, no velório ocorrido...

Oficinas

Em oficinas se aprende e se conserta. Ali se trabalha o ímpeto e os músculos. O concerto pode também ser uma oficina em que a mais bela música é tocada para tocar corações sensíveis. Na oficina mecânica, lugar de visita constante à medida que o veículo envelhece, a prática encontra a realização, muitas vezes longe da teoria, o que pode não ser muito duradouro. O conserto pode ser efêmero, por má fé ou por ignorância. Reparo é outro nome que se dá à proeza, talvez para salvaguardar o executor de cobranças, do qual é exigida a longevidade da peça trocada e do serviço feito. Descubro que um carro de quinze anos de idade é usado o suficiente para que peças de reposição não sejam mais corriqueiramente encontradas, necessitando de encomendá-las pela internet. Sim, o próprio mecânico assim indica, com todas as referências e ressalvas necessárias. Em dois dias o Mercado Livre entregou o produto, o limpador de para-brisas voltou a funcionar, e felizes, eu e o carrinho, seguimos pelas úmidas e c...

Clássicos

Ítalo Calvino e a leitura dos clássicos ressurgem como temas literários em função do centenário de nascimento do autor. O livro "Por que ler os clássicos", também um clássico, se afirma não como manual, mas todos os que o leem assim fazem. Eu fui ticando os livros já lidos - os clássicos - e estou bem longe de chegar à metade, se é que há um número determinado de obras assim classificadas. Se viver mais alguns anos talvez dê para cumprir a meta. Não, não deve ser meta a leitura daqueles livros, mas sim a leitura de livros. Dizem que é bom canalizar o tempo para livros bons, mas só sabemos o que é o livro quando a leitura é concluída. Um paradoxo, portanto. Tenho alguns classificados como excelentes que não consegui passar do primeiro décimo de páginas e outros que li em tacada única. Uma resenha ou a indicação de entendidos da escrita pesam no momento de decidir por forçar a leitura, assunto que já refleti aqui ( https://adilson3paragrafos.blogspot.com/2023/01/linda-festa-v...

Jogos de palavras

Usar cartas preteridas na composição do blog havia sido uma única vez. Esta é a segunda. Na sequência literária de semana passada, um jornalão da capital paulista passou a perguntar a seus leitores qual é o jeito favorito de ler. Sim, ainda leio os jornalões, quase que por obrigação, mas leio com muito mais ânimo os livros. O que respondi? Três livros simultâneos, um mais denso e outros "leves". Sempre tenho um livro à mão para ler em filas, salas de espera e transporte público. Preferência, é claro, pelo papel, com seu cheiro e volume, mas, se não houver a possibilidade, enfrento o digital sem problemas. Em casa, a leitura acontece mais no sofá e na cama. Livros? Sim, lê-los. Se não lê-los, como sabê-los? Foi até aí a resposta, não considerada pelo jornal, integrando outra missiva esquecida. Assim, tomo-a emprestada em autoplágio para alimentar as repetições do momento, devidas ao calendário, justifico. É véspera de feriado e o público leitor baixa tal qual banhista na praia...

Alguma literatura

Dou um puxão de orelha, metafórico para não provocar processo por agressão física ou assédio moral. Mas a coça é em mim mesmo - e talvez não valha a regra repressora. Fato é que não tenho escrito contos, poemas e outras ficções a contento, parecendo que as lutas intestinas de argumentos e decepções não encontram escape fora da realidade e se acumulam na forma de colesteróis, triglicérides, glicose e outros compostos químicos tenebrosos. E não falo de sublime literatura para a escrita, nem de corpo sarado para o físico. Caminhar com a cachorra Indy a meia hora noturna, todo dia, não está sendo suficiente, é o que o exame de sangue friamente revela. Moléculas e palavras para serem liberadas não faltam, o que seria um anestésico dos mais viciantes e desejáveis. Mas o que pressiona é o tempo. Vejam só, duas grandezas físicas das mais usadas na ciência são as que atentam contra a felicidade! Na ciência, pressão e tempo (o do relógio, não o do clima) não aparecem juntos de forma explícita, t...

Como comentário

Um comentarista deste blog afirmou não ter entendido um dos parágrafos da publicação anterior. A recíproca também é verdadeira e fiquei sem entender o que não lhe foi alcançado pela compreensão. Comunicação possui vários significados, mas que a mensagem tenha chegado a algum lugar é o mínimo que se espera. Como a entrada para comentar foi anônima e sem assinatura, fico sem saber a quem me reportar para um eventual diálogo. Reli várias vezes meu texto e não vi onde faltou clareza. Vício da autoescrita que mascara deslizes, pode ser. E olha que meu vocabulário é raso, simples até para padrões comparativos com outros colunistas mais nobres e entendedores do riscado. Adjetivos demais? Verbos de menos? Faltou substância ou substantivo? Não o saberei. Talvez ele ou ela não tenha concordado com o conteúdo, mas aí é outra questão, voltando ao convite para o diálogo. Rogo que continue a interlocução, de preferência identificando-se. Já são poucos os que frequentam este espaço e ficar com um a m...

Histórias quentes

O aumento da criminalidade no país e, em especial, no Rio de Janeiro criou uma indústria de produtos e serviços que se estende por vários setores. Junto à proliferação de cursos universitários de baixa qualidade, os chefes do crime organizado passaram a unir o inútil ao desagradável, pagando para seus membros fazerem cursos específicos e de interesse na condução daqueles negócios. O bacharelado em direito era o principal objetivo para que fossem formados advogados para defender os criminosos pelos tribunais do país, sem contar a possibilidade de tais bacharéis também adentrarem a magistratura e virarem juízes. Confesso que vi a possibilidade como alarde e não acompanhei desdobramentos. Há muita gente que estuda a dinâmica social e creio que o eventual sucesso da iniciativa foi avaliado. A expressão "advogado de porta de cadeia" passa a ter selo de qualidade. Não é impossível subverter os princípios da sociedade, distorcendo-os e invertendo significados. A História é outra vít...

Ativismo no esporte e na história

A semana começou com datas de triste lembrança, mas está finalizando com alguma esperança democrática. No turbilhão de registros a serem transferidos para artigos, fugiu-me o que anotei em relação ao tênis. O US Open é um dos torneios mais famosos e na partida da semi-final entre a jovem norte-americana Coco Gauff, que veio a ser a campeã deste ano, e Karolina Muchova houve um protesto por parte de um pequeno grupo contra os combustíveis fósseis. É, o assunto caberia melhor em O Regional , semanário de São Pedro em que publico mensalmente algo para falar de biocombustíveis e energia da biomassa. Esqueci! Um dos ativistas colou os próprios pés no piso da arquibancada e levaram 50 minutos para retirá-lo de lá. Meu questionamento é se o poderoso adesivo era feito de matéria-prima renovável, o que acho pouco provável. Os seguranças, dentro de todo o cuidado para não machucar o rapaz, ao dissolver a cola tiveram de usar solventes, provavelmente thinner, uma poderosa mistura de hidrocarbonet...