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Sabidos anônimos

Os comentários para este blog são liberados, sem moderação, sem censura, mas para aparecer o nome do autor precisa haver um registro no gmail. A maioria não o faz e aparece como anônimo para mim e para os demais leitores. Alguns assinam o texto junto ao comentário e fico sabendo quem é o gentil leitor. Digo gentil porque apenas uma única vez recebi aqui impropérios, aos quais não cabia interlocução. Tratava-se de um sabido anônimo (ou seria sabino anódico?), que não teve a mesma coragem fora dos ditames do espaço cibernético. Inteligência natural movida por neurônios biológicos que comandaram nervos e músculos para digitar o infame comentário. Cito apenas como exemplo, creio que até já esqueci o conteúdo. Aos anônimos que subscrevem cartas, comentários e afins, agradeço e teço respostas quando pertinente. Juntam-se àqueles anônimos de outrora que figuravam em jornais e revistas impressos, a completar ou corrigir as notícias dadas e para as quais o editor resolveu omitir a autoria. Já t...

Inverno quente

Está bem frio. O inverno começa oficialmente hoje e a previsão é que não será tão frio e seco em função do El Niño. A meteorologia evoluiu muito, mas as mudanças climáticas provocadas por nós dão um nó nos programas computacionais que ela utiliza. As previsões, confirmadas ou não, alimentam novos softwares para seu aprimoramento. Acaba por ser uma boa previsora do passado, tal como a economia, que de ciência tem muito pouco. Na verdade, hoje é o dia em que chegamos ao solstício, correspondente aqui no lado meridional do planeta ao dia mais curto do ano. O sol chega ao máximo de descolamento de nascimento, que está deslocado para o norte, e começa a nascer mais ao sul, movimento lento nos céus e horizontes, mas perceptível e registrado há milênios pelas civilizações que nos precederam. A astronomia é, talvez, a mais antiga das ciências de base empírica. Em noite limpa e clara, vejo um avião passando pelo Cruzeiro do Sul, quase no zênite da abóbada celeste. Aproveitei para refletir que a...

Engolindo letras e sapos

Por esses dias, centenárias referências se apresentam. Quanta coisa escreveu e matutou Ruth Guimarães, nascida no mesmo dia em que Santo Antônio é celebrado. Os filhos mantêm sua memória viva com eventos em sua cidade, Cachoeira Paulista. Acompanho, de longe, os louvores à madrinha de nossa Academia de Letras de Lorena (ALL). Professor Nelson Pesciotta, outro centenário já falecido, será homenageado na nova edição da coletânea da ALL a ser lançada em agosto, no aniversário. O compromisso de publicar todo ano está sendo levado a cabo ininterruptamente. Resgatei dos arquivos públicos o fichamento do professor quando da ditadura cívico-militar, rotulado de comunista, como todos os que ousam clamar por um mundo melhor. Em minha época estudantil sabíamos do paradoxo da expressão inteligência militar e hoje parece que a falta de sinapses se estendeu para vários cantos (e antros) povoados por alguns que avocam sapiência. Só se mudaram a etimologia para algo raso, com origem no sapo, o batráqu...

Ambiente para prosa

É, o aniversário foi na correria, sem registro fotográfico, e a mensagem que deixei nas redes sociais em agradecimento era para lembrar o Dia Mundial do Meio Ambiente. Completar mais uma volta ao redor do Sol dá-me mais um ano de juventude, assim quero crer, mas o meio em que vivemos clama por sobrevivência. Pouco a comemorar, portanto, mas não podemos nos esquecer de que há um dia, uma semana, um mês em especial para refletir sobre ações que possam e devam ser feitas, no âmbito pessoal e na vida social, para a preservação de nosso espaço vital, do mundo verde e azul que conhecemos. Publiquei algumas reflexões nos jornais do interior paulista em que tenho espaço (Correio Popular, Jornal Cidade de Rio Claro e Diário do Rio Claro) e, como sempre, os textos foram reproduzidos em minha conta no Facebook ( https://www.facebook.com/adilson.goncalves.9847/ ). O ambiente somos nós, atados e desatados. Fiquei de prosa com um consumidor na fila do supermercado. Buscávamos a promoção do queijo fa...

