Postagens

Escola dez, nota dez!

A CartaCapital, edição especial de carnaval, dedicou o menor número de páginas de uma edição morna a cronistas de outrora. Pudemos nos deliciar com textos de Lima Barreto e Machado de Assis, retratando a atualidade daquelas reflexões. Machado cruza com Lima quando fala na crônica escolhida pela revista que ainda acreditava nos tesouros jesuítas escondidos sob o Morro do Castelo, objeto de uma reportagem que projetou Lima Barreto nas esferas jornalísticas. Vale a pena ler e reler esses clássicos. Foram exaustivas as comparações de nossa vida política com a euforia efêmera carnavalesca, tanto nas ruas como nas páginas impressas, cujo término da festa se dá nesta quarta-feira cinzenta e chuvosa. Hoje, portanto, recomeça o insano Brasil, com as já esperadas patacoadas governamentais e a confirmação do coronavírus em nosso país. Pouco acompanhei os desfiles nas avenidas, mas fiquei atento aos enredos politizados e à recepção do público e dos críticos a tais concepções artísticas engajadas...

Tamanho da palavra

Aprendi que anticonstitucionalissimamente era a maior palavra existente, com 29 letras e registrada como uma comprida cobra no 'Emília no país da gramática', de Monteiro Lobato. Minha filha me ensina que é pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico, com 46 letras e se refere ao "indivíduo que possui doença pulmonar causada pela inspiração de cinzas vulcânicas", segundo o dicionário Houaiss. Mas esses exemplos são grandes no número e não no conteúdo. Amor e vida, com as singelas quatro letras, valem muito mais. Certo que haverá os que professam uma palavrinha de duas letras, acentuada até, que carrega forte significado. Mas sabem que eu não discuto religião. A existência humana se resume no ser, mas o capitalismo a transforma no ter. Três singelas letras em cada uma, de significados e posturas que se opõem entre si. Minhas colunas nos jornais impressos são limitadas pela contagem de caracteres que, até com a mais antiga versão do Word, é feita facilmente com um c...

Perdas na ciência

A pseudociência voltou com tudo nesses últimos dias. Após a nomeação do criacionista Benedito Guimarães para a presidência da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior -, os defensores do design inteligente (DI) orquestraram uma série de artigos para defender aquilo que é exclusivamente o domínio da fé, não da ciência. Marcos Eberlin fez um libelo na Folha de S. Paulo (8/2) e Roque Ehrhardt de Campos exarou algo semelhante no Correio Popular de Campinas (13/2). Ainda que o ex-professor Eberlin, da Unicamp, tenha uma história importante na química orgânica, sua crença dogmática arranha a ciência que produziu. No artigo faltou o que realmente não existe: argumentos científicos que suportariam o DI, limitando-se a citar outros criacionistas. Dizer que mil outros cientistas 'acreditam' no DI é um número insignificante perto da comunidade científica internacional. Fé e ciência não compartilham os mesmos pressupostos. Além disso, a principal informação não é...

Não apenas lágrimas

Torcer o pano até que lágrimas brotem dos interstícios do algodão entrelaçado. Parece que o ato mecânico sobre as fibras do material também originou o desejo de vitória de um time, agremiação ou qualquer outra coisa que desperte a paixão e a necessidade de sofrer conjuntamente. A torcida para que o filme ganhe é, portanto, ato físico praticado com as mãos. Não há manual ou receita para ser o primeiro, o vencedor, na entrega do Oscar que acontece neste fim de semana, mas a torcida pelo documentário "Democracia em Vertigem" é grande, pelo menos dentro do grupo das pessoas sensatas. Como já mencionei na postagem Vertigo ( https://adilson3paragrafos.blogspot.com/2020/01/vertigo.html ), outros concorrentes estão em posição de maior destaque e o prêmio não deve ir para Petra Costa. O "Dois Papas", de Fernando Meirelles, também está na disputa, com os dois atores concorrendo (Anthony Hopkins e Jonathan Pryce), além do roteiro adaptado, lembrando se tratar de uma obra de fi...

