Postagens

Oníricas realidades

Costumo anotar os sonhos de que me lembro logo que acordo. Alguns são totalmente fantasiosos, sem explicação e de difícil lembrança das imagens e fatos lá relatados. Situações confusas e cíclicas, envolvendo alguém a fazer ou solicitar uma tarefa, com faces e trejeitos bem definidos durante a exibição na mente. Mas outros possuem relações com as impressões do consciente deixadas no subconsciente. Freudianamente até procuro analisá-los e compará-los com preocupações quanto a relatórios, projetos e avaliações para terminar no final do ano ou às posições inadequadas de dormir no sofá tentando assistir a algum seriado. Quando muito, tais lembranças fragmentadas viram assunto de diversão da mesa do café. Alguns desses enredos, no entanto, se transformaram em contos e versos para poemas, avocando o direito de usar as imagens como parte de minha criatividade. Até agora não apareceu ninguém para dizer que estou plagiando os domínios de Morfeu. Um governo que sonha com a volta de períodos som...

Consciência

Um dos grandes desafios da ciência é a explicação bioquímica da consciência. Abusando do trocadilho, está a consciência sem ciência. Ainda. Essa condição que consideramos fundamental para definir o que somos é também a fonte da angústia e do medo de viver. Na minha opinião, é essa falta de explicação da consciência que nos leva a explicações mais simples - como as místicas e míticas - errôneas, equivocadas e fonte,  per se , de outras angústias e decepções. O postulado da Navalha de Occam, segundo o qual a explicação mais simples, ou a que se baseia em menor número de pressupostos, é a mais próxima da verdadeira, esconde em si, de início, o falso pressuposto de que simplicidade se define igualmente para todos. Assim, para alguns, um dogma religioso será mais simples ou com menos pressupostos do que um lei científica. Para mim, com certeza não é esse o caminho. #IniCiencias O dia foi de feriado da Consciência Negra, um pequeno momento de reflexão sobre todas as mazelas que a escra...

Estratosféricos

Segunda-feira Mercúrio passou em frente ao Sol. Chamado de trânsito do planeta ou alinhamento com a Terra, o fenômeno é um tipo de eclipse, mas não de proporções a fazer sombra ou ocultar um dos astros devido à diferença descomunal de tamanho visual entre Mercúrio e o Sol. É de se considerar tal diferença visual, pois lembremos que Lua e Sol possuem quase a mesma dimensão no céu, um quase ocultando totalmente o outro nos eclipses, mas o diâmetro da estrela é 400 vezes o do nosso satélite. Não vou escrever "400 vezes maior", pois isso denotaria 401 vezes, como já discorrido e discutido ad nauseam alhures. Mas somente com filtros apropriados dá para registrar o minúsculo eclipse para não ferir as sensíveis retinas oculares. Vi nas imagens divulgadas o pontinho preto passando à frente do brilhante Sol. O biólogo da Gazeta de Piracicaba publica um artigo na terça-feira, 12 de novembro, dúbio, defendendo a ciência - que pouco tem feito nos textos anteriores -, mas citando uma ...

Auto-policiamento do indivíduo público

Em um estado democrático de direito, algumas prerrogativas antes concedidas a todos os indivíduos passam a ser exclusivas dos agentes públicos. Uma deles é o poder de polícia. Costumamos não concordar com tal situação, avocando o direito de nos defendermos fisicamente de uma agressão da mesma natureza. Retribuímos xingamentos, damos tapas e chutes e partimos para atos brutais, impedindo a ação do cérebro evoluído sobre o complexo reptiliano. No âmbito coletivo, um dos termômetros é a política de desarmamento, que é menosprezada quando o governante é adepto da hostilidade como primeira opção ao enfrentamento da divergência, não a diplomacia. Cremos que sabemos - e devemos - atacar para nos defendermos. Por outro lado, a polícia deveria estar fundamentalmente ao lado de todos os cidadãos, não apenas daqueles de "bens", mas, especialmente, defendendo os mais vulneráveis. Ledo engano, inocência pueril. A imiscuidade entre grupos de tensão leva a uma promiscuidade indevida que pod...

