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Cem horas

Na brincadeira com as palavras, as cem horas viram senhoras. Aquelas são o tempo faltante para a festa duradoura, estas são, com a devida vênia ao quase anacronismo do vocábulo, a fração da população que decidirá pelo melhor por vir. A múltipla sonoridade das letras s e c e suas composições entre si e com outros membros do alfabeto fez o deleite de Orígenes Lessa em seu "As letras falantes". Com s, sem é nada, com c, cem é muito. Cem horas para resolver transmite sua mensagem quando lida. Ouvida pode olvidar esse significado e levar o interlocutor a pensar que não haveria mais tempo, mais horas, para a solução. Fiquemos no registro gráfico: sim, há tempo e há esperança. A primavera trazida neste mês de setembro pela chuva e pelas flores é sinal dessa esperança, cantada em verso e nas mensagens pelo Facebook, Twitter, Instagram e demais redes supostamente sociais. Enquanto letras desabrocham palavras em mim, os números primos trazem a sorte da mudança, da semente enterrada que...

Plantas e planos

Cromatografia é uma técnica de separação. O nome é alusão aos primeiros experimentos de mais de um século atrás com extratos vegetais coloridos - a escrita das cores. De lá para cá, explicaram e elucidaram seu funcionamento, aprimoraram a técnica, possibilitaram fazer identificação e quantificação das substâncias que são separadas em misturas muito complexas, mas o nome foi mantido. O dicionário Houaiss fala de solubilidade e mobilidade em diferentes substratos na definição sumarizada. Omite o origem do termo e também que a volatilidade e o tamanho das moléculas são outros fatores importantes na separação. Nos cursos de graduação em química, a cromatografia é inserida em conjuntos maiores de técnicas de separação, identificação e quantificação. Cheguei a ministrar uma disciplina no curso de pós-graduação específica sobre isso, dada sua importância e necessidade de compreensão. A professora Carol Collins era especialista nessa área, escreveu livros sobre o assunto que usamos até hoje em...

Venenos e curas

As oscilações de temperatura e umidade são esperadas, mas comprometem a saúde. Resfriados e constipações entram no vocabulário do período entre as estações climáticas. A secura foi interrompida por rajadas de chuva, aqui no sudeste brasileiro, insuficientes para estabilizar o solo, porém causando algum alívio para as vias respiratórias. Outras vias, as de circulação de veículos, por sua vez, acolheram acidentes acima da média porque freios funcionam menos quando a pressa e a chuva se combinam. O carro dorme na oficina enquanto perambulo, a pé, por ruas esburacadas e molhadas. Em cada poça, descortina-se um novo ecossistema de bichos, plantas, sujeira e reflexos de céus plúmbeos. Quiçá se dissipem e revelem aquela outra cor que está fora do debate eleitoral predominante. O azul é a mais bonita delas e sei que é ilusão psicológica dizer que ela também nos acalma. Já que parei para contemplar uma poça d´água, dispo-me momentaneamente da razão científica que move a vida para imaginar uma c...

Dependência da sorte

A rima é proposital e nela se baseiam trovas e outras poesias clássicas. Vida rima com sorte, não há dúvidas. O que nos fez chegar até aqui é um misto de muita termodinâmica e acaso. A matéria e a energia em transformação. É feriado, mas a internet não para com tantos textos a escrever, assuntos a tratar e uma suposta importância para dar à própria existência. Sim, somos matéria cibernética complexa que temos de nos alimentar de alguma coisa. Poeira de estrelas que somos, acreditamos que ainda temos algum brilho. Juntando comida com cor, surge uma filosofia bananeira, sem ainda aludir a suposta republiqueta. A casca da banana madura absorve a luz visível na região de 470 nm, assim é mostrado nos livros de Física. Quando ainda não amadureceu, mantém a mesma cor das folhas de uma planta, da clorofila, cuja absorção máxima se dá perto de 700 nm. Esses valores também se relacionam com energia e a chamada cor complementar é aquela refletida pelo objeto, a que nós realmente vemos. Assim, é m...