Escritos de liberdade

Paulo Viana me inquiriu sobre o recente livro de Chico Buarque de Hollanda, "Essa gente". Terminei a leitura semana passada, que foi rápida, mas não indolor. Sem ler resenhas ou outras análises, a primeira impressão são muitas pontas deixadas soltas como estilo da escrita. Senti algo semelhante na leitura de "A glória e seu cortejo de horrores", da Fernanda Torres, ainda que falta uma parte para concluir. "Essa gente" é um protesto evidente ao momento político pelo qual o país está passando na forma de relatos diários, alguns oníricos, outros desconexos. Mas não sou adepto profundo da obra literária do Chico Buarque, preferindo sua música, impecável, por sinal. Li "Fazenda modelo", muito tempo atrás, com a decepção de ser apenas uma adaptação evidente de "A revolução dos bichos", quase que trocando porcos por bois. Mas "Budapeste" é muito melhor, pois é focado em um tema inusitado, muito bem desenvolvido. O ghost-writer, vira ...

Substâncias da química

A mais bela das ciências. Já fui criticado pelo epíteto, mas dele não abro mão. A essência do universo é a matéria, mas é na interligação dos átomos que se formam as substâncias e, daí, a possibilidade de transformações. A vida é baseada nessa matéria e em suas transformações, ou seja, na química. Algumas substâncias são comuns e de conhecimento e uso constante, como a água, por exemplo, considerada a base da vida, pois é um excelente solvente e com propriedades físico-químicas sem igual dentre outras substâncias abundantes. Quantidade não é qualidade, mas a água consegue juntar as duas, considerando, é claro, o que temos na superfície de nosso planeta. A maior parte das substâncias conhecidas, por outro lado, não é de uso rotineiro e elas causam estranhamento quando são apresentadas relacionadas a fatos do cotidiano. Recentemente veio à tona o envenenamento de pessoas que beberam cerveja e se constatou ser provavelmente resultado da ingestão de dietilenoglicol. A nomenclatura químic...

Vertigo

Muito contente com a indicação de "Democracia em Vertigem" para o Oscar de melhor documentário. O filme não é ficção, nem um possível prêmio para o PT ou para Eduardo Cunha, como opinaram articulistas e governistas ao longo da semana em redes sociais e na mídia impressa. É, sim, um alívio para o Brasil poder mostrar ao mundo e aos próprios brasileiros parte de sua história recente. Um documentário se propõe a fazer um recorte, baseando-se em documentos, imagens e depoimentos. O interesse para a obra lançada na metade do ano passado aumentou com a indicação, como também o discurso de ódio dos contrários às verdades ali contidas. Será muito difícil que ganhe o Oscar em função do peso e propaganda dos demais concorrentes - o documentário "American Factory", por exemplo, está sendo patrocinado por Michelle e Barack Obama -,  mas somente a indicação já é grande mérito. Aqui nos acostumamos a valorizar apenas o campeão, mas estar entre os finalistas coloca Petra Costa omb...

Impressões

A devastação ambiental é impressionante e global; os holofotes de agora são voltados para os incêndios na Austrália. O período lá é de secas e os fogos são esperados. Mas o aquecimento global está potencializando seus efeitos. Há os que criticam que os ambientalistas que denunciaram os incêndios criminosos na Amazônia se calam agora. Não é verdade. O fato desses ignorantes supostos críticos lerem apenas as notícias que lhes interessam limitam muitos suas fontes de informação. Redes antissociais fazendo seu trabalho de manter as pessoas em suas bolhas e aumentar as trevas sobre o conhecimento! O fato de o Brasil ter sido criticado pelas ações desastrosas desse último ano, em contraponto ao protagonismo que havia alcançado nas práticas um pouco mais sustentáveis de convívio da agropecuária com a floresta, levou os cegos defensores governamentais a cenas grotescas de repúdio a ambientalistas e a tecer comentários ridicularizados mundo afora. Mas, não desanimemos e sigamos em nossas ações ...

