Postagens

Orgulhos

Sesquicentenário de postagens, existe tal expressão? Com esta, são 150 publicações neste espaço, neste endereço, lembrando que o rótulo de Blog dos Três Parágrafos vem de um pouco antes, dos tempos em que o UOL permitia o uso do espaço, encerrado três anos atrás. Pelo contador do word no qual faço cópia dos textos, são 67 mil palavras e 420 mil caracteres. A título de comparação, meu livro Transformações na Terra das Goiabeiras , de 2017, com 222 crônicas do tempo do Jornal Guaypacaré  usou 103 mil palavras e 640 mil caracteres. Outro livro equivalente, prometido não de hoje. A transcrição da oitiva de Mayra Pinheiro na CPI da Pandemia no Senado Federal, que durou cerca de 7 horas, gerou um documento em pdf de 101 páginas contendo 350 mil caracteres. Ou seja, mantidas as devidas proporções e diferenciações, meu blog aqui, de três anos, corresponde numericamente a menos de um dia de reunião da CPI. Quanto ao conteúdo, garanto que tento ser mais responsável pelo que é documentad...

Que mal há em mentir?

Salvo pelo gongo, sai a publicação da semana. Foi apreensiva a elaboração, pois recebi uma notícia de que estava infringindo as normas do blog e uma das postagens fora removida! Verifiquei e nada observei que pudesse ser considerado propagação de vírus, conforme o relatório recebido. No dia seguinte, outra comunicação restabelecia o blog à normalidade. Quase vestindo a carapuça, pensei que estava causando algum mal, mentindo, fugindo do debate, sei lá. Foi apenas uma rotina corriqueira dos nebulosos programas de rastreamento da informação. Porém, um erro grave cometi quando previ que a CULT deste mês versaria sobre maternidade ( http://adilson3paragrafos.blogspot.com/2021/04/curando-mentes-e-coracoes.html ). Errei, mas não deixei de elaborar um texto curto sobre desejo, o tema escolhido pela revista. O texto foi sucinto não porque sejam curtos os desejos, mas por falta de melhores palavras para expressá-los ( https://revistacult.uol.com.br/home/zumbido-no-desejo/ ), ainda que considere...

Maternidade: palavra como opção

As datas comemorativas ou de rememoração do mês de maio carregam conotações que, de certa forma, falseiam a História e, por isso, não me atenho muito a elas. Há que se registrar que hoje, 13 de maio, se completam os 140 anos do nascimento de Lima Barreto, junto com os 133 da assinatura da chamada Lei Áurea. Com Lima estou em débito quanto à sistematização de seus textos pouco conhecidos e inéditos em livro, pois o tempo tem me consumido com outras palavras. Passei à contagem de certos vocábulos ditos na CPI da Pandemia no Senado Federal com o intuito de avaliar se os verdadeiros problemas da doença são ali tratados. Insano ou insone, dirão, mas fiz tal tarefa. Uma primeira abordagem foi a comparativa entre os ditos pelo ministro atual e pelos dois ex-ministros da Saúde. Outra foi exclusiva sobre o que falou o presidente da Anvisa. O Boletim Anti-Covid publicou tais análises que dão uma dimensão por onde caminhamos. Vejam no site ( https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19...

Força da Língua Portuguesa

Hoje é o Dia Mundial da Língua Portuguesa e, dentre as várias comemorações, a visita virtual ao Museu da Língua Portuguesa tenho como a mais significativa. Escrevo aqui o link para o evento com atividades ao longo da semana: https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/programacao-online-e-visita-especial-na-semana-da-lingua-portuguesa/ . É por meio dessa palavra inventada por Camões que nos expressamos tentando ser Pessoa, tendo por ferramenta um bom Machado. A palavra atravessou os mares e está em Ásia, África, nas Américas e reside em seu berço europeu. Será mago, Saramago? Adoro esta minha língua! Ontem participei de sarau cultural na Unifatea, a convite da professora Neide Arruda, docente daquela instituição e presidente de nossa Academia de Letras de Lorena. Pude falar um pouco sobre a trova, o ritmo e rima daí advindos e a importância da poesia para a expressão de sentimentos e angústias. O músico e escritor Guto Domingues nos brindou com seu violão e bate-papo sobre a forma de el...

