Postagens

Entre vermelhos e amarelos

A Academia de Letras de Lorena fez reunião virtual dia 21 de agosto, com lançamento de livro sobre educomunicação e lembrando mais um aniversário. Sem a festa, com a coletânea anual planejada, seguimos no cultivo das letras lorenenses e vale-paraibanas. O Instituto de Estudos Vale-paraibanos lançou novo informativo com artigos vários, incluindo um de minha autoria sobre a nova biografia de Euclydes da Cunha que já acumula controvérsias, uma vez que peca em omissões ( https://bit.ly/3y77DbZ ). A título de informação, o Simpósio de História do Vale do Paraíba começa nesta semana e eis o link para dele participar:  https://www.sympla.com.br/simposio-de-historia-do-vale-do-paraiba__1280461 . A quem tem dificuldades de encarar a leitura de Os Sertões , dizem que começar pelo final pode facilitar um pouco. Ou, como eu já fiz, ler outros textos de Euclydes, como seus ensaios sobre a Amazônia, e outros livros. Mas tudo é questão de estratégia ou estilo. Não somos obrigados a gostar de tudo...

Sejamos fortes

O título emula os dizeres euclidianos usados dois anos atrás ( http://adilson3paragrafos.blogspot.com/2019/08/sermos-antes-de-tudo-fortes.html ), isso porque nesta Semana Euclydes da Cunha usei parte da apresentação lá mencionada para aprofundar as discussões sobre o estabelecimento do texto do autor homenageado. Desta vez não estive em São José do Rio Pardo, mas em evento virtual na UFRJ, no qual inseri duas curtas apresentações para falar de tais correções e interlocuções com o autor de Os Sertões , e a comparação dessa obra com O Cearense , de Parsifal Barroso. O amador aqui se meteu com os grandes para aprender um pouco mais. O frio na barriga, feito as emoções adolescentes das primeiras vezes, estava ali, borboletando o estômago, como se diz. O melhor link, não apenas para os inscritos, é por meio do canal do Fórum Euclydes 112 no youtube, o qual reproduzo aqui para assistirem: https://www.youtube.com/channel/UCF8mqv9ZmQ4dhPfSLpOGyvg . São mais de 25 horas de palestras, discussões...

Agosto e seus gestos

A comunicação aumentada pelo espaço virtual cria a falsa sensação de que se tem acesso a muito mais coisas. Assim, informo aqui sobre vários eventos de interesse, tal como a Semana Euclidiana, que todo ano se dá em São José do Rio Pardo e desta vez segue online ( https://casaeuclidiana.org.br/portal/ ). Sim, em cidade importante para e sobre Euclydes da Cunha, eles também não escrevem o nome do autor de Os Sertões com o y, letra reincluída em nosso alfabeto. Na sequência da postagem de semana passada ( http://adilson3paragrafos.blogspot.com/2021/08/proezas-saudaveis.html ), completei reflexões sobre as Olimpíadas no Boletim Anti-Covid da Unesp de Rio Claro, tanto no blog ( https://bacunesprc.blogspot.com/2021/08/aprendizado-com-bolha-olimpica-em-toquio.html ), quanto no site ( https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ ). Exagero nas citações e sugestões? Parece que sim e se não focar nas essências e nos essenciais, perde-se a atenção. Já me flagrei assistindo simultaneam...

Proezas saudáveis

A motivação foi muita, sem dúvida, e o resultado foram noites insones assistindo a jogos e disputas. O exercício do próprio corpo ficou em segundo plano, desconsiderando recomendações médicas e já peço desculpas ao Paulo Viana, médico, acadêmico e leitor número 1 deste blog. Nos últimos dias da olimpíada do outro lado do mundo, redondo mundo, administrada do sofá, vieram as frustrações com o vôlei e a admiração com os jovens em suas tábuas sobre rodas. O skate conquista o Olimpo e faturamos medalhas com meninos e meninas. Outra polêmica nos décimos das notas dos juízes, dessa vez com o lorenense Luiz Francisco que ficou de fora deste primeiro pódio em Tóquio. Em "Frieza na subjetividade" a contagem dos pontos controversa já estava lá ( http://adilson3paragrafos.blogspot.com/2021/07/frieza-na-subjetividade.html ). Na água crescemos, mas não temos mais asas nas canelas como antigamente. O desabafo do Alison da dupla de vôlei de areia resume o descaso e o atraso em investimento ...