Prazo esgotando

Um grupo de policiais adentra a residência por um corredor estreito. Em meio a confusão anterior, de pessoas e conversas, num átimo não entendo o que está acontecendo e, descobrindo que a prisão é iminente, ponho-me em pânico. A tremedeira no corpo inteiro e quase desfalecimento recostado à parede somente são interrompidos quando acordo. Sonhos de cobrança têm sido constantes e não sei se o tal do Freud explica, porque até ele já foi abandonado por Lacans mais modernos. Os adeptos de um e de outro travarão debate infinito e terei pouco tempo para ouvir e entender as partes. Contento-me com resumos. Responderão a pressão e opressão pela necessidade de envio de documentos e afins em dias certos? Fim de mês, dirá o matuto sabedor dos prazos que coincidem sempre 24 horas antes do início de um novo mês. A originalidade dos que cobram míngua ao estabelecer o derradeiro dia como o da noite sem dormir. Nem é do imposto de renda que falo, mas de todo o resto que invade a vida acadêmica. Até...

Ladra

Com ciúmes do gato, o cão ladra. A paródia ao frio da semana passada ( https://adilson3paragrafos.blogspot.com/2023/05/conforto-ao-frio.html ) perde sentido para o canino, não aquele que dói por descuido dentário, mas o que late. Canis latrat , no bom latim que o tradutor digital permite, com o devido crédito à inteligência artificial que parece nos querer dominar. Garanto que o texto que aqui segue ainda não é fruto da facilidade computacional de gerar palavras em sequência que possua algum sentido. Digo ainda porque vejo que muitos colegas de trabalho estão se rendendo à ferramenta para elaborar documentos administrativos e até prévias de relatórios e planos de aula. Fantástico se não fosse tenebroso. Operadores do direito se adiantam nessa seara, farejadores que são, tanto em continuar o plágio de seus extensos e verborrágicos pareceres, quanto na apresentação de uma nova área de litígio: a da autoria do material feito pela inteligência artificial. Bem, plágio é plágio e o computado...

Conforto ao frio

Um gato no meio das pernas à noite é sinal que a temperatura baixou. A troca de calor esquenta ao menos parte do corpo, mas o felino se acomoda de um jeito que fica difícil se mexer. Os repuxos da perna ruim são inevitáveis, quando não são as duas que resolvem deixar claro que os joelhos doem. Em algum momento da madrugada, com tanta movimentação, o gato desiste e vai atrás de outro humano acolhedor. E que seja mais estático. Dormir, sim, esquentar-se também, mas sem solavancos, é o pedido por trás da felinicidade que o animal exala. Quem tem bichanos por perto sabe de sua natureza peculiar e necessária para preencher vazios em espaços que são seus. Ali estamos como coadjuvantes. Não por menos um gato foi uma das imagens que ilustraram a capa da coletânea da Unesp com crônicas selecionadas na e sobre a pandemia. Pelas ruas, no entanto, a urbanidade perde protagonismo, é excludente e os que ali padecem do frio despertam algum calor humano, insuficiente. Gosto do frio, não apenas porque ...

Faz falta

Meio milhão de mortos. Esse é o título do artigo no Jornal Cidade de Rio Claro desta semana, uma avaliação de quantas pessoas morreram pela covid-19 além do estimado pelo porcentual de população que temos em relação ao resto do mundo. Muita gente morta além da crise pandêmica. Morreram por negligência, descaso, negacionismo. Fazem falta. Aquele jornal do interior paulista é um dos remanescentes espaços impressos para divulgar opinião e notícias locais. A manifestação opinativa que vai em outros sites, em movimento cíclico, sempre divulgo aqui. Descubro que todos que pensam, põem o pensamento em ciclos de vai e vem; de reflexões eles costumam rotular. Talvez justifique-me assim, tentando não ser repetitivo, mas não perdendo a essência dos argumentos. Leio o que está escrito para saber o que foi dito e também o que foi modificado de um pensamento inicial, incluindo meus pensamentos. Mas o que é crime continua sendo crime, estando ou não o criminoso no poder. Eis mais uma dessas reflexões...

