Postagens

Educação e aprendizado, sempre

Um dos motivos para a postagem tardia era a expectativa da óbvia demissão do Ministro da Educação, o que não aconteceu. Parece que a fritura com óleo quente foi adaptada para abafadinho sem sal. Após a redemocratização do país, tivemos projetos educacionais de vários impactos e dimensões. Mas sempre tivemos projetos. Pela primeira vez, não há qualquer projeto para a educação brasileira, a não ser o desmonte do que vinha sendo construído até aqui e a inclusão de pautas de costumes - na maioria de importância exclusivamente pessoal - em assuntos que dizem respeito à formação de crianças e jovens. Houve projetos educacionais ruins, outros que alimentavam apenas a excelência e o utilitarismo do ensino e, uns poucos, que trouxeram inclusão na educação pública. Críticas de parte a parte puderam ser formuladas, projetos foram melhorados, outros substituídos e os mais recentes criaram uma prática de resgate de dívidas sociais históricas, com o devido sucesso. O apagão governamental, no entanto...

Ciclos culturais

Carlos de Moraes Júnior era o presidente do Clube dos Escritores Piracicaba. Faleceu dia 13 de março e fiquei sabendo dias depois pelo comunicado de outros membros do Clube e pela notícia que saiu na Gazeta de Piracicaba, jornal no qual ele mantinha uma coluna. O Clube era o Carlos e o Carlos era o Clube. Uma semana antes ele havia enviado um e-mail solicitando a remessa de novos poemas e crônicas para publicar na revista eletrônica mensal, que deixou de ter a versão impressa há alguns anos. Ia responder quando soube da triste notícia. Comuniquei aos demais membros do Clube - são centenas espalhados por todo o Brasil - sobre a importância de manter as atividades, com a outorga de troféus e a publicação da revista. Há um grupo local que está se organizando para isso, esperando a superação do luto, mas há os que entenderam a proposta como egoísmo ou insensibilidade. Mas manter o Clube funcionando é a melhor forma de homenagearmos o Carlos e seu legado como poeta e defensor da cultura. ...

Mortes em círculos

Um ano completo. Morremos Marielles e Andersons a cada descaso, a cada crime, a cada manifestação oficial a favor da violência. Sim, a lógica governamental é que o Estado não tem responsabilidade pela segurança que deve ser feita pelo indivíduo. Armemo-nos uns aos outros. O belo vira bélico e consolidamos a ignorância da vivência segregada. Prenderam dois suspeitos, mas tudo indica que houve mandante. Talvez mais um ano para identificá-lo. Mas serão eleições novamente e uma nova lógica aparecerá para não contaminar o processo. No meio tempo, dois jovens promovem a execução de estudantes e funcionários de uma escola em Suzano, apenas para que em nossos corpos não diminuam a ansiedade e a angústia da existência. Armas de fogo foram usadas e o senador pelo estado de São Paulo Sérgio Olímpio Gomes, conhecido pela alcunha de Major Olímpio, solta um disparate ao recomendar que professores trabalhem armados! Pergunto se é ausência do raciocínio ou pura monstruosidade para defender seus intere...

Carinho e cuidados com mensagens e palavras

Cuido do que escrevo para não atentar contra as leis, respeitando opiniões diversas e, o mais importante, para deixar claro que o escrito reflete o que penso. Quanto mais estudamos e mais contato temos com o fluxo do conhecimento, mais responsáveis nos tornamos pelo que divulgamos. Já fui professor universitário na renomada USP, aluno na importantíssima UNICAMP e, hoje, sou pesquisador na valorosa UNESP. Atribuo-me uma responsabilidade talvez indevida, mas impossível de ser ignorada. Os exemplos deveriam vir de quem tem projeção ou poder e isso não está acontecendo, segundo tudo o que lemos e assistimos. O baixo nível do que é dito de forma oficial apenas confirma a perda da esperança em um país melhor. Continuo cuidando daquilo que escrevo, não vou me contaminar com o retrocesso pornográfico. E, mesmo assim, a crítica me coloca como incapaz de comunicar. Hoje saiu finalmente o artigo mais completo sobre o caminho que percorri para descobrir crônicas inéditas de Lima Barreto. A ediçã...