Frieza na subjetividade

Qualificativos não resistem a um escrutínio numérico. Há uma necessidade incontida de dar o valor de tudo, não tentar explicar o que é melhor em palavras, mas em números. Em duas oportunidades nas olimpíadas que seguem em Tóquio tal subjetividade da avaliação quantitativa foi colocada em dúvida. Juízes deram notas menores para as manobras do surfista brasileiro Gabriel Medida em comparação com as do japonês Kanoa Igarashi e intrigas pulularam nas redes sociais. Depois, a judoca brasileira Maria Portela teria sido vítima do julgamento negativo quando um wazari a seu favor foi pontuado e, depois, retirado. Em esportes nos quais a qualidade do movimento é julgada com notas numéricas, tais falhas existirão sempre. Na avaliação de textos se dá a mesma situação. Como saber o que é melhor ou pior? A criação literária pode ser totalmente quantificada? Poetas e esportistas, entre décimos e centésimos, queremos ser os primeiros. O frio veio com tudo, bem objetivo. O repórter na tv diz que fez um...

Sábios amigos

O dia do amigo de ontem (o dia, não o amigo) teria sido proposto em homenagem à chegada dos primeiros seres humanos à lua. A alunissagem completou 52 anos e o bilionário Jeff Bezos fez seu voo suborbital para aproveitar a data. São muitas controvérsias sobre a necessidade e os custos envolvidos, mas já fiz meu comentário, pelo lado científico, na coluna publicada hoje, quarta-feira, no Jornal Cidade de Rio Claro. Como sempre, se entrarem no Facebook dá para ler o artigo ( https://www.facebook.com/adilson.goncalves.9847/ ) #IniCiencias. Histórias sobre origens de comemorações nem sempre são óbvias ou relatadas como realmente aconteceram. Muito menos aquilo que supostos amigos do WhatsApp compartilham como verdade absoluta tem o mínimo de credibilidade. E insistem, sabendo que lúcidos como eu jamais lerão ou verão e a lixeira eletrônica é o destino certo de tais desvarios. Loucura tangente à criminalidade, já provada. A amizade pelo conhecimento, no entanto, continua. Hoje, por exemplo, ...

Cultura e conhecimento em Campinas

A Campinas deste 14 de julho amanhece aniversariante. O dia não é feriado municipal, pois a opção foi a de reservá-lo para a celebração da padroeira, em dezembro. Jornais, ainda existentes, fazem edição especial com cumprimentos aos 247 anos da cidade repleta de páginas de propagandas de empresas lembrando o aniversário e incluindo entrevista com o prefeito para falar de seus planos. O Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas também aniversaria hoje, debutante que é na preservação e divulgação cultural. A produção intelectual desses 15 anos de atividade pode ser vista na página do Instituto, com postagens constantes, atualizadas e autorais de membros e atuantes nessas áreas de pesquisa ( https://ihggcampinas.org/artigos-recentes/ ). O mês é culturalmente especial na Terra das Andorinhas por congregar a semana Guilherme de Almeida, além das comemorações a Carlos Gomes. O maestro nasceu aqui num 11 de julho e completaram-se 185 anos de seu nascimento. Hoje os eventos são...

Da natureza humana

Começando mais um conjunto de temas em horário nada regular. Procrastinação, legítima condição humana. Descobri que a frequência da leitura é determinada pelo quando o blog é publicado, mais do que pela quantidade de e-mails e avisos enviados. Leitores se admiram das ligações entre os assuntos, essa é intencional, nem sempre alcançada. O público visitante a este site oscila entre o dobro e a metade e, matreiramente, direi que fica na média. Subversão humana da estatística comercial que está sempre a vender uma promoção, ofertando seu produto pela metade do dobro do preço. Não monetizo as postagens para não seguir os desígnios do vil metal, uma vez que, quimicamente, o ouro é pouco valioso por pouco reagir. Outras reações acontecem e a semana foi explosiva em Rio Claro, cidade em que trabalho, com um caminhão transportando produtos químicos se incendiando e causando um deslocamento de ar sentido a quilômetros de distância. Mais uma vez, fui chamado para fazer um comentário para a tv. Da...

