Postagens

Utopias distorcidas

Os meus sonhos e utopias foram publicados pela CULT e causou alguma discussão ( leia aqui ). A colega trovadora Maria havia feito poesia com título semelhante - transmimento de pensação. O Acadêmico José Antonio Bittencourt Ferraz, que além do blog sobre filatelia e numismática ( http://lorenafilatelia.blogspot.com/ ), possui outro sobre escritores do Vale do Paraíba, publicou o link para a revista ( veja aqui ). Grato, grato. Tudo aconteceu logo após a postagem da semana passada, daí não ter sido lá incluído. A parábola de apalpar um elefante, como lembrado pelo Paulo Viana, é a melhor forma de explicar nossa interação - ou falta dela - com o mundo atual e suas consequências. Tentemos elevar a mente para pensamentos mais nobres, que esses ainda são francos e livres. A Academia de Letras de Lorena realizou eleição para o novo biênio e figuro lá novamente na diretoria, mas o trabalho é feito pela presidente Neide Aparecida Arruda de Oliveira, secretária Olga Aparecida Arantes Pereira, t...

Pedaços de jornais

Missivista contumaz, fiquei angustiado com o fim da seção de cartas do leitor em veículos impressos de comunicação. A Veja é uma revista que pouco me apetece, com reportagens sem aprofundamento e um ou outro articulista que passa alguma mensagem de saber do que fala. Já fui dela assinante, confesso, mas restringi-me à leitura superficial, quase obrigatória, exclusiva da versão on-line. Mas arriscava uma ou outra cartinha lá para a redação e até publicaram um par delas. Porém, na virada do ano, a seção deixou de existir, sem aviso. A carta ao leitor que publicam, com alguma pretensa mensagem de otimismo e resumo do que vai na edição, nada falou da mudança. O índice também foi excluído; talvez o espaço seja mais nobre para outros remuneradores ou direito de resposta, como a que a revista foi obrigada a dar para a empresa Huawei. Intrigas. A muito mais palatável CartaCapital também deu sua bola fora ao prestigiar a reprodução dos comentários de redes sociais - que já estão de alguma forma...

Cancelamento

O carnaval não foi suspenso um ano atrás, em misto de algum desconhecimento sobre o que viria a ser a pandemia do novo coronavírus e muito do interesse comercial de mantê-lo. Críticas honestas e hipócritas aconteceram em dias posteriores, quando a OMS confirmou a doença mundial e os primeiros casos foram notificados no Brasil. A comparação com o fechamento imediato das escolas e suspensão das aulas foi o mais perversamente irônico daqueles eventos. Hoje, ouço e vejo admirado as notícias de que a festa mais tradicional do país será efetivamente cancelada. Alguns dias ainda nos separam do registro da festa no calendário. Vamos ver o transcurso dos fatos. As escolas continuam em abertura e fechamento intermitente. Em Campinas, alguns estabelecimentos reabriram, notificaram casos de Covid-19 e voltaram a fechar. A propagação entre os mais jovens - crianças e adolescentes - ainda nos é desconhecida e esses dissabores não são exclusivos nossos, pois europeus e norte-americanos passaram e pas...

Escrevo e não me canso de ler

Ah, como escrever é bom! Prazer superado apenas pelo da leitura. Como não sei ler sem escrever, o caderninho, o bloco de anotações e, mais modernamente, o editor de texto digital me acompanham diuturnamente. Avesso a usar as margens de livros para apor pensamentos, dúvidas e reflexões, é na base do contato da caneta e do grafite com a celulose que os registros ficam. E não consigo ler um livro sem pensar sobre o que o autor está dizendo, suas contradições, omissões e, muito comum, seus erros. Não apenas os tipográficos, nem o 'não' proposital de Raimundo Silva, personagem de José Saramago em História do Cerco de Lisboa . Nesses dias me deparei com uma dessas questões na tradução de uma biografia - em inglês no original - que fala sobre um pó mágico, de pirlimpimpim. Tenho como certo que a criação de Monteiro Lobato não foi a citada ou mesmo era conhecida pelo biografado, ainda que contemporâneos. Eis um sério problema que é mais crítico na poesia, já intraduzível a partir do se...