Alimentando o fim

Acabou! Última quarta-feira deste infindável mês. Quando entrar setembro... dirá o poeta que a boa nova entrará pelo campo. Tenho minhas dúvidas quanto à serenidade que possa vir nos próximos dias. Serão intensos e tensos, ainda mais com comemorações amargas - talvez sangrentas - que se avizinham. Por outro lado, setembro que começa é o mês dedicado a Carlos Gomes, o compositor magnânimo das Américas, nascido em Campinas. A programação foi divulgada pela prefeitura local e muitas atividades já estão em curso ( https://portalcultura.campinas.sp.gov.br/2022-mes-carlos-gomes ). O Correio Popular, jornal impresso de Campinas, também é aniversariante, completando 95 anos no próximo domingo, 4 de setembro, e a comemoração será com apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas na Concha Acústica do Parque Taquaral. Uma oportunidade para voltar aos concertos ao ar livre. É um veículo importante, que publica opiniões e reflexões culturais com certa diversidade, ainda que criticado q...

Jornada dos 4 aos 40

Uma nova quarentena, agora a da esperança, começa a ser contada. Uma quarentena de exatos 40 dias. Aquela de dois anos e meio atrás prenunciava um período incerto que soubemos ser de muitas dores e mortes devido à pandemia ( http://adilson3paragrafos.blogspot.com/2020/03/quarentena.html ). Somávamos dias com semanas, depois meses, sem saber o que de pior aconteceria. E o pior aconteceu. Combater pandemia e pandemônio simultaneamente trouxe-nos experiência a um custo muito elevado, 700 mil mortes e uns 40 anos de atraso institucional. A esperança, agora, é de tempos menos incertos. Assim será com a (re)construção social, não apenas por meio da esperança passiva, da qual nada resultará, a não ser um pouco mais de angústia. Atividade e atitude são esperadas, portanto. Como sempre, em outros espaços aprofundo-me em tais reflexões ( https://www.brasil247.com/blog/demonios-eleitoreiros ), sem perder a ternura da poesia de um Paulo Leminski, por exemplo, e da profundidade dos fatos históricos...

Escolha seu tempo

A campanha está nas ruas, nas mentes e nos corações. Assisto a análises eleitorais da movimentação política envolvendo acordos, conchavos, pesquisas, distribuição de apoios e recursos. São tediosas, em parte, porque a emissora de notícias precisa preencher o tempo com as mesmas palavras, ditas por diferentes jornalistas e especialistas. Porém, ela não esconde a decepção quando seu candidato ou sua candidata não vai bem nas pesquisas e vice-versa, ou seja, o outro continua indo muito bem, ainda bem. Imprensa isenta? Tal qual quadratura do círculo ou força vital, são conceitos que podem até ser bem definidos, bem elaborados, mas são inexistentes. Já me convenci de que não há lógica e obviedade nas escolhas políticas que fazem os eleitores, pensando que meu ponto de vista é o melhor de todos, por certo, já que é o único com que posso conviver e é a mim mesmo que necessito justificar as escolhas. Na cultura e nas artes, por outro lado, esperamos que houvesse uma inclinação progressista ao ...

Pontes entre a vida e a arte

A arte é necessária porque a vida não basta, dirá o poeta. Imitam-se mutuamente até a cópia ter mais valor do que o original, indistintos que ficam. Pontes que se fundem aos elementos ligados, feito os átomos em uma molécula, pois os elétrons envolvidos e compartilhados são partes intrínsecas da matéria. É, um pouco de química não poderia faltar em um mundo com constantes transformações. Dentro das artes, a poesia na música de Caetano Veloso, por mais contundente que seja, é suave e preenche espaços sonoros, começando por nossos ouvidos. O especial em comemoração aos 80 anos do cantor e poeta fez baixar a audiência do debate entre os postulantes a governos estaduais. Fiz um breve comentário sobre o desempenho nervoso deste primeiro embate em São Paulo, sem ferir a poética das canções de Caetano ( https://www.brasil247.com/blog/debates-em-sp ). Com a temporada de pesca do voto, coloquei alguns peixes miúdos e graúdos para se debelarem em picuinhas jornalísticas, arriscando usar o alfabe...