Dezoito meses

Último dia do mês, exatamente metade do ano alcançada - na verdade, quase, pois dos 365 dias foram 181, já que o primeiro semestre congrega o curtíssimo mês de fevereiro. A metade será ao meio-dia de sexta-feira, dia 2/7 (descontando aquelas horas e minutos a mais, segundo a astronomia), véspera da importante data para importantes acontecimentos. O acúmulo de afazeres já grande em qualquer fim de mês parece se engrandecer quando se refere ao mês que marca a metade do ano. Pior se o 30 de junho caísse numa sexta-feira, o dia da semana em que todas as ideias surgem para poderem ser executadas somente na semana seguinte. Fim de semana é útil para muita coisa, apesar da confusão que se faz agora nesta época de pandemia. Dias úteis ainda seguem uma acepção burocrática de se restringirem a cinco dias, ainda que há muito tempo tudo acontece 24x7. Os términos de calendários se impõem à nossa perda de paciência e de fôlego para dar conta. Números estampados na folhinha que escravizam. Sim, sei ...

Primeira dose para não esquecer

O calendário vacinal foi percorrido e chegou minha vez de tomar a primeira dose da AstraZeneca contra o novo coronavírus. Sensação única ser testemunha e partícipe de uma das maiores façanhas da ciência atualmente. Em menos de um ano, o vírus chamado de Sars-CoV-2 foi identificado, isolado e plataformas distintas de produção de vacinas foram aplicadas e desenvolvidas para se obter vários imunizantes com eficácias adequadas para aplicação na população, ainda que em distintos graus de qualidade. O pequeno desconforto causado pela reação ao imunizante fez-me ficar praticamente um dia de molho, mas é um dissabor saudável. Nós pais e mães não nos esquecemos de todas as febrinhas que nossos filhos tiveram nos primeiros meses de vida quando da aplicação de boa parte das vacinas que os protegem por toda a vida. Isso é o comportamento corriqueiro ou deveria ser de quem vive em sociedade moderna, sabedores que somos sobreviventes por conta das vacinas. Triste, nesta festa toda, é constatar que m...

Transformando orgulhos e acidentes

O buraco levou pneus e rodas, a prefeitura se omite. Vida urbana que segue em solavancos e prejuízos. O susto foi muito, a irritação o acompanhou, mas, ao final, sobra a resignação pela ausência de danos físicos. O dentista ficou para depois, experimentos científicos também, outro arranjo orçamentário deve ser feito, diminuindo alguma guloseima de fim de semana. O acidente, portanto, foi saudável, controlando as calorias entrantes para conter a obesidade pandêmica. Os mecânicos se impressionam que o veículo necessita de mais cuidados, uma lavagem, o motor já com prazo de validade ultrapassado e tento convencê-los de que pouco me sensibiliza a devoção ao volante que muitos possuem. Segurança e conforto sim, com certeza. Mas gostar de carros e de dirigir não é verbo que eu consiga conjugar. Crônica improvável de um acidente certo, assim poderia ser o título representativo, caso o objetivo fosse apenas impressionar leitores. Mas a crônica da realidade é angustiante, e um buraco no meio do...

Um dia perdido

Ver parte do depoimento de ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, apenas aumentou a revolta contra as mentiras oficiais e nem as usei para compor o texto publicado no Boletim Anti-Covid (BAC), restrito a outra oitiva controversa, essa do ocupante atual da Pasta (veja aqui o BAC  https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ , e a versão para o blog aqui: https://bacunesprc.blogspot.com/2021/06/a-volta-do-que-nao-foi-de-novo.html ). Desde o início dessas oitivas no Senado Federal passei a compilar informações para nosso BAC com o intuito de divulgar esclarecimentos. Fones no ouvido, atenção em outros afazeres, volto-me à transmissão quando algo inusitado é dito ou representando. Sim, a pantomima de inquérito é transformada em teatro com as primeiras falas e intervenções. Ao menos alguns fatos científicos puderam ser confrontados, reiterando que não existe tratamento precoce contra a covid-19 e que os medicamentos que foram testados, comprovadamente,...