Nutrição social

O leite tem proteínas em quantidade aproximada à de gorduras. O açúcar principal presente no leite é a lactose, cuja fórmula química é C 12 H 22 O 11 , o que não representa todos os detalhes de sua estrutura. Difere da sacarose, o açúcar da cana, apesar de possuírem a mesma fórmula química. Ou seja, uma única descrição ou propriedade não é suficiente para caracterizar o todo, servindo para moléculas e para pessoas. Nomes em química seguem uma lógica, nem sempre evidente, cuja terminação caracteriza a que grupo a substância pertence. Assim, ose  será equivalente a açúcar, ou carboidrato, que é o nome mais adequado, pois a composição é equivalente a uma quantidade de água (hidrato) para cada de carbono na molécula. Com proteínas, gorduras e carboidratos, muito nutritivo é o leite, tornando-se ainda mais energético quando parte da água nele contida é retirada e são adicionados outros açúcares. Obtém-se o leite condensado. Essa palavra, condensado, possui vários significados, um deles ...

Ares de mudança

Finalmente, Donald Trump deixa a Casa Branca. Eu estive nos Estados Unidos quatro anos atrás, uma semana depois da posse do Republicano na presidência daquele país, e vi, pela primeira vez em minhas viagens, um protesto contra ele no aeroporto de Orlando em função das medidas xenófobas de impedir a entrada de imigrantes. Meu testemunho foi enviado como carta para a Folha de S. Paulo e publicado (para quem tem acesso, eis o link: https://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2017/01/1854403-leitor-diz-que-carmen-lucia-livrou-se-brilhantemente-de-uma-saia-justa.shtml ). O governo iniciava com muitas dúvidas e a certeza de que seria de extrema direita. Os fatos confirmaram as premissas iniciais e, apesar de uma economia estável, Trump não soube lidar com a pandemia, o que foi o motivo principal de sua derrocada, para benefício de 99% população mundial, restando apenas os 75 milhões que nele votaram. Ares de mudança ou ao menos retorno a tempos menos cruéis. Que cheguem aqui. A vacinação co...

Começa quente

Chuvas de verão. No verão. Chegam as chuvas não sem as catástrofes associadas por falta de planejamento urbano. Abandonamos o campo para viver na cidade sem atentar para a dinâmica da natureza. As mudanças climáticas que ignorantes do poder continuam a negar são responsáveis por parte dessas novas interações, mas há a história continuada de impermeabilização inadequada do solo, construções em áreas de várzea e próximas a cursos d'água, desarborização desenfreada e lixo, muito lixo onipresente na terra, água e ar. Por fim, após dias com friozinho estranho para a época, finalmente, a temperatura sobe. Não que isso agrade a todos; no entanto, é preocupante sentir mudanças globais no nível tão local, dentro de casa. Assim, depois de umas noites necessitando de coberta para dormir, o verão parece ter chegado. Sobrevivamos. A discussão calorosa no parlamento norte-americano é esclarecedora sobre a divisão de tempo entre os deputados e também sobre a pantomima, uma vez que os votos já são...

Sonhos, pesadelos e suas interpretações

Andar a esmo na rua sem máscara se transformou na nova versão de estar nu em público, imagem recorrente em sonhos. Estava em local movimentado e em desespero por não encontrar minha máscara. No fundo da mochila estava uma azul ciano (que nunca tive), já usada, que imediatamente coloquei, aliviando-me. Creio que, nesse momento, os olhos que dormiam devem ter parado de revirar-se em suas órbitas. Passei a encarar com repulsa e em desafio os demais transeuntes desmascarados. Acordado, assim está o cotidiano, mesmo na bolha geográfica e social em que vivo. Em meados de 2020 era difícil encontrar alguém sem máscara pelas ruas, mesmo estando em caminhada ou a passeio com animais. Hoje, na saída semanal para comprar alimentos, o dispositivo de proteção facial não estava em nenhum dos rostos com que encontrei no caminho. Apenas nos estabelecimentos comerciais o respeito à proteção individual e coletiva imperava. Assimilamos o comportamento no trânsito, quando diminuímos a velocidade apenas nas...