Poesia ainda que tardia

A semana é do trabalhador e usemos para falar de outras coisas, outras palavras. A rima óbvia é amor, mas fiquemos com a poesia, dissonante na terminação, completa no significado. No último sábado do mês, os poetas se encontraram na Biblioteca Municipal "Prof. Ernesto Manuel Zink" em Campinas e realizaram uma manhã muito agradável, chamada de Roda de Poesia. Foi minha primeira vez. Chico Buarque era o homenageado por questões havidas naquela semana. Cantoria com seus poemas transformados em música, leitura de textos de teatro e até meu "Raízes do Brasil", do livro "O eu e o outro" (de 2016), foi lido pelo Batata, um dos que promovem a roda e a fazer girar, livre e docemente. Levei alguns versos de Paulo Leminski para ilustrar o que foi minha formação e inspiração poética e daquilo que eu gosto em poemas: a síntese, em poucos versos tudo dizer. Não que admire e pratique os sonetos e estrofes mais detalhadas, apenas revelo um das admirações maiores. Relembre...

Um imenso Portugal

O carro faz barulho, suspensão consertada, o ruído continua. Não é nada grave, diz o mecânico. Nada descobriu nas partes íntimas do veículo que pudessem causar algum acidente. Mas o barulho continua. E vem da direita, como sói ser. A semana teve forte sotaque português e, obviamente, não quero relacionar com algum ruído, mas, sim, com o ruído de comunicação que possa haver quando se conduz o pensamento por expressões distintas. Ainda mais com nossa língua repleta de regionalismos, construções e sotaques. Certa vez, jovem universitário, cheguei a praia quase deserta em Florianópolis e havia um outro semelhante ali acampado. Era habitante local e assim que abri a boca na primeira interlocução já inferiu que eu era paulista, pronunciando o s feito um x. Rimos. O paulistano, talvez até mais que o paulista, insiste em dizer que são os outros que têm sotaque, não ele. Resultado de diferentes formas do ar passar pelas cordas vocais e restante do aparelho fonador. Talvez seja isso, o ar está r...

Jatos históricos

A semana começa com dia do livro infantil, passa pelo dos povos originários, segue com combate ao fascismo, chega ao de Tiradentes para terminar com o do "descobrimento" do Brasil. É isso mesmo? A ordem dos fatores altera, e muito, o produto histórico que é o que vivemos. No meio da festa é difícil identificar de onde vem o som, quantos estão dançando ou bebendo ou conversando ou mesmo os que estão alheios aos acontecimentos. Sem contar que tem muita gente ali trabalhando e não se divertindo. Assim aprendi a entender por que a contemporaneidade de vivenciar fatos históricos não leva todos os presentes a registrarem a mesma impressão. Por estar no foco dos acontecimentos, há a necessidade do distanciamento temporal para saber o que realmente aconteceu e, ainda mais, sob diversos pontos de vista. O incauto dirá que a verdade dele é a verdadeira porque os olhos que a terra há de comer assim viram. Não há traidor maior que nossos próprios olhos e a memória seletiva que registra i...

Marcas de expressão

Marcas são importantes para memorização, aniversários redondos, datas coincidentes. O período de cem dias também é, e vemos as diferenças de tratamento de analistas políticos e econômicos quando lidaram com a marca atual e a de quatro anos atrás. Mesmo os mais ladinos que escondem suas retrógradas opiniões e ações fazem silêncio para não aceitar a visível mudança de atitudes. Enfim, política nunca passou ao largo nestes parágrafos, mas a sutileza de certas escolhas deu a impressão de isenção, segundo alguns distraídos. Isenção? Isso sabemos que não existe em nenhum local de expressão, seja no jornalismo clássico, seja aqui e em outros blogs. Mesmo que não ditas com todas as letras no texto corrente, os links para outras postagens assim o fazem. Seguem duas dessas marquinhas, frutos de compilações de comentários esparsos, uma clássica ( https://www.brasil247.com/blog/estruturas-democraticas-que-ai-estao ), e outra de avaliação do uso que estamos fazendo de alguns termos e palavras, da e...