Ambiente e ciência das palavras

A depressão pode ser passageira pela chegada dos 54 anos neste sábado ou por ver ainda distante a possibilidade de imunização contra o coronavírus, uma vez que deixei de ser professor da educação básica há muito tempo e pesquisadores universitários não estão nas listas de prioridades na fila da vacina. Quer dizer, deprimente é o fato de existir uma fila, não para organizar o processo, mas vergonhosamente por não haver vacina. Pelo que vejo no cadastro e no cronograma anunciado hoje, terei a picada como presente do dia dos pais. Já é algo de esperança. O dia do meio ambiente chega junto com a completude da volta ao redor do sol, portanto, e as perspectivas nessa área nunca estiveram tão desanimadores. Uma palavra importante dita hoje pelo senador Omar Aziz presidindo a CPI da Pandemia é que os casos de malária estão aumentando em Manaus devido à devastação da Floresta Amazônica. Estou participando de  lives e eventos de grupos ecológicos com a sensação de que estamos perdendo a ess...

Orgulhos

Sesquicentenário de postagens, existe tal expressão? Com esta, são 150 publicações neste espaço, neste endereço, lembrando que o rótulo de Blog dos Três Parágrafos vem de um pouco antes, dos tempos em que o UOL permitia o uso do espaço, encerrado três anos atrás. Pelo contador do word no qual faço cópia dos textos, são 67 mil palavras e 420 mil caracteres. A título de comparação, meu livro Transformações na Terra das Goiabeiras , de 2017, com 222 crônicas do tempo do Jornal Guaypacaré  usou 103 mil palavras e 640 mil caracteres. Outro livro equivalente, prometido não de hoje. A transcrição da oitiva de Mayra Pinheiro na CPI da Pandemia no Senado Federal, que durou cerca de 7 horas, gerou um documento em pdf de 101 páginas contendo 350 mil caracteres. Ou seja, mantidas as devidas proporções e diferenciações, meu blog aqui, de três anos, corresponde numericamente a menos de um dia de reunião da CPI. Quanto ao conteúdo, garanto que tento ser mais responsável pelo que é documentad...

Que mal há em mentir?

Salvo pelo gongo, sai a publicação da semana. Foi apreensiva a elaboração, pois recebi uma notícia de que estava infringindo as normas do blog e uma das postagens fora removida! Verifiquei e nada observei que pudesse ser considerado propagação de vírus, conforme o relatório recebido. No dia seguinte, outra comunicação restabelecia o blog à normalidade. Quase vestindo a carapuça, pensei que estava causando algum mal, mentindo, fugindo do debate, sei lá. Foi apenas uma rotina corriqueira dos nebulosos programas de rastreamento da informação. Porém, um erro grave cometi quando previ que a CULT deste mês versaria sobre maternidade ( http://adilson3paragrafos.blogspot.com/2021/04/curando-mentes-e-coracoes.html ). Errei, mas não deixei de elaborar um texto curto sobre desejo, o tema escolhido pela revista. O texto foi sucinto não porque sejam curtos os desejos, mas por falta de melhores palavras para expressá-los ( https://revistacult.uol.com.br/home/zumbido-no-desejo/ ), ainda que considere...

Maternidade: palavra como opção

As datas comemorativas ou de rememoração do mês de maio carregam conotações que, de certa forma, falseiam a História e, por isso, não me atenho muito a elas. Há que se registrar que hoje, 13 de maio, se completam os 140 anos do nascimento de Lima Barreto, junto com os 133 da assinatura da chamada Lei Áurea. Com Lima estou em débito quanto à sistematização de seus textos pouco conhecidos e inéditos em livro, pois o tempo tem me consumido com outras palavras. Passei à contagem de certos vocábulos ditos na CPI da Pandemia no Senado Federal com o intuito de avaliar se os verdadeiros problemas da doença são ali tratados. Insano ou insone, dirão, mas fiz tal tarefa. Uma primeira abordagem foi a comparativa entre os ditos pelo ministro atual e pelos dois ex-ministros da Saúde. Outra foi exclusiva sobre o que falou o presidente da Anvisa. O Boletim Anti-Covid publicou tais análises que dão uma dimensão por onde caminhamos. Vejam no site ( https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19...