Ultimatum

Em pouco mais de 24 horas um novo ano civil se inicia. Para o cosmos isso nada significa, porém, psicologicamente, deixaremos para trás um ano insano. Quer dizer, o calendário muda sem alterar as mazelas consequentes da pandemia global e do desgoverno local. Não haverá reunião familiar íntima, nem vistas de fogos de artifício, muito menos o amanhecer na praia para ver o primeiro nascer do sol do ano. Ausências para os que têm consciência. Infelizmente, a evolução de nossa espécie não é completa e desinteligência constitui elemento de ampla incidência na população. Ah, mas e a saúde mental? Morto não possui mente. Ou ainda: vivo mente e morto não tem mente. Resposta simples, direta e mal-educada, já que explanações científicas detalhadas foram e são difíceis de serem aceitas. Paradoxalmente, 2020 foi um ano de grande crescimento da ciência avaliado por publicações e conquistas, as vacinas sendo uma delas. #IniCiencias Junto a esta postagem do blog, saiu hoje uma publicação no Brasil 247...

Festas sem covidados

O trocadilho do título pode parecer um erro de digitação. Reflete o desejo maior de todos nós. Reunir pessoas queridas não será possível neste final de ano, pois a sobrevivência e a defesa da saúde e do bem estar falam mais alto. Apenas os parentes mais próximos, aqueles com quem já convivemos, sentar-se-ão à mesa para desfrutar da ceia e da companhia. Mesmo como remota a possibilidade disso ser respeitado pela maioria, é o desejo maior. O aumento de novos casos de infectados pelo coronavírus, especialmente entre os mais jovens, é sinal de alerta máximo em face da falta de comportamento adequado das pessoas. Aglomerações, recusa ao uso de máscara, higienização precária e, o pior, falta de governança foram os fatores que nos levaram a mais uma situação de apreensão em relação à covid-19. As vacinas passaram, finalmente, a ser aplicadas. O Brasil está atrasado e o desejo para o Ano Novo é que a ciência vença as distensões políticas dos que estão interessados apenas em suas eleições e dri...

Outras formas de poder

Dada a diferença de formação e aprendizado fônico, falantes nativos de espanhol têm dificuldade de diferenciar a pronúncia de nossas vogais abertas e fechadas. As palavras poço e posso são exemplos. O que para nós contém evidente diferença, constituindo-se palavras heterógrafas e heterófonas, para os vizinhos da América Latina não há essa distinção. Se não posso ir a fundo, vou ao fundo do poço. Uma frase irônica como trava língua é hostil na compreensão de nossa incapacidade de convivência pacífica em sociedade. Nem adentraremos a histórica incompreensão de sons idênticos transcritos com distintas letras. E vice-versa. A expressão 'fundo do poço' perdeu o sentido da esperança nela contida, pois já não há limites para a degradação social, pessoal e política, qualquer que seja a entonação que demos à pronúncia. O pior sempre piora. O poder indígena é traduzido de outras formas, ao menos entre as comunidades com que temos acesso e informação. Em discussão com especialistas, há re...

Perder e aprender

Repetir que dezembro é para mim o pior dos meses perde parte do significado em ano tão díspar. Foram muitos dezembros acumulados em nove meses. Um ano perdido que adentra seu final com alguma luz na forma de vacinas contra a covid-19 sendo aplicadas em outros países, luz que se mostra difusa em solo nacional a vingar a disputa política que se estabeleceu. Reis nus e de vestes expostas em palácios se digladiam para saber quem mais mata. A prática ali e aqui, já sabemos, é da tríade mata, desmata, mamata. Sigo com a segurança da ciência: pelo menos quatro vacinas superando os testes finais e com aval para imunização em massa. Mas não nos iludamos, pois é certo que haverá um tipo de selo de proteção a quem seguiu as normas sanitárias contra o coronavírus, abrindo mão de segurança econômica para tanto. Estaremos fora. E também normas rígidas para permitir a entrada de estrangeiros vacinados em países que estiverem com a pandemia sob controle. Também estaremos fora. A crença sai da religião...