Sublime mês

Agosto é um mês longo, com cinco quartas-feiras. A dois meses do tilintar eletrônico e esperançoso da mudança de ventos, aguardemos em atenção. Respeitável, venerando e sublime são sinônimos para o augusto derivado do título dos césares romanos de onde sai o nome do oitavo mês do ano. Quanto ao sétimo, devidamente encerrado, há que se constatar que julho foi um mês com espaço dedicado à ciência em colunas de jornais importantes, bela iniciativa. Se os alertas de combate ao negacionismo científico e defesa de recursos para a área, juntamente com a educação, sendo feitos de forma mais enfática, surtirão efeitos é uma incógnita que nem os melhores cientistas podem resolver no momento. Os qualificativos para o mês não incluem a seca, as queimadas e o ar ruim. A ciência e a boa medicina nos ensinam os malefícios de queimar matos, pastos e lixo, mas são pouco ouvidas. Dizem que há uma herança cultural difícil de ser alterada, convencendo os que praticam a queimada de que estão limpando a áre...

Cartas vividas

Missivista contumaz, todos os dias envio cartas e comentários a jornais e revistas. No início, no tempo da universidade, o foco eram os erros e omissões de caráter científico que grassavam, que pululavam, que abundavam em tais veículos informativos. O vício dominou o hábito, e a política, como não poderia deixar de ser, invadiu o conteúdo dos textos. Diminuiu a porcentagem de publicações, talvez pelo aumento do interesse de todos opinarem, facilitado pelas vias eletrônicas e digitais que passaram a existir. Lembro que até por fax (!) enviei comentário para a Veja, que chegou a ser publicado. Essa revista não mais publica cartas, ficando a possível crítica de leitores limitada aos que possuem assinatura digital e podem fazê-las no site ( http://adilson3paragrafos.blogspot.com/2021/02/pedacos-de-jornais.html ). Isso quando a censura permite, pois aprendi que o conteúdo do texto deve ser dosado em função da natureza do veículo. O princípio é nunca trair a própria opinião, mas há tons que ...

Bibliotecas

A Biblioteca Nacional, com terraplanista à frente, substituído por outro de igual naipe, não consegue mais atualizar o acesso ao acervo digital. Preocupada que está em diplomar os indignos, deixa de cumprir função primordial de preservação e disseminação do acervo, no caso, de sua vasta e completa hemeroteca. A digitalização da revista Fon-Fon, do final de 1907, por exemplo, prometida há anos, continua tal qual. É um período de quatro meses que pode conter inéditos importantes, especificamente de Lima Barreto, que existe de forma impressa, mas que não foi digitalizado porque estaria em condições mais precárias que o restante da coleção e necessitaria de tratamento mais cuidadoso. São informações de quase quatro anos atrás, com promessa recente de atualização, não concretizada. No momento é necessário fazer uma acrobacia digital, primeiramente acessando a aba "acervo digital" e, depois, "hemeroteca digital" para possibilitar a pesquisa nos jornais e revistas, caso co...

De volta ao mundo

O povo entra em férias e cai pela metade a audiência do blog. A premissa ao menos vale aos que seguem um calendário escolar, atrasado para uns, fragmentado para outros, nebuloso para todos. Também nos altos escalões do poder, a folga se faz presente. É um outro mundo. Sem celebridades para chamar a atenção para as postagens, aumentando as interações virtuais, fico com minhas singelas reflexões e clamando por algumas marcas. A de hoje? Tinha de ser num 13 o dia mundial do rock, jabuticabamente comemorado somente aqui, ainda que lembrando aquele Live Aid de 1985, ano de meu ingresso na Unicamp. Um gênero musical que consegue conciliar estímulo sonoro, balanço do corpo, poesia na mente, perenidade, além do protesto e posicionamento político. Rock é atitude. Na verdade, a data foi ontem, porque hoje já é aquela data multifuncional, da queda da Bastilha ao aniversário desta Campinas, terra das andorinhas, e também do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas, presidido pelo ...