Curando mentes e corações

Sobre a vacina Sputnik, não acrescentaria nada além do que já avaliamos no Boletim Anti-Covid da Unesp Rio Claro, cujo link é este:  https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ ; para ler somente a matéria que escrevi, pode ser também acessado este outro blog: https://bacunesprc.blogspot.com/2021/04/saga-da-sputnik-v-no-brasil.html . Novos capítulos estão em curso nessa saga, iniciando com uma suposta politização da decisão do órgão de vigilância sanitária do país, a Anvisa. Será um esclarecimento importante a ser feito para combatermos o negacionismo científico e o provável uso, mais uma vez, de instituições sérias com finalidades estranhas ao bem estar da população. Para mim uma informação de extrema importância é que, se o adenovírus vetor da Sputnik pôde se replicar na pessoa vacinada, isso deve ser imediatamente comunicado ao mundo na forma de alerta global, uma vez que mais de 60 países aplicam a tal vacina. #IniCiencias Depois do luto, a revista CULT abriu espaç...

Erra na Terra

O dia é da Terra, a Cúpula do Clima está em destaque, mas, para os brasileiros, a sina de Primeiro de Abril do início do mês continua. De protagonistas ambientais de uma década atrás, tornamo-nos párias no mundo, destruindo os maiores patrimônios que temos: as florestas e as gentes. Os povos originários estão sob ameaça, mas não somente eles. Aproximando das 400 mil mortes devido à pandemia do novo coronavírus e da covid-19, doença dele resultante, é bom iniciar ao menos uma investigação parlamentar para apurarmos os responsáveis pela tragédia, ainda que múltiplos e mentirosos. Na questão ambiental, o pouco de alerta no âmbito oficial e federal se dá - pasmem! - pelo setor agropecuário, ciente de que apenas com sustentabilidade múltipla o produto brasileiro encontrará mercado, cada vez mais exigente. Inseri algumas dessas reflexões no artigo "Negacionismo antieconômico", publicado em O Regional , jornal da cidade de São Pedro, que pode ser lido aqui:  https://online.pubhtml5....

Pedras no caminho

Torto Arado , de Itamar Vieira Junior, devidamente vencido. Gostei mais do miolo do livro do que do final. Ficou a impressão de que, em algum lugar entre 30-50 páginas do desfecho, a história de Bibiana e Belonísia já estaria muito bem contada. Mas o reles leitor não sabe o que se desenvolveu na mente do autor. Finalmente comecei a ler A Organização , da Malu Gaspar, sobre a Odebrecht. Da ficção para a realidade - ou vice-versa e misturado, quem sabe? Na linha Lava Jato que permeia substancialmente a história da empreiteira, há julgamentos importante acontecendo no Supremo Tribunal Federal nos dias correntes. Hoje, mais precisamente, se estiver lendo em sincronia com a publicação deste blog. Seria uma elegia à diversão a digressão que os magistrados fazem sobre os ditames constitucionais. Seria, não fossem tais análises com objeto feito de trágicas consequências existenciais e de sobrevivência às próprias instituições e ao que conhecemos por democracia. Aprecio os embates, sem muito de...

Cultura em dia de saúde e jornalismo

Este 7 de abril é especial, pois, dentre várias efemérides, é destinado a comemorar duas datas importantes. O Dia Mundial da Saúde e o Dia do Jornalista. O blog Lorena Filatelia, do dedicado Acadêmico José Antonio Bittencourt Ferraz, lembra a efeméride da saúde ( http://lorenafilatelia.blogspot.com/2021/04/dia-mundial-da-saude.html ) que também foi citada no blog do BAC ( https://bacunesprc.blogspot.com/2021/04/saude-e-jornalismo-7-de-abril.html ). Reflito a oportuna coincidência da homenagem à saúde e ao jornalista, uma vez que boa parte do recrudescimento da pandemia do novo coronavírus no Brasil é devida às fakenews que levam à descrença no Sistema Único de Saúde, à dúvida em relação às vacinas e à propaganda de medicamentos nocivos que estão sendo oficialmente ofertados como cura milagrosa. No império da ignorância, a informação adequada é aquela transmitida apenas pelo bom profissional. Da mesma forma que anônimos estão dando tudo de si nas linhas de frente em hospitais, registra...