Numerosos números

Números aos milhares, com o perdão do trocadilho, adentraram meu computador vindo do TSE. Usei-os para reinterpretar o que todos já diziam, a abstenção e o não-voto ganharam as eleições. Campinas foi recordista no Brasil, escrevi um comentário no Correio Popular de Campinas e divulguei pelo Facebook. Apesar de ter sido considerado "dor de cotovelo" (sim, ainda usam a expressão) por um leitor estranho a meus círculos de "amigos virtuais", houve os que defenderam a escolha do campineiro a lhe dar um voto de confiança. Procurei limitar-me apenas à análise do porcentual de abstenções, votos brancos e nulos que, somados, ultrapassam o total dado aos dois candidatos - isso fique bem claro. Há uma correlação direta entre baixa votação no primeiro turno e rejeição no segundo, o que indica a necessidade de mudar o procedimento, como já discorri aqui. Por que não incluir os três mais votados, caso os dois primeiros, juntos, não atinjam 50% dos votos válidos? O voto é trocado ...

O que nasce da pandemia?

Página em branco, mente vazia, o que escrever? Quase nove meses de quarentena, já quebrada aos poucos e pelos muitos que continuam a se contaminar e a contaminar os outros. A máscara mal usada nada protege. Queixos e lábios inferiores escondidos pelo pedaço de pano enquanto o tecido deveria ocupar o espaço completo. A proteção somente é efetiva se cobrir toda a boca, parte significativa do queixo e, muito importante, todo o nariz. Sim, mesmo nós os narigudos de proeminente napa temos de cumprir a regra. Não é o que se vê e se lamenta. E isso assusta. Mas não consigo respirar com a máscara! Oras, uma das consequências da barreira para o vírus é reter também parte da mobilidade das partículas que são aspiradas com o ar. Treine que consegue, sim. Mãos fora da máscara é outra recomendação, menos seguida ainda. Máscara adequadamente usada e ajustada não são óculos que precisam de ajustes o tempo todo. O vírus triunfa, as ondas se sobrepõem, as baladas acontecem como se não houvesse amanhã e...

Local de escuta

Lugar de escuta. Local de leitura. Expressões incorporadas ao vocabulário e às atitudes. A necessidade de saber ouvir para compreender, especialmente as opressões não vividas, é condição fundamental para respeitar o espaço do outro e se fazer parte da solução, não apenas do problema. Prestar mais atenção, reconhecer que, se são dois ouvidos, dois olhos e uma boca, a escuta e a leitura precedem a fala. Os dias se aproximam do 20 de novembro, emblemático pela celebração à consciência que traz e pela necropolítica instaurada que faz da morte de negros, de mulheres e de minorias uma regra. Não apenas a morte física, mas também o apagamento de histórias, de locais de vivência e de suas vozes. Leio e escuto, portanto, uma contribuição mínima, mas não basta. A escrita antiga em blogs e outros cantos da internet permanece acessível. Ouvi que o byte publicado jamais é perdido e constatei a afirmação pelo uso do site http://web.archive.org/ . Ali podem ser introduzidos endereços considerados não...

Vender com venda nos olhos

Venda nos olhos para os que não querem ver. Venda que compram. Se o português é uma língua difícil, que aproveitemos suas idiossincrasias para alguma conjectura e jogo de palavras para dizer o que é explícito, mas de outras formas em outras fôrmas. Sim, abusei com o resgate do circunflexo que ficou fora dos dicionários (não do Aurélio) por décadas! Patrimônio público parece carregar origens nefastas, como a que seu gerenciamento é misógino (não é 'matrimônio') e ser público significa ser de ninguém. O patrimônio público brasileiro deveria ser o contrário de tais acepções, com riquezas construídas por todos, que deveriam ser mantidas por quem é o gerente do momento para benefício também de todos. Não para doar a valores muito baixos para outros que não defenderão o patrimônio para todos, pois será privado e não público. Ajustes na realocação de aparatos que não funcionam adequadamente podem e devem ser feitos, mas a lógica privatista per se é perversa. Peter Sellers nasceu Rich...

