Postagens

Começando ideias

No fim de semana passado realizamos a exitosa reunião do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas, em que praticamente foi dada minha posse na presidência daquela instituição. A brilhante palestra da Arilda Ribeiro acerca do período imperial em Campinas, e o desenvolvimento dali decorrido, foi acompanhado por cativa plateia que também pôde compartilhar dúvidas e sugestões sobre as ilustrações, fatos e peculiaridades apresentados. Um registro mais detalhado da reunião foi encaminhado para a imprensa local. Afinal de contas, a História do próprio Instituto precisa ser documentada. Faremos uma edição da Revista do Instituto em abril de 2023, mantendo o blog, que possui um acesso numeroso, com postagens quinzenais. Estão no radar a elaboração de um Dicionário Histórico de Campinas e a participação nas comemorações dos 250 anos do município em 2024. Há um bom e rico trabalho em curso, portanto, cheio de ideias. Precisamos de empenho e comprometimento para dar conta. Naquele...

Tremendo número

Os espasmos a percorrer o corpo inebriado de acontecimentos podem ser devido ao frio, à ansiedade, a sustos, a medos, enfim, à vida. Tremer é defesa, é reação. O adjetivo tremendo, roubado do gerúndio conota também a coisa boa, a surpresa, o superlativo. Multifuncional, tal como quase todo nosso léxico. Bendita língua portuguesa, de cuja data quase me esqueci, passada a 5 de novembro. Sim, é o Dia Nacional, pois o Internacional, festeiros que somos, foi a 5 de maio. Ambas são em dias 5, o único número que sorri. Tremenda coincidência. Português é a língua brasileira mais falada nesta terra cujo nome é derivado da cor vermelha. Usada em toda nossa comunicação - a língua, não necessariamente a cor -, adentra a ciência para dizer o que é a natureza e como estudá-la de forma que seja entendível por todos. O uso da linguagem para a divulgação científica tem, assim, sido abordado em artigos recentes e um deles está no Jornal da Cidade Bauru, que pode ser lido aqui: ( https://sampi.net.br/ova...

Só há morte na vida

"Só há morte na vida". A frase tem seu costumeiro duplo sentido, que a morte naturalmente seja determinada pela vida ou que seja o lamento de nada mais se encontrar na vida além da morte. Dubiedade proposital para rechear a crônica, confessando que foi constatada depois que a frase estava pronta. O complemento pelo primeiro significado seria dizer que, sem vida, não há morte. Tudo o que morre precisa estar vivo, por óbvio. Da segunda interpretação mantenho distância, pois, por pior que a vida seja, tal qual a música, ninguém quer a morte. De sorte que sigamos na rima e na sina de viver. Dias ruins já vivemos e os deixamos para trás, pois a esperança nos diz que a melhora se descortina no horizonte. E quanta vida vista nesses dias em que o Brasil recuperou o protagonismo internacional, apresentando compromissos e propostas! Volta-nos o orgulho de sermos um povo. Sim, há os discordantes, minorias tresloucadas espalhadas por cantos e canteiros, mas não muito distinta dos câncere...

Que seja a arte!

O estímulo à escrita vem dos conflitos internos. Apaziguados, parece que faltam assunto e palavras para preencher crônicas, antes frenéticas. Os artigos políticos, que eram quinquídios, já não surgem há uma quinzena. Um bom sinal, haja vista que eram todos críticos e denunciavam o pior por vir. Tempo para tratar de reflexões mais prazerosas da sociedade em que vivemos, mesmo com focos de fanatismo espalhados e pulverizados por aí. Atrapalham o tráfego, no máximo, já que a lei parece não atingir os que praticam tais atos criminosos nem os que os financiam. Nesse âmbito do prazer existencial, o jornal local dedicou espaço para artigos dos professores Maria Eugênia Castanho e Sérgio Castanho, casal com vida integralmente dedicada à educação e à cultura. Com a devida vênia a ambos, pude tecer comentários sobre esses textos que chamei de resgates. Sim, nos próximos meses teremos a refundação das políticas culturais no país e estaremos atentos a contribuir, na verdade, a voltar a contribuir ...

