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Sistemas

Ele se assina como biólogo e escreve regularmente para a Gazeta de Piracicaba. Afirmou que o aquecimento global causado pela atividade humana não existe. Misturou argumentos de constituição de ecossistemas com a necessidade das plantas de absorver o gás carbônico para viver. Sim, o ciclo do carbono é bem estabelecido e a queima de combustíveis fósseis - que já não mais estavam no ciclo - é que causa o desbalanço. O pior é que trabalhou na USP. A proximidade com o conhecimento de fronteira não foi suficiente para seu enriquecimento científico e cultural. Escreve mal com uma ortografia e sintaxe que exigem um pouco mais de paciência para se fazer entender. Mas possui seu espaço e deve haver os que o leem e o levem a sério. Antes tais despautérios eram sumariamente refutados por comentários de leitores - e eu sou um deles assíduos; hoje, no referido jornal, nem espaço para cartas existe mais. Os cuidados com uma boa revisão do material publicado são assunto de um passado do jornalismo que...

Amor pela ciência

O canhão foi combatido pela flor. E o amor venceu. Mas o amor, como a flor, não subsiste sem o cuidado diuturno. Cuidemos da flor e da ciência como cultivamos o amor: de forma constante e em estado de alerta. Defendendo-os, sobreviveremos. Os períodos sombrios que de forma real se abateram sobre nós podem parecer espessos, porém, não são eternos. A névoa negra registrada nesta semana em São Paulo no meio do dia é apenas a materialização da ignorância que impera no comando do país. As queimadas de florestas e outros matos levou resíduos e partículas a se misturarem com o ar já espesso da capital e, mesmo assim, insistem em dizer que é ilusão, que os fatos não podem se contrapor às crenças. O Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq - foi vilipendiado e está sendo defendido pela comunidade científica brasileira e internacional. Por trás do corte e contingenciamento de bolsas está uma operação de destruição em massa. Vemos e pouco agimos. Sim, escrevi um arti...

Gosto

Amanhã, 15 de agosto, completam-se os 110 anos da morte de Euclydes da Cunha. Objeto de minha palestra já detalhada aqui na semana passada, Euclydes é o patrono de nossa Academia de Letras de Lorena, que faz seu décimo aniversário. A festa será no sábado, muito bem preparada pela nossa presidente Neide Aparecida Arruda de Oliveira. Haverá posse de novos membros e um programa cultural para comemorar este e outros aniversários. Houve também perdas ao longo dos últimos meses, a mais recente foi a da Acadêmica Maria Luiza Reis Pereira Baptista, ocupante da cadeira cujo patrono é Péricles Eugênio da Silva Ramos, poeta maior de Lorena, que estaria completando 100 anos. Já fiz menção a essas efemérides e comento que há muito mais acontecimentos do que dias no ano e, por isso, coincidências são frequentes. E agosto segue cheio delas. Outro centenário deste ano é o de Primo Levi, comentado tempos atrás, mas com algum resguardo, pois havia frases sobre seu trabalho enviadas para a revista CULT...

Sermos, antes de tudo, fortes

Falei sobre Euclydes da Cunha na Academia Campinense de Letras, na segunda, dia 5 de agosto, mas o objetivo primeiro era discorrer sobre as buscas em arquivos para o estabelecimento de seu texto literário. Em noite agradável, com grande afluxo de estudantes da educação de jovens e adultos, faltou uma melhor explanação do que é a obra principal do escritor: Os Sertões. O tempo não era suficiente para uma aula sobre o livro vingador e, portanto, algo ficou falho. Mas espero que os professores lá presentes usem a situação para contemporizar a relevância da obra, seu contexto e por que hoje, mais do que nunca, é tão importante sua discussão e seu entendimento. Procurei, na apresentação, mostrar o inusitado, nas entrelinhas e nas digressões, sobre palavras faltantes e outras equivocadas daquilo que restou publicado da obra de Euclydes. O público alvo eram os Acadêmicos daquela nobre casa do saber e da cultura. Que fiquem aqui e nas redes sociais os comentários para avaliar o quanto falhei. ...

