Postagens

Fortes mulheres

A foto postada no Facebook mostrava a mãe com suas quatro filhas. Por trás dos cinco pares de óculos, olhares serenos e faces tranquilas direcionadas a mim. A memória já vai longe para resgatar a jovem vida ao lado delas. Parte da família ainda mora na casa em frente à da minha mãe, isso já há mais de meio século. Com uma aprendi datilografia, vejam só! Usando minha Olivetti que tenho até hoje, já encostada dentro de um armário, resgatada apenas para matar a saudade e para provar que eu sabia acionar suas teclas e converter força mecânica em palavras. As experiências daquelas mulheres foram múltiplas e moldaram muito do que eu estabeleci como perdas, ganhos, vitórias e derrotas. Antes disso, na infância de que ainda me lembro, as brincadeiras de escolinha com as meninas me fizeram saber o alfabeto antes da escola formal. Aos seis anos e pouco quando adentrei o grupo escolar Felipe Cantúsio já tinha os rudimentos da escrita e da leitura, prazeres que nunca mais me abandonaram. Bem, conf...

Séculos literários

Estes meados de novembro contêm vários aniversários e efemérides, restando trabalhoso o relato de todos. José Saramago completaria 99 anos e a data marca o início das comemorações de seu centenário. Padre Mário Bonatti, membro fundador da Academia de Letras de Lorena, intera nove décadas no mesmo dia. Se o signo do zoodíaco tivesse um átimo de significado não conseguiria explicar duas personalidades tão distintas e a ambas tenho profunda admiração. Dirão que é devido aos hemisférios antípodas de nascimento. Padre Mário, salesiano, constrói sua obra baseada na fé e é especialmente voltada ao jovens. O ateu Saramago, o mago das palavras, brilhantemente subverteu o evangelho para falar do bem e do mal que caminham juntos. Do escritor português pude um dia traçar um paralelo com o Dia do Químico, que coincide com seu falecimento ( http://unespciencia.com.br/2017/10/01/ex-homenagem-90/ ). A colega Acadêmica Regina Rousseau já escreveu sobre o Padre Mário ( http://unisal.br/hotsite/prasempre...

Incertezas científicas

Tudo está à distância de um apertar de botões. Na verdade, do toque na tela. Onde ficou o prazer da descoberta? Trinta anos atrás, quando saí do Brasil pela primeira vez para ficar dois anos na Alemanha fazendo parte de meu doutorado, quase nada sabia do local onde moraria, qual a aparência e a dinâmica das coisas. Hoje já é possível ver os detalhes das ruas por onde andar e a paisagem em várias dimensões e por todos os ângulos. Em breve, poderemos sentir o cheiro e a temperatura dos lugares a serem visitados. O estresse dessas viagens era muito grande, mas temo que a ansiedade dos que trilham tais caminhos hoje não tenha diminuído. Ela foi substituída por um outro tipo de cobrança ou ilusão. Havia planejamento com os projetos de pesquisa que queríamos conduzir. Os obstáculos e adversidades eram tantos que tínhamos de mudar muita coisa. No meu caso, voltei com um tese diferente da que havia planejado. Melhor, creio eu, que resultou em publicações posteriores . Sublinho o posteriores po...

Vida e morte inexoráveis

Pós-feriado, mais um, esperando que seja dos últimos de natureza híbrida, vivido ainda sob a égide das restrições da pandemia. O mês inicia com dias de lembranças ao mortos e o significado mais que especial pelas mais de 600 mil vidas ceifadas pela covid-19. O período na verdade começa com o último dia de outubro, dedicado ao Saci aqui e a outras comemorações alhures, as quais foram sorrateiramente importadas para esta colônia sem qualquer restrição. Depois, seguimos com o Dia de Todos os Santos, para lembrar também os 99 anos da morte de Lima Barreto. Sim, o aclamado escritor a quem sempre presto minhas reverências será objeto de centenário ano que vem, junto a tantas outras efemérides. Neste 3 de novembro seria o 98 o  aniversário de Nelson Pesciotta, grande mestre, fundador da Academia de Letras de Lorena e seu primeiro presidente, dentre tantas outras atividades culturais e políticas. A ele o José Antonio Bittencourt Ferraz em seu Blog Escritores Valeparaibanos presta as devida...