Antecipando os chocolates

É quase feriado prolongado, de forte importância para os crentes e de alívio para os não crentes que usam os dias para uma pausa no ano que começou com uma velocidade maior, bem maior. De um lado, os incorformados e adeptos de crimes e teorias de conspiração esperando que ainda algo mudasse, mesmo com cem dias de sucesso, e, de outro, os esperançosos que muito batalharam por mudar a situação caótica e de destruição em que estávamos. Alinhamentos bem sucedidos - e controversos - estão em execução, o fim não está próximo, no entanto. Alguma confusão resta quanto a propostas econômicas que buscam trazer a ficção de um mercado imaterial para a realidade de carne e osso, já com menos osso e mais carne. E a maioria política confirma que essa matemática não é para qualquer um entender. Ter mais votos não significa estar à frente, nem a recíproca leva os de menos votos ao menor poder. Nós que lidamos com as ciências chamadas exatas sabemos que números não mentem, desde que seu mentor não lhes ...

Crimes e verdades

A professora Elisabeth Tenreiro era também técnica em química. Trabalhou em grupo de pesquisa no Instituto Adolfo Lutz, aposentou-se e foi se dedicar ao magistério. Foi morta na escola em que estava trabalhando há menos de dois meses. O adolescente que a matou feriu outras pessoas e investigam se houve mais gente envolvida no crime. As chamadas redes sociais têm papel importante na disseminação do discurso de ódio que alimenta a violência real, travestida de virtual ou de desafios perante grupos. Estudos mostram não haver uma correlação direta entre usuários e consequências quanto a jogos eletrônicos. Mas há muito mais nessa seara digital do que podem imaginar as analógicas mentes pensantes. Perdemos um tanto de nossa humanidade quando tais tragédias acontecem. Minha formação e atividade semelhantes às da Elisabeth tornam o sentimento de perda ainda mais próximo. O fato fica pior quando as autoridades dão uma resposta assustadora, apontando que se deve aumentar a violência para combate...

Forte e doce

O ano cultural foi iniciado na Academia Campinense de Letras. Evento forte e mostrando o fôlego da instituição comandada por Jorge Alves de Lima e Ana Maria Negrão. Vi um maestro Júlio Medaglia falar sobre a história da música no Brasil em momentos específicos, realçando que nesses primóridos, séculos XVIII e XIX, eram principalmente negros fazendo a música que tocava e se apresentava em Veneza, tomada como símbolo europeu. Apenas numa etapa posterior passam os brancos a fazer música que  introduzia a cultura negra em suas composições. A música clássica, segundo ele, começou aqui 150 anos antes de os Estados Unidos fazerem seus registros. Foi uma sequência do que falou quatro anos atrás ( https://adilson3paragrafos.blogspot.com/2019/03/ciclos-culturais.html ). No mesmo evento cultural, para coroar a noite, vi os dedos rápidos de Sônia Rubinsky flutuando sobre o teclado do piano, um encontro de ambos, mãos e mecânica, pela mais doce atração. Generosa, após a apresentação Sônia não s...

Histórias

Meu pai já estava doente quando lhe dei um caderninho de capa azul para que ali anotasse suas recordações de vida. Ralhou comigo, como era peculiar em função do sangue majoritariamente espanhol, dizendo que tais histórias seriam dele e não teriam importância para mais ninguém. Seriam coisas muito simples e banais. Tentei explicar que a história do mundo eram as histórias de cada um e a dele seria, em parte, a minha também. A contragosto aceitou. Uma dose de egoísmo de minha parte envolvia aquele pedido/presente. Eu queria saber um pouco mais dos detalhes de causos por ele vividos e que nos contava esporadicamente. Na escrita ele era mais atencioso e detalhista, ainda que o estudo formal se encerrara antes do que hoje se chama ensino fundamental. No entanto, o câncer foi mais rápido e não deu tempo de ele escrever uma linha sequer. Meu pai não viu o neto mais novo nascer, nem o do meio morrer. Teria mais um pouco de alegria e muita tristeza para vivenciar, como todos nós tivemos. Ainda ...