Lima Barreto, novas tristezas

Cem anos da morte de Lima Barreto em 1 de novembro de 2022. A proximidade da data com outros eventos, em especial as eleições, deixou pouco espaço para as devidas lembranças e reflexões. A teimosia de Lima em escrever sua negritude suburbana é resgatada nos movimentos sociais de hoje, ainda que sem a devida autoria ou inspiração. Foi crítico do sistema político, dos acordos explícitos e implícitos para negociar privilégios, e da sociedade que julgava o negro a priori , qualquer a situação. Pouco mudou no século que se passou, bem o sabemos. Triste visionário, esse Lima. Por pura sorte sua obra e biografia foi resgatada por Francisco de Assis Barbosa a partir de 1952 que nos revelou um Lima Barreto além dos romances "Triste fim de Policarpo Quaresma", "Clara dos Anjos" e "Recordações do escrivão Isaías Caminha". Sua crônica intensa e ininterrupta na imprensa da época foi feita em grande parte sob pseudônimo, o que nos criou um obstáculo a mais para descobri...

Novas cem horas

Nesta semana testei a possibilidade de censura de jornais quanto a artigos meus enviados para publicação. O Jornal Cidade (JC) de Rio Claro, ainda que tenha explicitamente divulgado e patrocinado evento de caráter religioso, mas com a presença de político candidato, em conflito com nossa laicidade constitucional, publicou minha reflexão sobre o futuro da ciência no estado de São Paulo. A mesma sorte não teve o texto enviado ao Correio Popular, de Campinas. De conteúdo semelhante ao do JC, ainda dorme na caixa de entrada do editor ou já pode estar habitando o limbo do spam. O JC de Bauru também silenciou sobre outro alerta para o possível resultado nefasto do segundo turno, dia 30, artigo este que foi publicado no Brasil 247: https://www.brasil247.com/blog/paulistas-insistem-no-erro . Assim, os dois textos em quatro tentativas acabaram saindo. Eficiência de 50%, nada mal! Mas é bom deixar muito claro que proibir informação falsa, ainda mais vinda de órgãos oficiais, não é censura, é ape...

Sucupira em festa

Dias Gomes faria um século de vida neste 19 de outubro. Seu "Bem Amado" tem sido resgatado pela Rádio Sucupira, uma produção da CBN, que mescla as gravações sonoras originais daquela novela com falas atuais, principalmente de atores do meio político, sem perder a fluidez dos diálogos e a contemporaneidade dos assuntos. O programa está disponível neste link: https://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/radio-sucupira/RADIO-SUCUPIRA.htm . A coincidência e atualidade de falas e cenas da novela espantam, tornando-se um momento ímpar da verossimilhança factual. Do humor chega-se à angústia de saber da materialidade histórica em que tudo se repete, e, desta vez, estamos tentando evitar a tragédia. Há um deslocamento do eixo do poder em curso ao qual parece que não ficamos devidamente atentos. Sem humor, teci alguma considerações sobre o assunto para o Brasil 247: https://www.brasil247.com/blog/votos-pesquisas-e-o-deslocamento-do-poder . No caso da Rádio Sucupira, pensei que havia...

Sobrevivências

Estão no plural, por serem múltiplas. O primeiro desafio é sobreviver a si mesmo. Dono de consciência ainda inexplicada pela bioquímica, valores e parâmetros são formulados para conduzir a própria vida. Ater-se a eles parece simples, mas justificá-los e saber quando alterá-los torna-se angustiante. As leituras de textos anteriormente redigidos revelam que posições e lados sempre foram assumidos, a falsa isenção não vingou. E houve mudanças, como deve acontecer em todo desenvolvimento do pensamento. A Biologia nos ensina que sobrevive o que se adapta. Sobrevivemos na materialidade de nossas consciências, portanto. As calorias vindas de carboidratos e lipídeos e os tijolos de construções celulares das proteínas se apresentam como elementos simples, por mais complexa que seja sua química. As sinapses de condução de ordens e desejos são energia elétrica e suas consequências... bem, as consequências são uma dessas barreiras para viver e sobreviver. Entre velórios e festas de consagração ao ...