Químico leve, Primo Levi

Descubro um projeto de extensão universitária da UNESP, contendo uma exposição museográfica batizada de quimiscritor para se referir a Primo Levi. Adoto de imediato o neologismo, mesmo com a ressalva da escritora Ruth Guimarães (madrinha da Academia de Letras de Lorena), que se referia a mim como um poeta que usava a química para ganhar a vida. A essência é a poesia dirão os que se enaltecem e vivem a nobre arte. Se combinada com a mais bela das ciências, o deleite é supremo! O nascimento de Primo Levi - químico e escritor - é mais um dos centenários que se comemoram neste ano, insano ano de 2019. A matéria no site da UNESP fala sobre a obra dele, além de convites à leitura:  https://www2.unesp.br/portal#!/noticia/34866/convite-a-leitura-primo-levi  . Essa combinação de engenho e arte, após Camões, tem servido de nome a projetos e colunas em jornais. E me deparo com exemplos magníficos a todo instante, de Euclydes da Cunha a Anita Leocádia Prestes, de Primo Levi a Franz Kafk...

A carta e seu destino

Como missivista contumaz, meus destinatários principais são os jornais e revistas. Considero, para tanto, a carta moderna eletrônica, conhecida como e-mail, pois o objeto de papel manuscrito ou datilografado já não existe ou mais. Ou existe muito pouco, lembra-me aqui a seção de cartas de alguns jornais do interior paulista que solicita aos leitores não mais se utilizarem de tais instrumentos em sua correspondência. Mas também as cartas do passado subsistem e as que ainda nos chegam carregam surpresas. A revista de divulgação científica UnespCiência publicou uma matéria que elaborei sobre cartas de Euclydes da Cunha ( http://unespciencia.com.br/2019/05/01/literatura-107-1/ ). O texto é do ano passado e foi apresentado no curso de Especialização em Jornalismo Científico da Unicamp ( http://www.labjor.unicamp.br/ ), daí conter alguma desatualização. A edição da revista contém outras matérias sobre o autor de Os Sertões, uma vez que Euclydes da Cunha foi o homenageado na Flip deste ano e ...

Lunáticos

Não!  - Uma pequena palavra para uma pessoa, uma frase completa e profunda para a sociedade. Sim, estou parodiando Neil Armstrong ao colocar sua pegada na Lua. A negativa é de protesto pela forma ininterrupta e insana pela qual ciência, educação, tecnologia e meio-ambiente estão sendo atacados e destruídos em nosso país. O plano de privatização do ensino superior está em pleno curso, travestido de "investimentos", ignorando todo o desenvolvimento científico e tecnológico realizado até aqui, que é quase exclusivo das instituições públicas, ao contrário do que os ignorantes governamentais continuam propugnando. Que eu saiba, falsidade ideológica continua sendo crime grave e suficiente para cassação de mandatos. Por outro lado, está sendo uma semana de efemérides e os 50 anos do lançamento da missão Apolo 11 foram coroados com um eclipse lunar na terça-feira, 16/7, que pude ver, mas para o qual meu equipamento ótico de registro é muito rudimentar. Aliviou a cirurgia dentária p...

Vozes em silêncio

Paulo Henrique Amorim não tinha seus méritos pelo programa televisivo que comandava, do qual foi afastado por pressão do governo federal. O bom trabalho jornalístico e opinativo que fazia estava principalmente nos canais de vídeos e outros locais na internet. Pude assistir a palestra dele ano passado, com forte discussão e questionamento sobre o jornalismo que é praticado no Brasil, e possuo um livro autografado. Bem, a assinatura é apenas um quase círculo, rudimentar diria, mas foi de sua pena - como se isso ainda existisse. O silêncio paira sobre a aridez da forma como as notícias estão sendo propaladas na atualidade, quando até uma mentira mal contada é mais aceita do que um fato documentado, apurado e aprofundado. Aprendi a cantar Chega de Saudade no ônibus fretado que me trazia da escola técnica à noite, quase já virando o dia, isso no primeiro ano de estudos. O bairro dos Amarais em Campinas era muito longe da casa de meus pais e não havia transporte público direto. O nome de ...