Divulgando ciência e cultura

O Jornal Pravda cede espaço para artigos opinativos, desde que assinados e inéditos. O mais recente foi acerca da divulgação científica na cultura ( https://port.pravda.ru/cplp/57848-divulgacao_cientifica/ ). Uma mescla de tópicos abordados ao longo do mês nos jornais por aí. Repetir a chamada aqui não deve ser rotulado de auto-plágio, espero. Afirmo isso por ter causado dúvidas em postagem anterior. Quem escreve costumeiramente acaba por repetir seus argumentos, concepções e até textos completos. Não é tarefa simples publicar sempre a coisa inédita e um pouco de auto-plágio se espraia sobre todos. O problema é o uso de citações alheias sem a devida referência ou deixar claro que determinada publicação já passou por divulgação em outro veículo. Tal situação também acontece com palavras poéticas e literárias, especialmente as submetidas a concursos que podem ser desclassificadas simplesmente por não atenderem à norma do ineditismo. Escrevamos sem o auxílio de robôs, mas sabendo que são ...

Seguindo como se pode

O luto constante faz ficar um vazio na existência. Ficou também um vazio na sequência do blog. Quem quiser, olhe o fragmento anterior, ele sequer foi divulgado. Ou melhor, parte foi agregada na publicação do Jornal da Cidade de Rio Claro, por total incompetência de elaborar algo inédito. As palavras continuam minhas, bem as sei, mas em tempos de inteligência artificial predominando sobre a natural é bom que as repetições e os auto-plágios sejam contidos. Como sempre, na página do Facebook estão cópias das publicações impressas ( https://www.facebook.com/adilson.goncalves.9847/ ). Opiniões pré-elaboradas também ficaram perdidas pelas semanas passadas e estão aqui para a devida consulta:  https://www.brasil247.com/blog/jornaloes-sendo-jornaloes ,  https://www.brasil247.com/blog/enterrando-o-bolsonarismo ,   https://sampi.net.br/bauru/noticias/2739017/articulistas/2023/02/necessidade-de-ativismos-politicos . Tentemos dar prosseguimento ao possível, certos da impossibili...

Luto

Compromisso com os quatro elementos, era o título povisório. A água sempre encontra seu caminho, arrastando o que encontrar pela frente. Participei por alguns anos no Comitê de Bacias Hidrográficas do Paraíba do Sul, representando as Instituições de Educação Superior, quando fui docente na USP - Lorena. Duas décadas atrás havia um conjunto grande de informações sobre o que hoje é chamado de evento climático extremo, com monitoramento de áreas de risco e propostas de sistemas de alertas que pudessem mitigar tragédias como as que estamos vivendo nesses dias no litoral norte paulista. Parece que muito pouco chegou nas esferas públicas para encontrar solução. Vivenciamos a experiência do tempo recorde em que vacinas contra a Covid-19 foram desenvolvidas, mas que foram barradas no negacionismo governamental, o que fez com que a vacinação fosse lenta, houvesse desvio de recursos - como explicitado pela CPI de dois anos atrás - e que as tais práticas de negacionismo e anti-vacinas passassem a...

Disco voador

Os alienígenas ainda não entraram em contato comigo, então não se preocupem. Eles estão longe, não chegaram e pouco se importam com nossa existência. Ainda... Foi na época do aumento do tráfego aéreo e da ascensão da guerra fria que houve a maior incidência de visualizações de objetos voadores não indentificados, palavra dicionarizada pela sigla óvnis, paroxítona devidamente acentuada. Não queiram os trovadores fazer rima com ela, impossível que é. Na minha adolescência buscávamos pelos discos-voadores nos céus e devorávamos as estórias relacionadas com tudo o que fosse extraterrestre, sempre contadas com a dramatização necessária de quem teve - ou soube de quem teve - contatos imediatos de graus variados. Sim, todos fãs de Steven Spielberg, tanto para o filme com Richard Dreyfuss, quanto para o do adorável ET. Esperançosos da rendenção alienígena, não nos furtávamos da admiração pela ficção científica. Bons e inocentes tempos em que sabíamos dos limites entre realidade e ficção e, se ...