Engenho e Arte

Na ressaca eleitoral, pipocam eventos de estudos acadêmicos em várias universidades, boa parte promovida por estudantes de graduação. Na Unesp de Rio Claro, por exemplo, é a Semana de Estudos da Biologia e a Semana do Livro e das Bibliotecas. Algumas das apresentações podem ser vistas no canal da Biblioteca no youtube ( https://www.youtube.com/c/BibliotecaUnespRC ). Nos dois eventos pude fazer apresentações, mostrando o que é nosso Instituto de Pesquisa em Bioenergia (IPBEN) para alunos de gradução, incentivando-os a nos conhecer e realizar trabalhos de pesquisa e de extensão conosco. O IPBEN ( https://www.ipben.unesp.br/ ) está na mesma cidade, mas administrativamente não é ligado ao campus, o que faz com que muitos da comunidade não nos conheçam. A bibliotecária Márcia Correa Bueno Degasperi, responsável pela biblioteca do câmpus, me convidou para falar da experiência de escrita e divulgação científica dentro de meu projeto "Engenho e Arte", que também foi usado para dar no...

Cem horas

Na brincadeira com as palavras, as cem horas viram senhoras. Aquelas são o tempo faltante para a festa duradoura, estas são, com a devida vênia ao quase anacronismo do vocábulo, a fração da população que decidirá pelo melhor por vir. A múltipla sonoridade das letras s e c e suas composições entre si e com outros membros do alfabeto fez o deleite de Orígenes Lessa em seu "As letras falantes". Com s, sem é nada, com c, cem é muito. Cem horas para resolver transmite sua mensagem quando lida. Ouvida pode olvidar esse significado e levar o interlocutor a pensar que não haveria mais tempo, mais horas, para a solução. Fiquemos no registro gráfico: sim, há tempo e há esperança. A primavera trazida neste mês de setembro pela chuva e pelas flores é sinal dessa esperança, cantada em verso e nas mensagens pelo Facebook, Twitter, Instagram e demais redes supostamente sociais. Enquanto letras desabrocham palavras em mim, os números primos trazem a sorte da mudança, da semente enterrada que...

Plantas e planos

Cromatografia é uma técnica de separação. O nome é alusão aos primeiros experimentos de mais de um século atrás com extratos vegetais coloridos - a escrita das cores. De lá para cá, explicaram e elucidaram seu funcionamento, aprimoraram a técnica, possibilitaram fazer identificação e quantificação das substâncias que são separadas em misturas muito complexas, mas o nome foi mantido. O dicionário Houaiss fala de solubilidade e mobilidade em diferentes substratos na definição sumarizada. Omite o origem do termo e também que a volatilidade e o tamanho das moléculas são outros fatores importantes na separação. Nos cursos de graduação em química, a cromatografia é inserida em conjuntos maiores de técnicas de separação, identificação e quantificação. Cheguei a ministrar uma disciplina no curso de pós-graduação específica sobre isso, dada sua importância e necessidade de compreensão. A professora Carol Collins era especialista nessa área, escreveu livros sobre o assunto que usamos até hoje em...

Venenos e curas

As oscilações de temperatura e umidade são esperadas, mas comprometem a saúde. Resfriados e constipações entram no vocabulário do período entre as estações climáticas. A secura foi interrompida por rajadas de chuva, aqui no sudeste brasileiro, insuficientes para estabilizar o solo, porém causando algum alívio para as vias respiratórias. Outras vias, as de circulação de veículos, por sua vez, acolheram acidentes acima da média porque freios funcionam menos quando a pressa e a chuva se combinam. O carro dorme na oficina enquanto perambulo, a pé, por ruas esburacadas e molhadas. Em cada poça, descortina-se um novo ecossistema de bichos, plantas, sujeira e reflexos de céus plúmbeos. Quiçá se dissipem e revelem aquela outra cor que está fora do debate eleitoral predominante. O azul é a mais bonita delas e sei que é ilusão psicológica dizer que ela também nos acalma. Já que parei para contemplar uma poça d´água, dispo-me momentaneamente da razão científica que move a vida para imaginar uma c...