Mentira dupla

A mentira no Brasil é tão grande que são necessários dois dias consecutivos para dela se lembrar. Os comentários para os jornalões sobre a efeméride foram infrutíferos, preteridos; seguem aqui, portanto. Na mesma semana, o humor negro da troca de seis por meia dúzia nos altos escalões palacianos não esconde as múltiplas tragédias em que vivemos - e morremos - simultaneamente. Escrevi sobre as verdadeiras diretrizes médicas no combate às doenças e os limites impostos pela ética médica, artigo elogiado por quem é da área de atendimento à população, mas de conteúdo ignorado por quem mais precisa. Saiu em nosso Boletim Anti-Covid e também no blog a ele relacionado ( https://bacunesprc.blogspot.com/2021/03/limites-da-autonomia-do-medico-e-do.html ). Há muito que a ciência desconhece na dinâmica e no combate à covid-19, mas agir com base na ignorância, virando as costas ao conhecimento que foi construído, é despir-se da nossa condição humana mais fundamental: a solidariedade, especialmente c...

Lógicas inconscientes

Acontecimentos, cimentos para a conta. Junção de palavras, poéticas que sempre foram, leva a aglutinar as coisas&causos no intento de forjar um encadeamento, uma lógica para o corrente, não libertário, dos dias. O dia mundial da poesia foi comemorado em 21 de março, o da água no dia seguinte. E fizemos reunião da Academia de Letras de Lorena no sábado, 20, virtual, tal qual a situação exige, e de sucesso, uma vez que temos a Neide Arruda de Oliveira como presidente. Quanta diferença faz ter em um cargo de responsabilidade quem quer trabalhar pelo conjunto, pelo grupo. O bom exemplo vem de cima e o mau está vindo de todos os lados. Após um ano da reclusão total, com as saídas reduzidas ao mínimo ainda que necessário, a mente não funciona como antes. Podemos acreditar que criamos instrumentos de sobrevivência, e assim o fizemos na inglória luta contra o vírus e quem o dissemina. Há que se considerar as perdas, mínimas e máximas, que aconteceram e continuam em curso. Sairemos outros d...

Lutos e lutas

Luto é o tema do Lugar de Fala da revista CULT ( https://revistacult.uol.com.br/home/colunistas/lugar-de-fala/ ). Escrevamos, enquanto a solução não vem para tentar aplacar a dor da existência, incapazes na execução de qualquer coisa que combata o momento atual. Luto para não desabar, um luto para se questionar, até para nele obter forças para continuar a viver. E a lutar. A palavras é batida, o sentimento, abundante. A dupla significação também cansou um pouco, mas insisto. Beirando as 300 mil mortes, boa parte evitável, nos abate profundamente o caos em que a condução da pandemia se alastra. Pessoas queridas de pessoas queridas estão sofrendo. As faixas pretas institucionais penduradas em edifícios passaram a ser perenes, apenas mudando o número lá registrado. O Boletim Anti-Covid da Unesp de Rio Claro se aproxima de um ano de existência e lembrou o também primeiro aniversário dos primeiros casos de Covid-19 no Brasil, a primeira morte e o início do sistema on-line de aulas nas unive...

Oito como símbolo

O dia foi 8 de março e somente oito vezes a palavra mulher figurou neste blog, desde quando migrou para o novo endereço, há três anos. Pouco, reconheço. A semana é dedicada à luta das mulheres por espaços, reconhecimento, sobrevivência. O de março induz semelhança ao de outubro. O Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas fez reunião inaugural exatamente nesse dia e o presidente Fernando Abrahão me convidou a ler um breve texto, de também três anos atrás, para a audiência virtual. Ei-lo: "o dia não é de flores, pois representa os espinhos colhidos pelas mulheres em sua constante luta para reivindicar questões fundamentais, como a da própria existência em serenidade. Não há desculpas para o mundo misógino em que vivemos. De imediato, procurar o respeito ... e nada como principiar pelas mulheres de nossas vidas. Mães, irmãs, esposas, filhas, tias, primas, cunhadas, professoras, alunas e ex-alunas, amigas, colegas, cada qual com suas batalhas, frustrações, abdicações,...