Respostas

O blog existe como espaço próprio de manifestação de opinião, sem a censura que possa haver em outros meios de comunicação, nos quais a publicação ou não é dependente de políticas próprias, concessões e pertinência econômica daqueles veículos. Assim, agradeço aos que leem e comentam aqui. A última postagem de 2019 sobre as festividades natalinas resultou em dois comentários interessantes e enriquecedores, de pessoas que respeito muito, divergentes na essência do que escrevi, levando-me à decisão de lhes oferecer uma resposta. Resposta esta que não tem a intenção de ser definitiva, mas de continuar a discussão. José Alfredo Evangelista fez confirmar meus pressupostos de que o adepto do cristianismo não admite que sua religião é fruto de uma evolução baseada em outras (especialmente o judaísmo), avocando que o único que possa ser portador da verdade seja Jesus Cristo, quando ele próprio, segundo está na Bíblia em todas as centenas de versões existentes, não respondeu a Pôncio Pilatos o...

Tempo de críticas e esperança

A época de fim de ano congrega avaliações, frustrações, festas e esperanças. Faço e tenho um pouco disso tudo em um período de que não gosto, como reiteradas vezes afirmei. O Natal em família evitou a discussão política adversa, até por conta da ausência de teocratas da ignorância na ceia e na troca de presentes, mas permitiu alguma reflexão sobre como deixamos a situação chegar ao ponto que chegou. Carregamos culpas e responsabilidades, não nos eximamos, ainda que não entendamos como a destruição tenha se propagado tão profunda e rapidamente. Surpreende que clamem por uma festividade voltada à religião e não ao consumo, mas se limitam às crenças mais atuais, dos últimos dois milênios, ignorando a origem da festa em homenagem ao solstício e às fogueiras que antecipam o período de frio e trevas do hemisfério norte. O cristianismo é fruto da evolução e adaptação de outras crenças e crendices, mas o praticante raramente o admite. Pelo contrário, está levando sua fé ao extremo de provoca...

Antes do fim

A finalidade de um blog são as ideias e a discussão. Um terreno quase sem censura, portanto. Diferente dos veículos tradicionais, como jornais e revistas, que ainda existem e resistem, com falhas, muitas falhas. Lá não há mais redatores que leem cartas e artigos de opinião para eventuais correções antes de publicar. Por isso que meus textos são placidamente publicados, ainda que discordantes da linha política da maioria desses veículos. Nos tempos do Guaypacaré, jornal semanal de Lorena, eu postava em meu blog um resumo crítico do que ali era noticiado. Um leitor disse que não mais assinaria o jornal, contentando-se com minhas postagens. Foi irônico, é claro, mas anteviu o problema atual: as fontes de informação deveriam ser múltiplas e a comparação analítica da leitura é o que faz - ou devia fazer - nós tomarmos posições. Não há opinião isenta, nem notícia sem alguma tendência. A própria escolha do que é noticiado contém uma posição. Jornalões da capital paulista não publicam meus art...

Livros

Livros em profusão, alguns bons, outros, melhores. Exagera-se nas vírgulas na frase anterior para economizar nos verbos. Gramática é uma troca, portanto. Uma frutífera troca adquirida por meio da leitura, iniciada em algum momento com folhas soltas, seguida por algo mais robusto e na forma de um conjunto - o livro. A auto-biografia de Fernanda Montenegro foi um respiro no meio de angústias culturais pelas quais o país passa. Muito significativo que a musa do teatro tenha sido ofendida pelo irresponsável pela área supostamente cultural do governo fede mal, ou federal, como queiram. O livro contém um século de histórias que, por mais duras e profundas que tenham sido, são contadas com uma leveza ímpar, levando a acabar a leitura em menos de um dia. A revista quatrocincoum já havia colocado Fernanda na capa da edição de outubro, fazendo relações da atriz e sua obra com o mês das bruxas. Material fotográfico e artístico foi usado sem parcimônia para isso. Fiz lá minha contestação para que ...