Expressões numéricas e mentais

O mês de profícuo noticiário sobre o derramamento de óleo nas praias do Nordeste brasileiro resultou em uma manifestação escrita abordando a definição e naturezas de óleos de forma geral. A publicação de tal coluna saiu hoje no Jornal Cidade de Rio Claro e pode ser lida na página do Facebook ( https://www.facebook.com/adilson.goncalves.9847 ). Não é interesse reproduzi-la aqui, mas, no texto sobre óleo limpo e sujo, faltou alguma palavra sobre a pintura a óleo, para amenizar o clima de tragédia ambiental e trazer a questão para mais perto das boas expressões da mente humana. O uso de um óleo, como o de linhaça, de secagem mais lenta, foi o suporte de uma arte longeva de fixação de pigmentos sobre telas para mostrar a natureza que atravessa o olhar do pintor. Ou que chega a seu cérebro modificada pela sociedade e pela época em que vive. Sim, arte é expressão, impressão e também repressão e depressão. Arte são, portanto. A literatura é outra das artes onipresentes, ainda que caminho le...

Trânsito cultural

O fim de semana passado beirou a exaustão cultural, se é que isso seja possível. Mescla de canto à capella em homenagem aos educadores, conversa sobre contação de estórias e a história dos entalhadores sacros pelo vale do Paraíba, a fundação de Lorena, inéditos de Lima Barreto, obra escultural de Felícia Leirner. Houve um diálogo mudo e não revelado entre a apresentação da Acadêmica Juraci de Faria Condé em Lorena e o trio de especialistas e também Acadêmicos do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas, que na sexta-feira anterior discorreram sobre a arte cemiterial, conforme divulgado neste espaço ( https://adilson3paragrafos.blogspot.com/2019/10/suavidade-nas-obras-das-academias.html ). A reprodução da obra europeia em espaços brasileiros é objeto desses estudos, cujo valor é tão rico e abstrato que não se sabe a melhor forma de preservá-la, se a céu aberto, com o risco de destruição e roubo, ou se enclausurada em museus, com acesso restrito a um público que cada vez...

Suavidade nas obras das Academias

A Academia Campineira de Letras e Artes - ACLA - fará uma tarde especial para recepção e posse de dois novos Acadêmicos, eleitos ao longo do último mês. Márcio Rodrigues assumirá a cadeira 33, cuja patronesse é Tarsila do Amaral, e Roberto Rossant ocupará a cadeira 40, que tem por patrono Aldo Cardarelli. A cerimônia acontecerá no sábado, 19/10, a partir das 16h. Nosso Presidente Sérgio Caponi estará voltando de viagem ao Rio de Janeiro onde foi convidado a prestigiar a posse de Ignácio de Loyola Brandão na Academia Brasileira de Letras. A reunião da ACLA será também concomitante com a reunião da Academia de Letras de Lorena, à qual estarei presente para falar um pouco sobre os inéditos de Lima Barreto, tema recorrente de minhas inserções literárias e que estão um pouco estagnadas face a outras atividades inerentes da necessária sobrevivência material. Trânsito entre crônica e conto, opinião e ficção, é prazeroso quando há o que se escrever. Acadêmicos se distribuem por essas alas e ...

Energia jovem

A semana é de divulgação dos laureados com o Prêmio Nobel e hoje foram anunciados os vencedores em Química. O desenvolvimento de baterias de íons de lítio foi premiado, concedendo a honraria a três pesquisadores, John B. Goodenough, Stanley Whittingham e Akira Yoshino. O assunto é importante no âmbito da energia e interessante registrar que Whittingham passou a estudar o assunto em função da crise do petróleo dos anos 1970, mesmo motivo que nos levou a desenvolver o álcool combustível em escala nacional. Não ganhamos nenhum Nobel por isso, mas, sim, a projeção internacional pela fonte de energia limpa, copiada em vários países, e respeitada até há pouco tempo. A medicina premiou estudo da tolerância das células ao oxigênio e a física, os estudos de cosmogênese e exoplanetas. #IniCiencias Os jovens possuem grande e franca energia para queimar seus hormônios mas também para mudar o mundo. Assim fomos, assim são e assim serão os novos jovens que chegarão. A parte infantil da juventude é...