De ludo et litterae

Só mesmo as meninas para me fazerem parar para ver um jogo de futebol. E que determinação e técnica em uma partida, levando-me a crer que ainda pode ser um esporte interessante. Basta haver gente que jogue bem em campo, deixando o teatro para outros palcos. Nas quadras e nas arenas, o Brasil segue sua trajetória de destaque no vôlei, com ligas e campeonatos mundiais, com boas equipes masculinas e femininas. Pouco desse prazeroso esporte é noticiado nos jornais, mas é rico no conteúdo estético e plástico, bem como na física do movimento e da força, além do envolvimento da psicologia e da poesia. Boa oportunidade de combinar um bom saque com equilíbrio mental e rimar bloqueio na rede com 'da bola, a sede' e ponto no chão com dedicação. O tênis, jogado agora nas seculares gramas de Wimbledon, já foi assunto de discussão em outra ocasião sobre o movimento rotacional de um bólido. Sim, poemas esportivos que levam a outros lugares. A Semana Guilherme de Almeida está sendo comemorad...

Secas juninas

O tempo é seco por natureza da época e a tudo põem fogo. O ar que deveria ser mais límpido pela ausência de gotículas de água torna-se uma cinzenta ou amarronzada nuvem pairando no horizonte. Questiono se a prática das queimadas onipresentes é somente questão cultural, de purificação. Idosos e crianças são os mais susceptíveis às doenças respiratórias e o que vemos - e acompanhamos - nos pronto-socorros. Ainda que a colheita da cana-de-açúcar já não seja mais feita no estado de São Paulo com a queimada concomitante que se fazia da palhada, os fogos em áreas de pasto e no pouco que resta de bosques e grama são visíveis e sensíveis diuturnamente. Se ainda fosse chover no seco, estas lamúrias serviriam para algo. Mas resta apenas a angústia da espera pela passagem deste tempo, seco tempo. Seca também a vontade, secam os sentimentos. Alguma poesia se manifesta, insuficiente. O fim de semana será de minutos de Euclydes da Cunha para a Academia Campineira de Letras e Artes, após a palestra...

Cultura da transformação escrita

Junho retardou a reunião cultural mensal da Academia Campinense de Letras, e na segunda-feira pudemos nos deliciar com três olhares femininos sobre Monteiro Lobato e sua obra. Eliane Morelli Abrahão discorreu sobre a figura de Maria Pureza da Natividade de Souza e Castro, esposa de Monteiro Lobato (a Purezinha), que o auxiliou na correção e revisão de muitos textos e se dedicava à culinária. Legou-nos um livro de receitas, colhidas alhures sempre com a indicação da fonte quando conhecida, e examinado à amiúde pela Eliane, como sói ser para essa pesquisadora da história da alimentação. Já Cecília Prada focou na figura enérgica do escritor, levado da breca, segundo ela, ou seja, uma figura forte, contundente, que o levou a encarar desafios e enfrentar governos, especialmente no estabelecimento de políticas públicas, como a exploração do petróleo. Por fim, a também acadêmica Regina Márcia Tavares resgatou a importância do lúdico, da literatura infantil que é a marca maior do criador do Sí...

Procedimentos

Os métodos científicos, por mais estabelecidos que sejam, são susceptíveis a reavaliações e contestações. #IniCiencias . Mas busca-se sempre a maior proximidade com a isenção, mesmo sabendo que ela não existe. O jornalista já parte do pressuposto que a boa notícia é a totalmente isenta, quando sabe muito bem que, em sua área de atuação, isso é mais próximo da ficção. A própria decisão sobre o que é notícia e o que se deve e o que não se deve publicar é o primeiro elemento da 'tomada de lado' que o jornalismo possui. O conteúdo da matéria dirá bastante sobre o jornalista, às vezes mais até do que o objeto da notícia. A diplomacia diz que devemos esconder as questões e continuar crendo que jornalistas e cientistas são isentos social e politicamente. Sou cientista e tenho me enveredado pelo jornalismo científico e fico à mercê do julgamento, aproveitando para divulgar a matéria mais recente publicada na revista eletrônica ComCiência ( http://www.comciencia.br/investimento-em-cienc...