Modernas resistências

Em Campinas, estamos na Semana Guilherme de Almeida, com reflexões sobre os impactos do Movimento de 22 em sua obra e sua concomitante influência no evento. Aqueles poucos dias de fevereiro de um século atrás marcaram a estética, a cultura e a literatura posteriormente. Sabemos que alguns eventos não determinam um novo movimento, pois a modernidade nas artes se consolida no tempo. Uma data é importante para marcar o fato, mais como símbolo do que como ímpeto. Os estudiosos atuais da Semana de Arte Moderna de 22 abriram uma discussão ampla sobre o esquecimento de vários personagens importantes para o movimento. Também os chamados pré-modernistas são até mais debatidos do que os modernistas, como os precursores do movimento ou os preteridos no momento. Lima Barreto é um deles, Monteiro Lobato ali se encaixa também, mas o assunto nos eventos campineiros é o poeta que aqui nasceu. A semana segue recheada de atividades e destaco as curtas falas sobre Guilherme de Almeida na Academia Campine...

Orgulho de viver e lembrar

O belo arco-íris no céu é fruto da decomposição da luz branca do sol pelas gotículas de água presentes na atmosfera. Ou melhor, luz quase branca, pois tem um componente mais intenso na região do amarelo. Esse conjunto de ondas luminosas ou de energia é chamado de espectro eletromagnético, fruto dos estudos que revelaram de mesma natureza tanto a luz quanto as ondas de rádio e a radiação, passando pelo ultrassom, pelas outras energias emanadas de estrelas e até as microondas de nossos fornos domésticos. A interação da radiação luminosa com a matéria origina as cores e abre a possibilidade para um grande conjunto de análises químicas, quali e quantitativas, que estão presentes em nosso cotidiano. Exames de sangue usam esses princípios nas determinações de substâncias lá presentes, da mesma forma que medidas ambientais, industriais, e, é claro, artísticas. O fotômetro talvez seja o instrumento mais próximo dos artistas quando a questão é luz, mas os pintores bem sabem o jogo que devem faz...

Versos e reversos do conhecimento

Quinta-feira pós-solstício de inverno para os meridionais habitantes deste mundo. Depois da noite mais longa, o sol volta a migrar para o sul. O frio não dará sossego tão cedo e apenas as questões mundanas políticas e eleitorais aquecem o ambiente. Pouco mais de 100 dias! Aguentemos, pois. O desejável seria sem dias sob estes cem dias. Três anos atrás o uso do homófono fazia parte do título de artigo publicado tanto no jornal campineiro quanto no de Bauru. Lá no centro geográfico do estado de São Paulo o editor fez questão de colocar "sem" entre aspas para o realce, desnecessário para o jornal daqui. São sons idênticos que se tornam um assunto sério na formulação das rimas de trovas, ainda que haja os que não conseguem ou não querem entender o que os manuais explicitamente explicam. Sim, há regras definidas e constantemente reavaliadas para a arte sucedânea da quadrinha portuguesa. Sei que os amantes da poesia livre - ou seriam os poetas do amor livre? - poderão elevar seus n...

Cultura da vida e da morte

No meio do feriado, o blog não para, mas também não é lido. Deve haver outras coisas a serem feitas além de pensar em cultura e, portanto, vai uma postagem mais curta. A leitura aquece o frio e alimenta reflexões e indignações. Neste período acontece a comemoração do Dia dos Profissionais da Química, antes chamado apenas de Dia do Químico, coincidente com o da morte do escritor português José Saramago. O Conselho Regional de Química da IV Região promove anualmente um prêmio para os melhores trabalhos na área realizados por alunos e orientados por profissionais lá registrados. Assim, é uma felicidade compartilhar a notícia de que, neste ano, alunos meus foram contemplados por projeto orientado por mim: https://www.crq4.org.br/pcrq_2022_resultado . O Conselho fará cerimônia para marcar a data, presencialmente, uma vez que houve alívio nas questões pandêmicas, com todos os protocolos de segurança e sanitários necessários. Ainda estamos morrendo de Covid-19, é bom lembrar. Química é vida! ...