Superando barreiras linguísticas

Há tempos somos chamados a internacionalizar nossas atividades de pesquisa. Reflito se tal procedimento começa por aprender outra língua ou seria pelo aprendizado de outra cultura? Deve ser uma mescla das situações como sói acontecer em questões complexas. Nunca fiz curso de inglês, mas tento me virar com o pouco vocabulário e pequena versatilidade na fala da língua de Shakespeare. Ler é mais fácil, escrever textos técnico-científicos ainda não tão difícil, mas a fluência no idioma me falta. Na língua alemã sou versado por ter estudado na terra de Goethe e obtido proficiência. Porém, daquele remoto passado de um quarto de século atrás faltam, hoje, as oportunidades para treiná-la. E a língua da ciência moderna - enquanto existir ciência - é o inglês. Tais barreiras não me impedem de ministrar curso internacional na pós-graduação e a comunicação é algo além da língua e das mãos, como bom meio-descendente de italianos. Desta vez, a aluna polonesa Martyna que veio para um estágio de dois ...

Educação é alimento contra a ignorância

O dia foi emblemático, com atos políticos nas instâncias de decisão no país e também na maior instituição internacional que demonstraram o nível de ignorância, falsidade e despotismo a que chegamos. Mas a noite de terça-feira foi mais esclarecedora, a iniciar pelo título do colóquio promovido pelo Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas (IHGGC). "Luzes do Saber: Escolas em Campinas, séculos XIX e XX" foi o tema das profundas palavras de Arilda Ribeiro, Maria Eugênia Castanho e Sérgio Castanho, professores da Unicamp, com detalhados estudos e reflexões na história da educação. A mediação foi feita pelo presidente do IHGGC, Fernando Abrahão. As escolas são, por quase óbvio, lugares de saberes. Das agradáveis apresentações e rica discussão, destaco dois pontos importantes: as principais escolas campineiras se originaram como instituições privadas, mantidas com o dinheiro dos barões e, depois do advento da República, foram convertidas em escolas públicas, por de...

Leituras incorporadas

Em entrevista recente sobre pretensões de ocupar uma distinção cultural, fui perguntado sobre minha formação literária. Após uma insignificante e imperceptível pausa, pareceu-me que Machado de Assis, Monteiro Lobato e José Saramago já estavam presentes em mim desde sempre. É necessário refletir que tal incorporação se deu em algum momento, fruto do tempo dedicado à leitura de suas obras. Da mesma forma que todos os livros da coleção Vaga-Lume e os de ficção científica de Asimov, Arthur C. Clarke e a série do personagem Perry Rhodan. Ler e assistir a obras de mistério sempre remetem ao Sherlock Holmes de Conan Doyle e aos detetives de Agatha Christie. Na entrevista não revelei todos esses nomes, que me fugiram, como se quisessem me convencer de que nasci com eles. Refletindo um pouco mais, o quase meio século de letramento revela memórias doces e ímpares. Clarice Lispector para mim foi sempre mais cronista do que romancista na surpresa da composição das palavras. Li-a de todas as form...

Justiça e democracia

A revista eletrônica de divulgação científica ComCiência publicou um dossiê sobre Democracias e contribuí, junto com a estudante de jornalismo científico Laura Segovia Tercic, com uma reportagem sobre o papel do STF nessa questão, consultando especialistas da área jurídica ( http://comciencia.br/democracia-constitucional-e-sua-defesa-pelo-supremo-tribunal-federal/ ). Foi uma primeira experiência de texto construído à distância, sobre um tema pelo qual tenho interesse, pois envolve a distinção entre ficção e realidade. Ou seja, o quanto de julgamento e estabelecimento do direito é feito sob os auspícios do que realmente acontece e do que realmente somos. Já escrevi sobre o termo 'ilibado' que aparece como característica para a nomeação de juízes para a Suprema Corte. Houve quem propusesse uma legislação específica, baseada em antecedentes criminais, para definir o postulante, mas o projeto não prosperou e figura apenas nos arquivos no Congresso Nacional. Justiça e democracia p...