Divulgação de ciência e cultura

Aconteceu nesta semana a sexta edição do Encontro de Divulgação de Ciência e Cultura (EDICC), na Unicamp, organizado por alunos de pós-graduação. Assim, o Dia Mundial do Meio Ambiente e, por consequência, meu aniversário foram comemorados com ricas apresentações e profundas discussões. Dois dias para pensar o que é o fazer ciência e cultura e como elas devem ser divulgadas além dos muros universitários e acadêmicos. O tema deste ano foram os afetos políticos em seus múltiplos entendimentos e várias abordagens. Em tempos de ódio declarado e política oficial de extermínio do conhecimento, foi um respiro revigorante deixar o laboratório um pouco de lado e participar das sessões e assistir às palestras. Um resumo sobre o evento não será feito aqui, não é o objetivo. Apenas algumas afetações serão compartilhadas. De imediato, ficaram as palavras e expressões que foram utilizadas e que carregam o sentido dos afetos, que para muitos podem ter sido facilmente aprendidas, mas que, para mim, a...

Cultura no fim de maio

A história de Campinas por meio de cartões postais. Esse foi o tema da palestra do Prof. Luís Eduardo Salvucci Rodrigues, promovida pelo Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas, realizada no CIS Guanabara (Centro Cultural da Unicamp), no último sábado. Uma manhã muito agradável que, além da cultura, nos trouxe um paradoxo físico, pois não percebemos o tempo passar. O professor Luís apresentou a coleção que possui e suas motivações profissionais e pessoais para explorar essa forma de documentação histórica, arquitetônica, urbanística e cultural. Uma foto marcante foi a tirada da atual Praça Carlos Gomes em direção à Catedral da Conceição, mostrando, de um lado, a região de - digamos - serviços sexuais da época, e, do outro, o marco católico principal da cidade. Cometi o impropério de afirmar que o contraste das finalidades de uso é superado pelo público que os frequenta, que é basicamente o mesmo! É de 1893 o primeiro postal brasileiro feito com fotografia e no acervo ...

Culto às forças incultas

A extração de dois dentes com os antibióticos tomados me deixaram um pouco zonzo. Talvez seja uma explicação para ver o mundo tão embaçado nestes dias. Eu não estava no Brasil quando Collor chamou a população às ruas para se manifestar em sua defesa, usando as cores verde e amarela. O povo foi, mas vestido de preto e gritando pela saída do presidente comprovadamente corrupto. Na Alemanha, chamaram de guerra das cores; não sei se escutaram o que se dizia aqui. Hoje a situação é muito semelhante e a previsão é que o chamamento oficial para apoiar a retirada de direitos do trabalhador seja um fiasco. Ou talvez não, evidenciando o lado mais sórdido das "pessoas de bens", defendendo um regime que beira o da exceção. Bem escreveu Ranier Bragon na Folha de S. Paulo: forças incultas estão agindo. Emprestei, sem pedir, o título do colunista para compor o daqui. Um jogo de palavras pode ser traçado, usando o culto que possui cultura, com o culto da adoração, o oculto das forças apreg...

Educação para o Brasil

Esta quarta-feira, dia 15 de maio, foi um dia histórico de mobilizações e manifestações por todo o país em defesa da educação. Participei da passeata em Hortolândia, que congregou o Instituto Federal e a Escola Técnica Estadual daquela cidade, além de outras escolas públicas da região. Vesti-me de preto, com adesivo dizendo sim para livros e não para armas. O movimento foi significativo, o que levou o presidente - a partir de evento nos EUA para o qual há dúvidas se se convidou ou se foi convidado - dizer que os alunos são idiotas, inúteis e imbecis. É o reflexo do que pensa um governante que deveria estar defendendo o futuro dos habitantes de seus país, e não extinguindo suas aspirações. A inépcia é orquestrada, pois não demonstrou articulação política nos dias anteriores, permitindo a convocação do ministro da educação para passar vergonha na Câmara dos Deputados no momento em que ocorriam as manifestações, que levaram de 2 milhões a 3 milhões de pessoas às ruas em mais de 200 cidade...