Punição terapêutica

Uma multa de trânsito, uma confissão. Na intenção de colaborar com a melhor informação para os demais usuários, tive o que se chama de acesso de fúria. Sim, reconheço o destempero, passado alguns meses e comprovada a punição monetária. A avenida em Nova Odessa estava interditada para a construção de uma lombada e o desvio indicava virar à direita e, no quarteirão seguinte, a placa confusa colocada na paralela à avenida mostrava que se devia seguir por ela, quando o pretendido era continuar na perpendicular. Depois de seguir pelo caminho errado e tendo de voltar ao ponto de partida, desci do carro e coloquei as placas onde deveriam estar. O agente de trânsito jamais reconheceria ter colocado essas placas indicadoras de desvio em local que gerou confusão, mesmo com vários outros veículos recebendo a mesma mensagem que eu recebi. Ele se limitou a punir-me com duas multas simultâneas o que, per se, seria motivo de nulidade, mas a justiça brasileira não é feita por lógica ou leis, mas por j...

Oníricas realidades

Costumo anotar os sonhos de que me lembro logo que acordo. Alguns são totalmente fantasiosos, sem explicação e de difícil lembrança das imagens e fatos lá relatados. Situações confusas e cíclicas, envolvendo alguém a fazer ou solicitar uma tarefa, com faces e trejeitos bem definidos durante a exibição na mente. Mas outros possuem relações com as impressões do consciente deixadas no subconsciente. Freudianamente até procuro analisá-los e compará-los com preocupações quanto a relatórios, projetos e avaliações para terminar no final do ano ou às posições inadequadas de dormir no sofá tentando assistir a algum seriado. Quando muito, tais lembranças fragmentadas viram assunto de diversão da mesa do café. Alguns desses enredos, no entanto, se transformaram em contos e versos para poemas, avocando o direito de usar as imagens como parte de minha criatividade. Até agora não apareceu ninguém para dizer que estou plagiando os domínios de Morfeu. Um governo que sonha com a volta de períodos som...

Consciência

Um dos grandes desafios da ciência é a explicação bioquímica da consciência. Abusando do trocadilho, está a consciência sem ciência. Ainda. Essa condição que consideramos fundamental para definir o que somos é também a fonte da angústia e do medo de viver. Na minha opinião, é essa falta de explicação da consciência que nos leva a explicações mais simples - como as místicas e míticas - errôneas, equivocadas e fonte,  per se , de outras angústias e decepções. O postulado da Navalha de Occam, segundo o qual a explicação mais simples, ou a que se baseia em menor número de pressupostos, é a mais próxima da verdadeira, esconde em si, de início, o falso pressuposto de que simplicidade se define igualmente para todos. Assim, para alguns, um dogma religioso será mais simples ou com menos pressupostos do que um lei científica. Para mim, com certeza não é esse o caminho. #IniCiencias O dia foi de feriado da Consciência Negra, um pequeno momento de reflexão sobre todas as mazelas que a escra...

Estratosféricos

Segunda-feira Mercúrio passou em frente ao Sol. Chamado de trânsito do planeta ou alinhamento com a Terra, o fenômeno é um tipo de eclipse, mas não de proporções a fazer sombra ou ocultar um dos astros devido à diferença descomunal de tamanho visual entre Mercúrio e o Sol. É de se considerar tal diferença visual, pois lembremos que Lua e Sol possuem quase a mesma dimensão no céu, um quase ocultando totalmente o outro nos eclipses, mas o diâmetro da estrela é 400 vezes o do nosso satélite. Não vou escrever "400 vezes maior", pois isso denotaria 401 vezes, como já discorrido e discutido ad nauseam alhures. Mas somente com filtros apropriados dá para registrar o minúsculo eclipse para não ferir as sensíveis retinas oculares. Vi nas imagens divulgadas o pontinho preto passando à frente do brilhante Sol. O biólogo da Gazeta de Piracicaba publica um artigo na terça-feira, 12 de novembro, dúbio, defendendo a ciência - que pouco tem feito nos textos anteriores -, mas citando uma ...