Vícios da linguagem

Informação e conhecimento são matérias viciantes. Aprender não pode ser assunto árduo e o deleite do sabor do saber precisa ser apreciado. Os tempos atuais assim requerem. Mais do que isso, exigem. A ignorância tem imperado como política oficial, nunca é demais repetir, e conhecimentos dos mais fundamentais foram substituídos por teorias alucinadas da conspiração e um explícito negacionismo que, além de inescrupuloso e vergonhoso, é mal intencionado. A vítima primeira é a verdade, seguida dos que sucumbem por total falta de empenho e empatia. A Unesp tem feito contribuições significativas para mitigar a desinformação e nosso Boletim Anti-Covid é um desses canais ( https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ ). A mesa-redonda virtual "Fake news: Desinformação e Covid-19 - A doença que fragiliza o sistema de saúde" foi transmitida pelo canal da Universidade, com a participação do professor da Unesp Francisco Belda, estudioso do fenômeno da desinformação, do médico...

Utopias distorcidas

Os meus sonhos e utopias foram publicados pela CULT e causou alguma discussão ( leia aqui ). A colega trovadora Maria havia feito poesia com título semelhante - transmimento de pensação. O Acadêmico José Antonio Bittencourt Ferraz, que além do blog sobre filatelia e numismática ( http://lorenafilatelia.blogspot.com/ ), possui outro sobre escritores do Vale do Paraíba, publicou o link para a revista ( veja aqui ). Grato, grato. Tudo aconteceu logo após a postagem da semana passada, daí não ter sido lá incluído. A parábola de apalpar um elefante, como lembrado pelo Paulo Viana, é a melhor forma de explicar nossa interação - ou falta dela - com o mundo atual e suas consequências. Tentemos elevar a mente para pensamentos mais nobres, que esses ainda são francos e livres. A Academia de Letras de Lorena realizou eleição para o novo biênio e figuro lá novamente na diretoria, mas o trabalho é feito pela presidente Neide Aparecida Arruda de Oliveira, secretária Olga Aparecida Arantes Pereira, t...

Pedaços de jornais

Missivista contumaz, fiquei angustiado com o fim da seção de cartas do leitor em veículos impressos de comunicação. A Veja é uma revista que pouco me apetece, com reportagens sem aprofundamento e um ou outro articulista que passa alguma mensagem de saber do que fala. Já fui dela assinante, confesso, mas restringi-me à leitura superficial, quase obrigatória, exclusiva da versão on-line. Mas arriscava uma ou outra cartinha lá para a redação e até publicaram um par delas. Porém, na virada do ano, a seção deixou de existir, sem aviso. A carta ao leitor que publicam, com alguma pretensa mensagem de otimismo e resumo do que vai na edição, nada falou da mudança. O índice também foi excluído; talvez o espaço seja mais nobre para outros remuneradores ou direito de resposta, como a que a revista foi obrigada a dar para a empresa Huawei. Intrigas. A muito mais palatável CartaCapital também deu sua bola fora ao prestigiar a reprodução dos comentários de redes sociais - que já estão de alguma forma...

Cancelamento

O carnaval não foi suspenso um ano atrás, em misto de algum desconhecimento sobre o que viria a ser a pandemia do novo coronavírus e muito do interesse comercial de mantê-lo. Críticas honestas e hipócritas aconteceram em dias posteriores, quando a OMS confirmou a doença mundial e os primeiros casos foram notificados no Brasil. A comparação com o fechamento imediato das escolas e suspensão das aulas foi o mais perversamente irônico daqueles eventos. Hoje, ouço e vejo admirado as notícias de que a festa mais tradicional do país será efetivamente cancelada. Alguns dias ainda nos separam do registro da festa no calendário. Vamos ver o transcurso dos fatos. As escolas continuam em abertura e fechamento intermitente. Em Campinas, alguns estabelecimentos reabriram, notificaram casos de Covid-19 e voltaram a fechar. A propagação entre os mais jovens - crianças e adolescentes - ainda nos é desconhecida e esses dissabores não são exclusivos nossos, pois europeus e norte-americanos passaram e pas...