Liberdade e escolhas

Estava aguardando o resultado das eleições norte-americanas. Pelo menos algo mais próximo do final, o que ainda não aconteceu. A divulgada onda democrata não se concretizou, mas o resultado final ainda estava indefinido quando iniciei esta escrita e assim continua. Meu blog e meus leitores não podem esperar, pretensamente afirmo! Poderia usar o clichê de que a democracia ganha de qualquer forma, mas quando um dos candidatos já contesta o resultado afirmando que acionará a justiça, cria-se uma real possibilidade de arbitrariedades. Já vimos isso aqui há alguns anos, o derrotado fez de tudo para questionar a vencedora e o resultado foi o país em retrocesso; aquele candidato foi reduzido ao pó que lhe cabia e as consequências foram absorvidas por todos nós. O sistema de eleições nos Estados Unidos ainda nos parece confuso e não quero elucidá-lo se não há nem total entendimento de como a coisa funciona em nossas terras. O que mais me surpreende é ser um modelo criado quando existiam delega...

Bruxas existem em mentes perfeitas

Fim do mês de outubro chegando e a comemoração é pelo Dia do Saci, na véspera do Dia de Todos os Santos e antevéspera do de Finados. Em 1 de novembro é também o aniversário de morte de Lima Barreto. Sim, sempre a ele nos voltamos para redimir nossas angústias. A leitura das crônicas, descobertas ou conhecidas, segue em franco curso, mas a compilação para a publicação estranhamente não encontrou ânimo. Felipe Rissato, o parceiro dessa empreitada, até lembrou-me do compromisso, ele também absorto em outros afazeres pandêmicos. Por esses dias também será a eleição norte-americana, a concretização da esperada sucessão de Donald Trump, para a felicidade de boa parte do mundo. Assim, do país nórdico importemos a atenção ao escrutínio, mas não ao que eles comemoram no dia 31 de outubro. Fiquemos com nosso traiçoeiro e sagaz Saci. E não é por falta de instrumento legal, lembremo-nos da Lei Estadual 11.669, de 13/01/2004. Há 16 anos o Dia do Saci é oficialmente comemorado nas terras bandeirante...

Cobranças e desilusões

Desconfio que não sou mais pesquisador, a depender da quantificação de indicadores em parecer atrasado que chega. Ciência é feita com pesados investimentos, fontes de fomento são procuradas constantemente. Governos ardilosamente mudam suas propostas orçamentárias querendo destruir o pouco que existe de consolidação da área, como o faz no nível federal desde 2016, intensificado ao extremo em 2019, e também no estadual, primeiramente querendo intervir nas Universidades Paulistas e na Fapesp e, agora, mudar a dotação de recursos para essa principal agência de fomento. No entanto, não coordenar um projeto de pesquisa não deveria significar falta de recursos. Apenas houve redirecionamento de esforços para projetos conjuntos liderados por outros.  A pandemia é coisa do passado? Nem a da gripe espanhola é, como vemos pelos inúmeros estudos que ainda continuam... Porém, acompanhei técnicos instalando equipamentos esta semana - adquiridos com projetos institucionais - e a conversa entre ele...

Obeidoso propaganda

Houve um tempo em que se convenciam eleitores da mesma forma que se vendia sabão em pó. Produtos seguros, funcionais, baratos. O serviço de atendimento ao consumidor permite reclamação, troca do produto. Pelo voto, a devolução é um pouco mais complicada, efetivada quatro anos depois, caso a memória do consumidor, ou melhor, do eleitor não tenha virado espuma. Hoje a propaganda eleitoral é mais comparada ao charlatanismo, uma vez que a mentira deslavada convence mais do que a dura verdade comprovada. Não adianta falar que aquela obscenidade é inventada, que a foto foi forjada ou a imagem é de muito tempo atrás, de outra ocasião. Crônicas e contos confundidos e a confundir o e-leitor. E não são mesclas ardilosas estilo Lima Barreto ou Machado de Assis para ludibriar o pesquisador jornalístico ou amante da literatura que não conseguem distinguir essas modalidades de escrita uma da outra. Cultura é ausente desses cândidos personagens da democracia. Fiz um levantamento da frequência da pala...