A retrato falado não se olham os crentes

Parabéns para você, aniversariante do dia! O tradicional presente festivo falta-me. Muitos são os lamentos que acumulamos e o sorriso comemorativo é amarelo por trás da máscara onipresente. Ainda estamos em pandemia, seguindo todos os protocolos sanitários de não aglomerar e se proteger, mesmo com a vacinação bem encaminhada, graças aos que insistiram na ciência e aos que delataram as falcatruas que estavam em curso. Porém, não deixaram ser você no comando para mitigar seus efeitos. Um outro quadro teríamos, não é verdade? Luto aqui e lá, parodiando os acordes musicais que nos inspiraram ainda antes da virada do século e do milênio. Assim, o presente poderá ser você, na forma de um futuro próximo; no entanto, sabemos que mais uma volta ao redor do sol será necessária e os equilíbrios vitais e energéticos mudarão, e muito. Convicções falsas pululam nos ambientes cibernéticos atuais. Acredita-se em mentiras, oficiais ou não, e, o pior, passa-se a propagar tais fake news como se fosse a r...

Fome de palavras poéticas

Pegando carona neste Dia do Poeta, vai uma pitada de cultura literária com um toque de provocação e antecipação neste link: https://port.pravda.ru/sociedade/53673-literatura_arte_lingua_portuguesa/ . A previsão não foi confirmada, não há de ser nada, e o importante é a notícia do Prêmio Camões deste ano ser dado à escritora moçambicana Paulina Chiziane. Também pouco conhecida no Brasil é uma das pioneiras da literatura em seu país. Como sempre acontece, a partir de agora deverão sair novas edições brasileiras e aumentar a popularização dessa autora que fala muito da condição da mulher africana. Saindo de nossas bolhas, pouco sabemos do que é produzido culturalmente, até mesmo em nossa própria língua, ainda que do outro lado do oceano. Há que se ter poesia para o dia-a-dia, noite e dia. Fingidor de suas dores, o poeta quer apenas amores... ou a penas quer amores? O rigor de nossa língua portuguesa - aquela que está sendo premiada - deve ter espaços para escapadas dessas e brincar com um...

Dizer a educação e a saudade

Anteontem foi o dia das crianças e proliferaram as postagens nas redes (anti)sociais com fotos de quando se tinha muitos ou alguns anos a menos para representar aquela idade infantil, provavelemente mais doce e sem culpas.  Felicitemos as crianças, especialmente as que resistem e vivem dentro de nós. O Dia dos Professores é outra das efemérides para se refletir e pouco a comemorar. São inúmeros os eventos acontecendo este mês que discutem a situação educacional no país, especialmente agora com a pandemia e planos de retomada de atividades presenciais. Com o fim de uma política educacional que construa um futuro para todos, passa a ser questão de sobrevivência a todo educador defender o que ainda resta de possibilidades para educarmos pessoas. Em particular, o centenário de Paulo Freire dá um verniz especial à data. Escrevi uma crônica meia década atrás publicada na VII Coletânea da Academia de Letras de Lorena (2016, p. 87) com o título "A criança, o professor e o médico", al...

Nobre semana

Meus amigos catalíticos ficaram contentes, pois a área foi novamente contemplada no Prêmio Nobel de Química deste ano, divulgado hoje, mas em abordagem totalmente nova. O alemão Benjamin List e o britânico naturalizado norte-americano David W.C. MacMillan foram laureados pelo desenvolvimento da organocatálise assimétrica, ou seja, uso de pequenas moléculas na síntese de outras mais complexas, especialmente aplicadas em fármacos. Uma matéria detalhada, ainda que não científica, pode ser lida neste site ( https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2021/10/06/nobel-de-quimica-2021-vai-para-benjamin-list-e-david-wc-macmillan.ghtml ). Os prêmios de Física e Medicina foram os primeiros na semana. Em anos anteriores havia especulação sobre as possibilidades de quais áreas seriam premiadas e numa delas até me senti lisonjeado porque um ramo cogitado era a disciplina que criei para o curso de Engenharia Bioquímica na USP, sob forte crítica: Química Bioinorgânica. O nome parece estranho, mas combina a...