Mês de Carlos Gomes

No ambiente reformado da Academia Campinense de Letras, tivemos o privilégio de ouvir seu Presidente Jorge Alves de Lima, que, de forma muito enfática, emotiva e profunda, discorreu sobre o ser humano, o homem que constituiu Antônio Carlos Gomes. Compartilhou conosco algumas das angústias, opiniões e controvérsias do Maestro. A brilhante palestra foi ilustrada com músicas de Carlos Gomes em coral, canto lírico e ao piano. Um mês dedicado ao grande - e, por vezes, olvidado - compositor campineiro. A programação extensa segue e hoje, 5 de setembro, haverá um concerto no Centro de Ciências Letras e Artes às 20h. Cheguemos antes para apreciar também a exposição artística e lançamento de livro. Cobro-me em fazer alguns apontamentos sobre a presença de Carlos Gomes em jornais da quase onipresente hemeroteca da Biblioteca Nacional e deparo com imprecisões de datas sobre sua morte e nascimento. Uma delas registrou o nascimento no ano de 1839, ao invés do correto 1836. A explicação pode ter s...

Sistemas

Ele se assina como biólogo e escreve regularmente para a Gazeta de Piracicaba. Afirmou que o aquecimento global causado pela atividade humana não existe. Misturou argumentos de constituição de ecossistemas com a necessidade das plantas de absorver o gás carbônico para viver. Sim, o ciclo do carbono é bem estabelecido e a queima de combustíveis fósseis - que já não mais estavam no ciclo - é que causa o desbalanço. O pior é que trabalhou na USP. A proximidade com o conhecimento de fronteira não foi suficiente para seu enriquecimento científico e cultural. Escreve mal com uma ortografia e sintaxe que exigem um pouco mais de paciência para se fazer entender. Mas possui seu espaço e deve haver os que o leem e o levem a sério. Antes tais despautérios eram sumariamente refutados por comentários de leitores - e eu sou um deles assíduos; hoje, no referido jornal, nem espaço para cartas existe mais. Os cuidados com uma boa revisão do material publicado são assunto de um passado do jornalismo que...

Amor pela ciência

O canhão foi combatido pela flor. E o amor venceu. Mas o amor, como a flor, não subsiste sem o cuidado diuturno. Cuidemos da flor e da ciência como cultivamos o amor: de forma constante e em estado de alerta. Defendendo-os, sobreviveremos. Os períodos sombrios que de forma real se abateram sobre nós podem parecer espessos, porém, não são eternos. A névoa negra registrada nesta semana em São Paulo no meio do dia é apenas a materialização da ignorância que impera no comando do país. As queimadas de florestas e outros matos levou resíduos e partículas a se misturarem com o ar já espesso da capital e, mesmo assim, insistem em dizer que é ilusão, que os fatos não podem se contrapor às crenças. O Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq - foi vilipendiado e está sendo defendido pela comunidade científica brasileira e internacional. Por trás do corte e contingenciamento de bolsas está uma operação de destruição em massa. Vemos e pouco agimos. Sim, escrevi um arti...

Gosto

Amanhã, 15 de agosto, completam-se os 110 anos da morte de Euclydes da Cunha. Objeto de minha palestra já detalhada aqui na semana passada, Euclydes é o patrono de nossa Academia de Letras de Lorena, que faz seu décimo aniversário. A festa será no sábado, muito bem preparada pela nossa presidente Neide Aparecida Arruda de Oliveira. Haverá posse de novos membros e um programa cultural para comemorar este e outros aniversários. Houve também perdas ao longo dos últimos meses, a mais recente foi a da Acadêmica Maria Luiza Reis Pereira Baptista, ocupante da cadeira cujo patrono é Péricles Eugênio da Silva Ramos, poeta maior de Lorena, que estaria completando 100 anos. Já fiz menção a essas efemérides e comento que há muito mais acontecimentos do que dias no ano e, por isso, coincidências são frequentes. E agosto segue cheio delas. Outro centenário deste ano é o de Primo Levi, comentado tempos atrás, mas com algum resguardo, pois havia frases sobre seu trabalho enviadas para a revista CULT...