Dependência da sorte

A rima é proposital e nela se baseiam trovas e outras poesias clássicas. Vida rima com sorte, não há dúvidas. O que nos fez chegar até aqui é um misto de muita termodinâmica e acaso. A matéria e a energia em transformação. É feriado, mas a internet não para com tantos textos a escrever, assuntos a tratar e uma suposta importância para dar à própria existência. Sim, somos matéria cibernética complexa que temos de nos alimentar de alguma coisa. Poeira de estrelas que somos, acreditamos que ainda temos algum brilho. Juntando comida com cor, surge uma filosofia bananeira, sem ainda aludir a suposta republiqueta. A casca da banana madura absorve a luz visível na região de 470 nm, assim é mostrado nos livros de Física. Quando ainda não amadureceu, mantém a mesma cor das folhas de uma planta, da clorofila, cuja absorção máxima se dá perto de 700 nm. Esses valores também se relacionam com energia e a chamada cor complementar é aquela refletida pelo objeto, a que nós realmente vemos. Assim, é m...

Alimentando o fim

Acabou! Última quarta-feira deste infindável mês. Quando entrar setembro... dirá o poeta que a boa nova entrará pelo campo. Tenho minhas dúvidas quanto à serenidade que possa vir nos próximos dias. Serão intensos e tensos, ainda mais com comemorações amargas - talvez sangrentas - que se avizinham. Por outro lado, setembro que começa é o mês dedicado a Carlos Gomes, o compositor magnânimo das Américas, nascido em Campinas. A programação foi divulgada pela prefeitura local e muitas atividades já estão em curso ( https://portalcultura.campinas.sp.gov.br/2022-mes-carlos-gomes ). O Correio Popular, jornal impresso de Campinas, também é aniversariante, completando 95 anos no próximo domingo, 4 de setembro, e a comemoração será com apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas na Concha Acústica do Parque Taquaral. Uma oportunidade para voltar aos concertos ao ar livre. É um veículo importante, que publica opiniões e reflexões culturais com certa diversidade, ainda que criticado q...

Jornada dos 4 aos 40

Uma nova quarentena, agora a da esperança, começa a ser contada. Uma quarentena de exatos 40 dias. Aquela de dois anos e meio atrás prenunciava um período incerto que soubemos ser de muitas dores e mortes devido à pandemia ( http://adilson3paragrafos.blogspot.com/2020/03/quarentena.html ). Somávamos dias com semanas, depois meses, sem saber o que de pior aconteceria. E o pior aconteceu. Combater pandemia e pandemônio simultaneamente trouxe-nos experiência a um custo muito elevado, 700 mil mortes e uns 40 anos de atraso institucional. A esperança, agora, é de tempos menos incertos. Assim será com a (re)construção social, não apenas por meio da esperança passiva, da qual nada resultará, a não ser um pouco mais de angústia. Atividade e atitude são esperadas, portanto. Como sempre, em outros espaços aprofundo-me em tais reflexões ( https://www.brasil247.com/blog/demonios-eleitoreiros ), sem perder a ternura da poesia de um Paulo Leminski, por exemplo, e da profundidade dos fatos históricos...

Escolha seu tempo

A campanha está nas ruas, nas mentes e nos corações. Assisto a análises eleitorais da movimentação política envolvendo acordos, conchavos, pesquisas, distribuição de apoios e recursos. São tediosas, em parte, porque a emissora de notícias precisa preencher o tempo com as mesmas palavras, ditas por diferentes jornalistas e especialistas. Porém, ela não esconde a decepção quando seu candidato ou sua candidata não vai bem nas pesquisas e vice-versa, ou seja, o outro continua indo muito bem, ainda bem. Imprensa isenta? Tal qual quadratura do círculo ou força vital, são conceitos que podem até ser bem definidos, bem elaborados, mas são inexistentes. Já me convenci de que não há lógica e obviedade nas escolhas políticas que fazem os eleitores, pensando que meu ponto de vista é o melhor de todos, por certo, já que é o único com que posso conviver e é a mim mesmo que necessito justificar as escolhas. Na cultura e nas artes, por outro lado, esperamos que houvesse uma inclinação progressista ao ...