Segredos

Um cronista revelou em apresentação na Academia Campinense de Letras que escrevia, diariamente, seu material por temas de uma lista, alguns escolhidos por ele, outros impostos por quem pagava-lhe pelo espaço. Leio tais textos hoje, mas admiro-me com os do passado, parecendo que uma sociedade de menores nuances era mais fácil de ser comentada. Ou melhor, uma sociedade cujos nuances menos apareciam, já que o silêncio sempre foi marca de nossa cultura, de nossa história. Segredos revelados ou a revelar, fui mudando textos de lugar para emplacar em outros espaços aquilo que considero opinião balizada. Se o jornal x tem política editorial contrária ao enfrentamento, então que a revista y assim publique. Funciona bem em tempos de amplitude de veículos eletrônicos e a gentileza de fornecer os materiais sem custo. Balizas que nos delimitam, muitas necessárias para o convívio social. Aquelas usadas para estacionar também têm um papel importante, ao menos para tirar a carteira de habilitação, ch...

Liberdade de expressão, expressão da liberdade

Ao longo da semana assisti à segunda edição da Jornada da Leitura no Cárcere, uma iniciativa do Observatório da Leitura, coordenado pelo Galeno Amorim, cujos vídeos podem ser assistidos no canal https://www.youtube.com/channel/UCsC9mOhWW-y01qccZ9c4H8w . É importante conhecer as iniciativas da leitura para remição de penas, integração de detentos e detentas, além da humanização do processo de execução penal, tão crítico e criticado em nosso país. O envolvimento de juízes, promotores, educadores, bibliotecários e demais profissionais que atuam nas unidades penais é mostrado, ainda que parcialmente, nessa Jornada. A leitura é fundamental, libertadora pela sua expressão. Assinalo que atividades de leitura e produção de textos é um dos objetivos da recém criada Associação OndulArte que dá apoio ao já atuante projeto OdulAções. A entidade está em fase de registro e atualizarei informações aqui, mas podem ver parte dos projetos e atividades realizadas no canal do youtube: https://www.youtube....

Vagalumes

Aprendi Eugenia Sereno com o saudoso professor Nelson Pesciotta. Em reuniões da Academia de Letras de Lorena, o falecido ex-presidente e fundador da Academia discorria sobre a escritora que sensibilizou grandes nomes da literatura de sua época, autora de livro único e ímpar, contando folclores seus para que passassem a ser de todos. Adquiri "O Pássaro da Escuridão" e confesso que li com parcimônia e dificuldade devido às construções inusitadas e muitas palavras inventadas lá contidas. Certa vez comentei com a também saudosa Irmã Olga de Sá que as palavras do pássaro da escuridão não eram acatadas por dicionários e vocabulários e ela em respondeu com essa expressão, que "eram palavras inventadas". Mas todas não são? Setembro contém mais essa efeméride, o nascimento de Benedita Pereira Rezende Graciotti, nome da escritora que adotou Eugênia Sereno como pseudônimo e nascida em São Bento do Sapucaí em 13 de setembro de 1913. Uma boa compilação sobre estudos de sua obra ...

Cores e dissabores

Sete de setembro foi um excelente dia para assistir à televisão. O principal torneio de tênis dos Estados Unidos - o US Open - fez brilhar os olhos com tantas bolas bem jogadas, aceleração dos movimentos, efeitos incríveis com a raquete, enfim, aquilo que vale a pena para se admirar do sofá. E me perguntam sobre o jogo do Brasil com a Argentina dias antes e respondo que foi, sim, meio morno, mas ganhamos de 3 a 1, conquistando, mais uma vez, o título sulamericano masculino. No vôlei, esporte que me digno a assistir, é assim vitorioso, pois, independente das admirações e confissões criminosas de muitos jogadores, a soberania continental é nossa. Para não dizer que não falei de cores e de esportes sem bola, o encerramento das paralimpíadas com as maratonas em diversas modalidades foi dinâmico e instrutivo. Aprendi que narradores continuam manifestando preconceitos e ideias erroneamente formadas, mesmo em evento que enaltece a diferença. O australiano Jaryd Clifford, deficiente visual, co...