Escrevo e não me canso de ler

Ah, como escrever é bom! Prazer superado apenas pelo da leitura. Como não sei ler sem escrever, o caderninho, o bloco de anotações e, mais modernamente, o editor de texto digital me acompanham diuturnamente. Avesso a usar as margens de livros para apor pensamentos, dúvidas e reflexões, é na base do contato da caneta e do grafite com a celulose que os registros ficam. E não consigo ler um livro sem pensar sobre o que o autor está dizendo, suas contradições, omissões e, muito comum, seus erros. Não apenas os tipográficos, nem o 'não' proposital de Raimundo Silva, personagem de José Saramago em História do Cerco de Lisboa . Nesses dias me deparei com uma dessas questões na tradução de uma biografia - em inglês no original - que fala sobre um pó mágico, de pirlimpimpim. Tenho como certo que a criação de Monteiro Lobato não foi a citada ou mesmo era conhecida pelo biografado, ainda que contemporâneos. Eis um sério problema que é mais crítico na poesia, já intraduzível a partir do se...

Nutrição social

O leite tem proteínas em quantidade aproximada à de gorduras. O açúcar principal presente no leite é a lactose, cuja fórmula química é C 12 H 22 O 11 , o que não representa todos os detalhes de sua estrutura. Difere da sacarose, o açúcar da cana, apesar de possuírem a mesma fórmula química. Ou seja, uma única descrição ou propriedade não é suficiente para caracterizar o todo, servindo para moléculas e para pessoas. Nomes em química seguem uma lógica, nem sempre evidente, cuja terminação caracteriza a que grupo a substância pertence. Assim, ose  será equivalente a açúcar, ou carboidrato, que é o nome mais adequado, pois a composição é equivalente a uma quantidade de água (hidrato) para cada de carbono na molécula. Com proteínas, gorduras e carboidratos, muito nutritivo é o leite, tornando-se ainda mais energético quando parte da água nele contida é retirada e são adicionados outros açúcares. Obtém-se o leite condensado. Essa palavra, condensado, possui vários significados, um deles ...

Ares de mudança

Finalmente, Donald Trump deixa a Casa Branca. Eu estive nos Estados Unidos quatro anos atrás, uma semana depois da posse do Republicano na presidência daquele país, e vi, pela primeira vez em minhas viagens, um protesto contra ele no aeroporto de Orlando em função das medidas xenófobas de impedir a entrada de imigrantes. Meu testemunho foi enviado como carta para a Folha de S. Paulo e publicado (para quem tem acesso, eis o link: https://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2017/01/1854403-leitor-diz-que-carmen-lucia-livrou-se-brilhantemente-de-uma-saia-justa.shtml ). O governo iniciava com muitas dúvidas e a certeza de que seria de extrema direita. Os fatos confirmaram as premissas iniciais e, apesar de uma economia estável, Trump não soube lidar com a pandemia, o que foi o motivo principal de sua derrocada, para benefício de 99% população mundial, restando apenas os 75 milhões que nele votaram. Ares de mudança ou ao menos retorno a tempos menos cruéis. Que cheguem aqui. A vacinação co...

Começa quente

Chuvas de verão. No verão. Chegam as chuvas não sem as catástrofes associadas por falta de planejamento urbano. Abandonamos o campo para viver na cidade sem atentar para a dinâmica da natureza. As mudanças climáticas que ignorantes do poder continuam a negar são responsáveis por parte dessas novas interações, mas há a história continuada de impermeabilização inadequada do solo, construções em áreas de várzea e próximas a cursos d'água, desarborização desenfreada e lixo, muito lixo onipresente na terra, água e ar. Por fim, após dias com friozinho estranho para a época, finalmente, a temperatura sobe. Não que isso agrade a todos; no entanto, é preocupante sentir mudanças globais no nível tão local, dentro de casa. Assim, depois de umas noites necessitando de coberta para dormir, o verão parece ter chegado. Sobrevivamos. A discussão calorosa no parlamento norte-americano é esclarecedora sobre a divisão de tempo entre os deputados e também sobre a pantomima, uma vez que os votos já são...