Luto hoje, luto sempre

De preto, de luto pelos cortes de recursos que o Ministério da Educação está fazendo no orçamento dos Institutos Federais e das Universidades Federais. O governo estadual não fica atrás, ao promover uma CPI das Universidades Paulistas. Mentem presidente, ministro e governador, pois é na Universidade Pública que se produz mais de 90% de toda a tecnologia, ciência e conhecimento do país. Não, não é a indústria nacional que o faz, muito menos a universidade privada. Muito pelo contrário, pois o empresário nacional é bom de conversa para defender o chamado liberalismo econômico, mas, quando a situação aperta, recorre imediatamente ao governo para suporte financeiro para seus empreendimentos. As universidades públicas são, portanto, locais em que não se faz balbúrdia, como o inepto ministro alega. Ministro esse que é economista e não sabe a diferença entre milhões e milhares de reais, quando foi anunciar valores para a realização de provas de avaliação educacional. Os cortes estão sendo cha...

Passagens e ultrapassagens

Além dos necessários protestos no Dia do Trabalhador, precisamos de profundas reflexões para entender o que estamos passando e avaliar se alguma solução se apresenta. Não haverá uma resposta pacífica ou única. Devemos arquitetar um rompimento com o ciclo de destruição de nossa memória, ocultações das informações sobre a sociedade e do extermínio das poucas conquistas sociais havidas até aqui. Nossas cartas de protestos, artigos de opinião e alguma discussão na internet - diga-se redes antissociais - ainda continuam sendo publicadas e compartilhadas, apenas como verniz de tranquilidade democrática. O país está se escondendo e se perdendo e já dissemos que um governo sem projeto é pior do que se tivesse um projeto ruim. Imagino que haja algum ser pensante dentre os minguados 35% da população que ainda aprovam os compadres do poder que se instalaram em Brasília. Poderia pedir que se dignificassem e passassem a defender alguma agenda de ações, mas sei que se expor ao ridículo demandaria um...

O avião voa

É leve o voo do avião. Os princípios de força, velocidade, dinâmica e muito conhecimento científico e tecnológico impulsionam o veículo aéreo para realizar sonhos de Ícaro sem fazer cera que derreta. Charles Lindbergh, Bertolt Brecht, Saint-Exupéry e Agatha Christie se unem em uma única história, que envolve o primeiro piloto a atravessar o Oceano Atlântico voando sozinho sem escalas, o sensacional dramaturgo e poeta alemão, o autor de O Pequeno Príncipe e também aviador e a dama do suspense e dos livros de investigação criminal. A história dessas pessoas ou que elas contam se juntam no livro Assassinato no Expresso do Oriente, título às vezes escrito sem a contração preposicional do (mas não sem dó, abusando de trocadilhos de um blogueiro à toa). Não estarão lá citados, aparecendo apenas o nome da autora. Um convite para conhecer biografias, analisar posições políticas, maravilhar-se com a construção de argumentos ficcionais e sonhar com um mundo que pode, sim, ser baseado no conhecim...

Quando as palavras erram

Os dedos correm rápido pelo teclado com vontade de dizer coisas e mais coisas. Seguro-me para não virar uma verborragia desconexa. Já são poucos os leitores - uma centena, segundo o contador do blog -, mas são de qualidade, o que me motiva a escrita. Perguntam-me se não poderia fazer mais postagens por semana. Seguro-me novamente, pois, mesmo não faltando assunto, o tempo para a elaboração de algo aceitável, legível e responsável é longo. A rapidez cobra seu preço: nesta quarta-feira saiu artigo meu no Jornal Cidade de Rio Claro sobre a fotografia do buraco negro de semana passada e fiz alusão ao centenário do eclipse visto em Sobral, que contribuiu para a comprovação da teoria da relatividade de Einstein, dizendo que houve encontro do cientista alemão com os congêneres brasileiros! Na empolgação, errei. Einstein esteve no Brasil somente seis anos depois, em 1925, e visitou o Rio de Janeiro no meio a uma viagem pela América do Sul. O espaço naquele jornal somente será ocupado daqui dua...