Exercícios históricos e retóricos

Viramos o mês. Faltam apenas mais 16 deles, no máximo, para terminar a travessia das trevas. Setembro inicia com o Dia do Educador Físico. Parabéns a todos e em especial à irmã pela profissão escolhida. A movimentação do corpo não é matéria de meu domínio, mas a admiração pelos atletas em seu melhor desempenho é muito prazerosa. Sei que esporte de alto rendimento não combina com todas as correntes da educação física, perdoem-me os envolvidos, mas em qualquer ramo do conhecimento é assim e não pensem que na química seja diferente. A alegoria é importante, ainda mais agora com os Jogos Paraolímpicos caminhando para o final e com desafios superados e recordes alcançados. A minha querida química foi citada porque fiquei instigado com as três cordinhas que arrebentaram nas provas de corrida com deficientes visuais brasileiros. Os comentaristas avocaram a necessidade de instrumentos maiores para se adaptar melhor às mãos dos guias, mas creio que a resistência mecânica desses materiais precis...

Entre vermelhos e amarelos

A Academia de Letras de Lorena fez reunião virtual dia 21 de agosto, com lançamento de livro sobre educomunicação e lembrando mais um aniversário. Sem a festa, com a coletânea anual planejada, seguimos no cultivo das letras lorenenses e vale-paraibanas. O Instituto de Estudos Vale-paraibanos lançou novo informativo com artigos vários, incluindo um de minha autoria sobre a nova biografia de Euclydes da Cunha que já acumula controvérsias, uma vez que peca em omissões ( https://bit.ly/3y77DbZ ). A título de informação, o Simpósio de História do Vale do Paraíba começa nesta semana e eis o link para dele participar:  https://www.sympla.com.br/simposio-de-historia-do-vale-do-paraiba__1280461 . A quem tem dificuldades de encarar a leitura de Os Sertões , dizem que começar pelo final pode facilitar um pouco. Ou, como eu já fiz, ler outros textos de Euclydes, como seus ensaios sobre a Amazônia, e outros livros. Mas tudo é questão de estratégia ou estilo. Não somos obrigados a gostar de tudo...

Sejamos fortes

O título emula os dizeres euclidianos usados dois anos atrás ( http://adilson3paragrafos.blogspot.com/2019/08/sermos-antes-de-tudo-fortes.html ), isso porque nesta Semana Euclydes da Cunha usei parte da apresentação lá mencionada para aprofundar as discussões sobre o estabelecimento do texto do autor homenageado. Desta vez não estive em São José do Rio Pardo, mas em evento virtual na UFRJ, no qual inseri duas curtas apresentações para falar de tais correções e interlocuções com o autor de Os Sertões , e a comparação dessa obra com O Cearense , de Parsifal Barroso. O amador aqui se meteu com os grandes para aprender um pouco mais. O frio na barriga, feito as emoções adolescentes das primeiras vezes, estava ali, borboletando o estômago, como se diz. O melhor link, não apenas para os inscritos, é por meio do canal do Fórum Euclydes 112 no youtube, o qual reproduzo aqui para assistirem: https://www.youtube.com/channel/UCF8mqv9ZmQ4dhPfSLpOGyvg . São mais de 25 horas de palestras, discussões...

Agosto e seus gestos

A comunicação aumentada pelo espaço virtual cria a falsa sensação de que se tem acesso a muito mais coisas. Assim, informo aqui sobre vários eventos de interesse, tal como a Semana Euclidiana, que todo ano se dá em São José do Rio Pardo e desta vez segue online ( https://casaeuclidiana.org.br/portal/ ). Sim, em cidade importante para e sobre Euclydes da Cunha, eles também não escrevem o nome do autor de Os Sertões com o y, letra reincluída em nosso alfabeto. Na sequência da postagem de semana passada ( http://adilson3paragrafos.blogspot.com/2021/08/proezas-saudaveis.html ), completei reflexões sobre as Olimpíadas no Boletim Anti-Covid da Unesp de Rio Claro, tanto no blog ( https://bacunesprc.blogspot.com/2021/08/aprendizado-com-bolha-olimpica-em-toquio.html ), quanto no site ( https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ ). Exagero nas citações e sugestões? Parece que sim e se não focar nas essências e nos essenciais, perde-se a atenção. Já me flagrei assistindo simultaneam...