Juízes que julgam e jogam

O editor é meu julgador e por ele nada passará. O espaço para a divulgação científica existe, mas é limitado, acabando por chegar às mesmas pessoas, ao mesmo público. O blog tem uma função definida, mas carrega a vantagem e a desvantagem de não ter mediação, nem avaliação. Assim, a submissão para outros veículos que tenham algum critério para publicação ou não passa a ser um desafio. A questão basilar é saber quais são esses critérios e se é interessante moldar-se a eles para ver o escrito publicado. Artigos políticos opinativos eu deixo para determinados canais, uma vez bem definida minha posição em concordância com a deles. Um exemplo recente é este:  https://www.brasil247.com/blog/a-falta-de-juizo-do-despresidente . Pensamos que textos culturais ou científicos são desprovidos de tais barreiras, mas não é o que acontece. Somente por conter a palavra "negacionismo" no título, uma reflexão arrazoada que serviria de apresentação em espaço sobre ciência, tecnologia, ambiente e ...

Sol em gêmeos

Foi impossível ver a chuva de meteoros de madrugada porque choveu. Choveu água, para não ficar confusa a frase, nublando o céu. Benéfica chuva para aplacar a secura de final de outono que traz fumaças e doenças respiratórias. Olhar o céu à noite é atividade rara, ainda mais em centros urbanos cobertos pela poluição luminosa. Há um mundo acima dos olhos invisível para os conviventes com concreto, asfalto, edifícios e monumentos à materialidade da civilização. Paradoxalmente, a contemplação de estrelas é uma viagem ao passado, distantes a muitos milhares ou milhões de anos-luz que estão, cuja luminosidade vaga pelo espaço há um tempo de igual grandeza. O sol já vai nascendo cada vez mais ao norte, fruto da inclinação do globo terrestre em seu trajeto ao redor da estrela. Sabiam disso os povos da antiguidade que atribuíram tal deslocamento a estrelas próximas que formam constelações artificialmente desenhadas pela associação com imagens que conheciam. Assim, a virada do mês na astrologia ...

Errando a torto e à direita

Foi impossível dar conta do bombardeio de efemérides desta semana. Dia do físico, do orgulho nerd (até o banco mandou mensagem lembrando da data), da indústria, 45 anos da saga Star Wars, 60 anos da FAPESP (a Fundação reproduziu meu artigo para o Jornal Cidade de Rio Claro: https://namidia.fapesp.br/fapesp-60-anos/385016 ), 90 anos do MMDCA - sim, a lei paulista 11.658/2004 incluiu o A de Alvarenga -, dia do pedagogo, em homenagem ao mês da morte de Paulo Freire, dia da padroeira do povo cigano, dia de santos, consagrados ou pressupostos... enfim, sei lá mais tantas datas que o melhor é consultar o site Lorena Filatelia ( http://lorenafilatelia.blogspot.com/ ), do incansável colega Acadêmio José Antonio Bittencourt Ferraz, que traz, por meio da filatelia e numismática, a cultura dos acontecimentos e personalidades. Sem medo de errar. Mas eu errei na informação de serem estudantes os quatro ou cinco que dão nome à sigla MMDC(A) e o artigo inspirado naquele que deixou de ser sem nunca te...

Cultura ao amor

O frio antecipado nestes meados de maio é aquecido pelo relacionamento humano. Não é suficiente para ajudar a todos que padecem pelas temperaturas baixas, especialmente os que são relegados a viverem nas ruas. O calor humano atua, sabendo que pessoas não morrem de frio, mas, sim, de descaso. Ainda assim, as entidades e pessoas que saem às ruas para colaborar são criticadas porque fazem da ação social uma ação política, como se todas nossas ações assim não fossem. Preferem a manutenção do assistencialismo à conquista da cidadania. Há também o amor expresso individualmente e que a todos contagia. A junção de pessoas que se amam é celebração universal e creio que ocorre desde que nos entendemos por seres sociais. Admiremos e tomemos por exemplo que ainda há esperança e amor. Cultivemo-los. Na contagem regressiva, faltam ainda 135 dias para registrar o momento de consagração da volta da esperança e fazer todos se amarem mais, não se armarem. Além da cultura ao amor, no calor da política, v...