Força da Língua Portuguesa

Hoje é o Dia Mundial da Língua Portuguesa e, dentre as várias comemorações, a visita virtual ao Museu da Língua Portuguesa tenho como a mais significativa. Escrevo aqui o link para o evento com atividades ao longo da semana: https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/programacao-online-e-visita-especial-na-semana-da-lingua-portuguesa/ . É por meio dessa palavra inventada por Camões que nos expressamos tentando ser Pessoa, tendo por ferramenta um bom Machado. A palavra atravessou os mares e está em Ásia, África, nas Américas e reside em seu berço europeu. Será mago, Saramago? Adoro esta minha língua! Ontem participei de sarau cultural na Unifatea, a convite da professora Neide Arruda, docente daquela instituição e presidente de nossa Academia de Letras de Lorena. Pude falar um pouco sobre a trova, o ritmo e rima daí advindos e a importância da poesia para a expressão de sentimentos e angústias. O músico e escritor Guto Domingues nos brindou com seu violão e bate-papo sobre a forma de el...

Curando mentes e corações

Sobre a vacina Sputnik, não acrescentaria nada além do que já avaliamos no Boletim Anti-Covid da Unesp Rio Claro, cujo link é este:  https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ ; para ler somente a matéria que escrevi, pode ser também acessado este outro blog: https://bacunesprc.blogspot.com/2021/04/saga-da-sputnik-v-no-brasil.html . Novos capítulos estão em curso nessa saga, iniciando com uma suposta politização da decisão do órgão de vigilância sanitária do país, a Anvisa. Será um esclarecimento importante a ser feito para combatermos o negacionismo científico e o provável uso, mais uma vez, de instituições sérias com finalidades estranhas ao bem estar da população. Para mim uma informação de extrema importância é que, se o adenovírus vetor da Sputnik pôde se replicar na pessoa vacinada, isso deve ser imediatamente comunicado ao mundo na forma de alerta global, uma vez que mais de 60 países aplicam a tal vacina. #IniCiencias Depois do luto, a revista CULT abriu espaç...

Erra na Terra

O dia é da Terra, a Cúpula do Clima está em destaque, mas, para os brasileiros, a sina de Primeiro de Abril do início do mês continua. De protagonistas ambientais de uma década atrás, tornamo-nos párias no mundo, destruindo os maiores patrimônios que temos: as florestas e as gentes. Os povos originários estão sob ameaça, mas não somente eles. Aproximando das 400 mil mortes devido à pandemia do novo coronavírus e da covid-19, doença dele resultante, é bom iniciar ao menos uma investigação parlamentar para apurarmos os responsáveis pela tragédia, ainda que múltiplos e mentirosos. Na questão ambiental, o pouco de alerta no âmbito oficial e federal se dá - pasmem! - pelo setor agropecuário, ciente de que apenas com sustentabilidade múltipla o produto brasileiro encontrará mercado, cada vez mais exigente. Inseri algumas dessas reflexões no artigo "Negacionismo antieconômico", publicado em O Regional , jornal da cidade de São Pedro, que pode ser lido aqui:  https://online.pubhtml5....

Pedras no caminho

Torto Arado , de Itamar Vieira Junior, devidamente vencido. Gostei mais do miolo do livro do que do final. Ficou a impressão de que, em algum lugar entre 30-50 páginas do desfecho, a história de Bibiana e Belonísia já estaria muito bem contada. Mas o reles leitor não sabe o que se desenvolveu na mente do autor. Finalmente comecei a ler A Organização , da Malu Gaspar, sobre a Odebrecht. Da ficção para a realidade - ou vice-versa e misturado, quem sabe? Na linha Lava Jato que permeia substancialmente a história da empreiteira, há julgamentos importante acontecendo no Supremo Tribunal Federal nos dias correntes. Hoje, mais precisamente, se estiver lendo em sincronia com a publicação deste blog. Seria uma elegia à diversão a digressão que os magistrados fazem sobre os ditames constitucionais. Seria, não fossem tais análises com objeto feito de trágicas consequências existenciais e de sobrevivência às próprias instituições e ao que conhecemos por democracia. Aprecio os embates, sem muito de...