Proezas saudáveis

A motivação foi muita, sem dúvida, e o resultado foram noites insones assistindo a jogos e disputas. O exercício do próprio corpo ficou em segundo plano, desconsiderando recomendações médicas e já peço desculpas ao Paulo Viana, médico, acadêmico e leitor número 1 deste blog. Nos últimos dias da olimpíada do outro lado do mundo, redondo mundo, administrada do sofá, vieram as frustrações com o vôlei e a admiração com os jovens em suas tábuas sobre rodas. O skate conquista o Olimpo e faturamos medalhas com meninos e meninas. Outra polêmica nos décimos das notas dos juízes, dessa vez com o lorenense Luiz Francisco que ficou de fora deste primeiro pódio em Tóquio. Em "Frieza na subjetividade" a contagem dos pontos controversa já estava lá ( http://adilson3paragrafos.blogspot.com/2021/07/frieza-na-subjetividade.html ). Na água crescemos, mas não temos mais asas nas canelas como antigamente. O desabafo do Alison da dupla de vôlei de areia resume o descaso e o atraso em investimento ...

Frieza na subjetividade

Qualificativos não resistem a um escrutínio numérico. Há uma necessidade incontida de dar o valor de tudo, não tentar explicar o que é melhor em palavras, mas em números. Em duas oportunidades nas olimpíadas que seguem em Tóquio tal subjetividade da avaliação quantitativa foi colocada em dúvida. Juízes deram notas menores para as manobras do surfista brasileiro Gabriel Medida em comparação com as do japonês Kanoa Igarashi e intrigas pulularam nas redes sociais. Depois, a judoca brasileira Maria Portela teria sido vítima do julgamento negativo quando um wazari a seu favor foi pontuado e, depois, retirado. Em esportes nos quais a qualidade do movimento é julgada com notas numéricas, tais falhas existirão sempre. Na avaliação de textos se dá a mesma situação. Como saber o que é melhor ou pior? A criação literária pode ser totalmente quantificada? Poetas e esportistas, entre décimos e centésimos, queremos ser os primeiros. O frio veio com tudo, bem objetivo. O repórter na tv diz que fez um...

Sábios amigos

O dia do amigo de ontem (o dia, não o amigo) teria sido proposto em homenagem à chegada dos primeiros seres humanos à lua. A alunissagem completou 52 anos e o bilionário Jeff Bezos fez seu voo suborbital para aproveitar a data. São muitas controvérsias sobre a necessidade e os custos envolvidos, mas já fiz meu comentário, pelo lado científico, na coluna publicada hoje, quarta-feira, no Jornal Cidade de Rio Claro. Como sempre, se entrarem no Facebook dá para ler o artigo ( https://www.facebook.com/adilson.goncalves.9847/ ) #IniCiencias. Histórias sobre origens de comemorações nem sempre são óbvias ou relatadas como realmente aconteceram. Muito menos aquilo que supostos amigos do WhatsApp compartilham como verdade absoluta tem o mínimo de credibilidade. E insistem, sabendo que lúcidos como eu jamais lerão ou verão e a lixeira eletrônica é o destino certo de tais desvarios. Loucura tangente à criminalidade, já provada. A amizade pelo conhecimento, no entanto, continua. Hoje, por exemplo, ...

Cultura e conhecimento em Campinas

A Campinas deste 14 de julho amanhece aniversariante. O dia não é feriado municipal, pois a opção foi a de reservá-lo para a celebração da padroeira, em dezembro. Jornais, ainda existentes, fazem edição especial com cumprimentos aos 247 anos da cidade repleta de páginas de propagandas de empresas lembrando o aniversário e incluindo entrevista com o prefeito para falar de seus planos. O Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas também aniversaria hoje, debutante que é na preservação e divulgação cultural. A produção intelectual desses 15 anos de atividade pode ser vista na página do Instituto, com postagens constantes, atualizadas e autorais de membros e atuantes nessas áreas de pesquisa ( https://ihggcampinas.org/artigos-recentes/ ). O mês é culturalmente especial na Terra das Andorinhas por congregar a semana Guilherme de Almeida, além das comemorações a Carlos Gomes. O maestro nasceu aqui num 11 de julho e completaram-se 185 anos de seu nascimento. Hoje os eventos são...