Pontes entre a vida e a arte

A arte é necessária porque a vida não basta, dirá o poeta. Imitam-se mutuamente até a cópia ter mais valor do que o original, indistintos que ficam. Pontes que se fundem aos elementos ligados, feito os átomos em uma molécula, pois os elétrons envolvidos e compartilhados são partes intrínsecas da matéria. É, um pouco de química não poderia faltar em um mundo com constantes transformações. Dentro das artes, a poesia na música de Caetano Veloso, por mais contundente que seja, é suave e preenche espaços sonoros, começando por nossos ouvidos. O especial em comemoração aos 80 anos do cantor e poeta fez baixar a audiência do debate entre os postulantes a governos estaduais. Fiz um breve comentário sobre o desempenho nervoso deste primeiro embate em São Paulo, sem ferir a poética das canções de Caetano ( https://www.brasil247.com/blog/debates-em-sp ). Com a temporada de pesca do voto, coloquei alguns peixes miúdos e graúdos para se debelarem em picuinhas jornalísticas, arriscando usar o alfabe...

Sublime mês

Agosto é um mês longo, com cinco quartas-feiras. A dois meses do tilintar eletrônico e esperançoso da mudança de ventos, aguardemos em atenção. Respeitável, venerando e sublime são sinônimos para o augusto derivado do título dos césares romanos de onde sai o nome do oitavo mês do ano. Quanto ao sétimo, devidamente encerrado, há que se constatar que julho foi um mês com espaço dedicado à ciência em colunas de jornais importantes, bela iniciativa. Se os alertas de combate ao negacionismo científico e defesa de recursos para a área, juntamente com a educação, sendo feitos de forma mais enfática, surtirão efeitos é uma incógnita que nem os melhores cientistas podem resolver no momento. Os qualificativos para o mês não incluem a seca, as queimadas e o ar ruim. A ciência e a boa medicina nos ensinam os malefícios de queimar matos, pastos e lixo, mas são pouco ouvidas. Dizem que há uma herança cultural difícil de ser alterada, convencendo os que praticam a queimada de que estão limpando a áre...

Cartas vividas

Missivista contumaz, todos os dias envio cartas e comentários a jornais e revistas. No início, no tempo da universidade, o foco eram os erros e omissões de caráter científico que grassavam, que pululavam, que abundavam em tais veículos informativos. O vício dominou o hábito, e a política, como não poderia deixar de ser, invadiu o conteúdo dos textos. Diminuiu a porcentagem de publicações, talvez pelo aumento do interesse de todos opinarem, facilitado pelas vias eletrônicas e digitais que passaram a existir. Lembro que até por fax (!) enviei comentário para a Veja, que chegou a ser publicado. Essa revista não mais publica cartas, ficando a possível crítica de leitores limitada aos que possuem assinatura digital e podem fazê-las no site ( http://adilson3paragrafos.blogspot.com/2021/02/pedacos-de-jornais.html ). Isso quando a censura permite, pois aprendi que o conteúdo do texto deve ser dosado em função da natureza do veículo. O princípio é nunca trair a própria opinião, mas há tons que ...

Bibliotecas

A Biblioteca Nacional, com terraplanista à frente, substituído por outro de igual naipe, não consegue mais atualizar o acesso ao acervo digital. Preocupada que está em diplomar os indignos, deixa de cumprir função primordial de preservação e disseminação do acervo, no caso, de sua vasta e completa hemeroteca. A digitalização da revista Fon-Fon, do final de 1907, por exemplo, prometida há anos, continua tal qual. É um período de quatro meses que pode conter inéditos importantes, especificamente de Lima Barreto, que existe de forma impressa, mas que não foi digitalizado porque estaria em condições mais precárias que o restante da coleção e necessitaria de tratamento mais cuidadoso. São informações de quase quatro anos atrás, com promessa recente de atualização, não concretizada. No momento é necessário fazer uma acrobacia digital, primeiramente acessando a aba "acervo digital" e, depois, "hemeroteca digital" para possibilitar a pesquisa nos jornais e revistas, caso co...