Sermos, antes de tudo, fortes

Falei sobre Euclydes da Cunha na Academia Campinense de Letras, na segunda, dia 5 de agosto, mas o objetivo primeiro era discorrer sobre as buscas em arquivos para o estabelecimento de seu texto literário. Em noite agradável, com grande afluxo de estudantes da educação de jovens e adultos, faltou uma melhor explanação do que é a obra principal do escritor: Os Sertões. O tempo não era suficiente para uma aula sobre o livro vingador e, portanto, algo ficou falho. Mas espero que os professores lá presentes usem a situação para contemporizar a relevância da obra, seu contexto e por que hoje, mais do que nunca, é tão importante sua discussão e seu entendimento. Procurei, na apresentação, mostrar o inusitado, nas entrelinhas e nas digressões, sobre palavras faltantes e outras equivocadas daquilo que restou publicado da obra de Euclydes. O público alvo eram os Acadêmicos daquela nobre casa do saber e da cultura. Que fiquem aqui e nas redes sociais os comentários para avaliar o quanto falhei. ...

Químico leve, Primo Levi

Descubro um projeto de extensão universitária da UNESP, contendo uma exposição museográfica batizada de quimiscritor para se referir a Primo Levi. Adoto de imediato o neologismo, mesmo com a ressalva da escritora Ruth Guimarães (madrinha da Academia de Letras de Lorena), que se referia a mim como um poeta que usava a química para ganhar a vida. A essência é a poesia dirão os que se enaltecem e vivem a nobre arte. Se combinada com a mais bela das ciências, o deleite é supremo! O nascimento de Primo Levi - químico e escritor - é mais um dos centenários que se comemoram neste ano, insano ano de 2019. A matéria no site da UNESP fala sobre a obra dele, além de convites à leitura:  https://www2.unesp.br/portal#!/noticia/34866/convite-a-leitura-primo-levi  . Essa combinação de engenho e arte, após Camões, tem servido de nome a projetos e colunas em jornais. E me deparo com exemplos magníficos a todo instante, de Euclydes da Cunha a Anita Leocádia Prestes, de Primo Levi a Franz Kafk...

A carta e seu destino

Como missivista contumaz, meus destinatários principais são os jornais e revistas. Considero, para tanto, a carta moderna eletrônica, conhecida como e-mail, pois o objeto de papel manuscrito ou datilografado já não existe ou mais. Ou existe muito pouco, lembra-me aqui a seção de cartas de alguns jornais do interior paulista que solicita aos leitores não mais se utilizarem de tais instrumentos em sua correspondência. Mas também as cartas do passado subsistem e as que ainda nos chegam carregam surpresas. A revista de divulgação científica UnespCiência publicou uma matéria que elaborei sobre cartas de Euclydes da Cunha ( http://unespciencia.com.br/2019/05/01/literatura-107-1/ ). O texto é do ano passado e foi apresentado no curso de Especialização em Jornalismo Científico da Unicamp ( http://www.labjor.unicamp.br/ ), daí conter alguma desatualização. A edição da revista contém outras matérias sobre o autor de Os Sertões, uma vez que Euclydes da Cunha foi o homenageado na Flip deste ano e ...

Lunáticos

Não!  - Uma pequena palavra para uma pessoa, uma frase completa e profunda para a sociedade. Sim, estou parodiando Neil Armstrong ao colocar sua pegada na Lua. A negativa é de protesto pela forma ininterrupta e insana pela qual ciência, educação, tecnologia e meio-ambiente estão sendo atacados e destruídos em nosso país. O plano de privatização do ensino superior está em pleno curso, travestido de "investimentos", ignorando todo o desenvolvimento científico e tecnológico realizado até aqui, que é quase exclusivo das instituições públicas, ao contrário do que os ignorantes governamentais continuam propugnando. Que eu saiba, falsidade ideológica continua sendo crime grave e suficiente para cassação de mandatos. Por outro lado, está sendo uma semana de efemérides e os 50 anos do lançamento da missão Apolo 11 foram coroados com um eclipse lunar na terça-feira, 16/7, que pude ver, mas para o qual meu equipamento ótico de registro é muito rudimentar. Aliviou a cirurgia dentária p...