Auto-policiamento do indivíduo público

Em um estado democrático de direito, algumas prerrogativas antes concedidas a todos os indivíduos passam a ser exclusivas dos agentes públicos. Uma deles é o poder de polícia. Costumamos não concordar com tal situação, avocando o direito de nos defendermos fisicamente de uma agressão da mesma natureza. Retribuímos xingamentos, damos tapas e chutes e partimos para atos brutais, impedindo a ação do cérebro evoluído sobre o complexo reptiliano. No âmbito coletivo, um dos termômetros é a política de desarmamento, que é menosprezada quando o governante é adepto da hostilidade como primeira opção ao enfrentamento da divergência, não a diplomacia. Cremos que sabemos - e devemos - atacar para nos defendermos. Por outro lado, a polícia deveria estar fundamentalmente ao lado de todos os cidadãos, não apenas daqueles de "bens", mas, especialmente, defendendo os mais vulneráveis. Ledo engano, inocência pueril. A imiscuidade entre grupos de tensão leva a uma promiscuidade indevida que pod...

Expressões numéricas e mentais

O mês de profícuo noticiário sobre o derramamento de óleo nas praias do Nordeste brasileiro resultou em uma manifestação escrita abordando a definição e naturezas de óleos de forma geral. A publicação de tal coluna saiu hoje no Jornal Cidade de Rio Claro e pode ser lida na página do Facebook ( https://www.facebook.com/adilson.goncalves.9847 ). Não é interesse reproduzi-la aqui, mas, no texto sobre óleo limpo e sujo, faltou alguma palavra sobre a pintura a óleo, para amenizar o clima de tragédia ambiental e trazer a questão para mais perto das boas expressões da mente humana. O uso de um óleo, como o de linhaça, de secagem mais lenta, foi o suporte de uma arte longeva de fixação de pigmentos sobre telas para mostrar a natureza que atravessa o olhar do pintor. Ou que chega a seu cérebro modificada pela sociedade e pela época em que vive. Sim, arte é expressão, impressão e também repressão e depressão. Arte são, portanto. A literatura é outra das artes onipresentes, ainda que caminho le...

Trânsito cultural

O fim de semana passado beirou a exaustão cultural, se é que isso seja possível. Mescla de canto à capella em homenagem aos educadores, conversa sobre contação de estórias e a história dos entalhadores sacros pelo vale do Paraíba, a fundação de Lorena, inéditos de Lima Barreto, obra escultural de Felícia Leirner. Houve um diálogo mudo e não revelado entre a apresentação da Acadêmica Juraci de Faria Condé em Lorena e o trio de especialistas e também Acadêmicos do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas, que na sexta-feira anterior discorreram sobre a arte cemiterial, conforme divulgado neste espaço ( https://adilson3paragrafos.blogspot.com/2019/10/suavidade-nas-obras-das-academias.html ). A reprodução da obra europeia em espaços brasileiros é objeto desses estudos, cujo valor é tão rico e abstrato que não se sabe a melhor forma de preservá-la, se a céu aberto, com o risco de destruição e roubo, ou se enclausurada em museus, com acesso restrito a um público que cada vez...

Suavidade nas obras das Academias

A Academia Campineira de Letras e Artes - ACLA - fará uma tarde especial para recepção e posse de dois novos Acadêmicos, eleitos ao longo do último mês. Márcio Rodrigues assumirá a cadeira 33, cuja patronesse é Tarsila do Amaral, e Roberto Rossant ocupará a cadeira 40, que tem por patrono Aldo Cardarelli. A cerimônia acontecerá no sábado, 19/10, a partir das 16h. Nosso Presidente Sérgio Caponi estará voltando de viagem ao Rio de Janeiro onde foi convidado a prestigiar a posse de Ignácio de Loyola Brandão na Academia Brasileira de Letras. A reunião da ACLA será também concomitante com a reunião da Academia de Letras de Lorena, à qual estarei presente para falar um pouco sobre os inéditos de Lima Barreto, tema recorrente de minhas inserções literárias e que estão um pouco estagnadas face a outras atividades inerentes da necessária sobrevivência material. Trânsito entre crônica e conto, opinião e ficção, é prazeroso quando há o que se escrever. Acadêmicos se distribuem por essas alas e ...