Fantasias

Bons acontecimentos culturais não minimizam outras angústias. Amanhã começa o mandato da nova diretoria da Academia de Letras de Lorena, a qual integro como Diretor Cultural, tendo como presidente a professora Neide Arruda de Oliveira. Desde janeiro deste ano sou vice-presidente da Academia Campineira de Letras e Artes, presidida pelo Sérgio Caponi que cedeu sua residência no último fim de semana para oficializar a posse ao sabor de um lanche coletivo. Essas associações têm por princípio a diversidade cultural, não podendo se ater a princípios políticos, religiosos, preconceituosos e outros que, mesmo não sendo criminosos, implicariam em exclusão. Tentamos assim fazer, apesar da tentação pelo fácil e leviano ser grande. O tamanho das cidades não implica direta ou necessariamente em maior importância: há dificuldades em uma e em outra para compor o quadro de Acadêmicos e fazer com que todos compareçam às reuniões e realizem suas atividades culturais. A publicação ou produção artística é...

Justiça real e ficção no cinema

O ministro Celso de Mello proferiu um voto histórico ao equiparar os crimes de homofobia e transfobia aos de racismo. Apesar do desnecessário detalhamento de bases jurídicas e históricas, bem como das comparações entre diferentes elementos do direito brasileiro e internacional, a extensa manifestação do decano do STF traz um pouco de luz em meio a tantos retrocessos pelos quais vivemos. Um Congresso Nacional extremamente conservador, mais retrógrado ainda que o anterior, passa a ser cobrado a legislar sobre o tema, caso o voto do relator seja seguido pela maioria dos demais ministros da Suprema Corte. Retardei um pouco esta publicação para ter ao menos a conclusão dessa avaliação preliminar. Houve elogios por parte de ao menos dois outros magistrados, o que pode ser uma indicação de uma corrente favorável para estabelecer essa jurisprudência. Diminuiriam os crimes? Creio que não, uma vez que temos estabelecidas as culturas da violência junto com a da impunidade em nosso país. Mas traz ...

Vida literal, morte natural

A morte é natural, mas não é natural a forma com que lidamos com a morte. Ela refoge a qualquer abordagem lógica, abrindo espaço para lágrimas, no plano individual, e revoltas, no âmbito coletivo. Desde outubro do ano passado estamos passando por intensas tragédias e ações criminosas que têm resultado em mortes de pessoas e de ideais. Provocamos as mortes sociais por uma maioria constituída e construída na mentira e também as mortes pelos crimes ambientais devido à escolha de um combalido modelo econômico. A queda da aeronave que levou à morte o jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quattrucci foi tratada como fatalidade. Pode ser, mas fica igualmente enquadrada dentro da inabilidade de lidarmos com a morte. Matamos dezenas em Brumadinho e outros tantos nas enchentes, incêndios e tiroteios no Rio de Janeiro. Violência não é exclusividade de um estado ou cidade, a citação é apenas em função do exemplo - triste exemplo - mais recente. São reflexões que não exigem embasamento ci...

Bate com força que sai

A sonoridade do bater nas teclas do computador alimenta a criatividade. Isso era tomado por mim como lenda psicológica até iniciar minha escrita, algumas décadas atrás. O advento dos computadores trouxe a extinção - ou quase - das máquinas de escrever, sejam mecânicas ou as avançadas elétricas, com margaridas móveis que possibilitavam usar letras de vários tipos. O tempo foi passando e um software foi desenvolvido que emulava o som das duras teclas ao se usar o suave teclado do computador. Há um filme memorável de Jerry Lewis - Errado pra cachorro, de 1963 - no qual há uma cena em que a trilha sonora é desenvolvida sobre o trabalho dele imitando um datilógrafo, claro com um enredo cômico como é típico das obras daquele ator que usa a mímica como expressão. A profundidade do bater nas teclas reflete a disposição e o sentimento da escrita. Assim o personagem William Forrester, interpretado por Sir Sean Connery ensinava ao jovem Jamal, argumentando que, sem ouvir o barulho, parecia que na...

Lamas literais e oficiais

A visível e tóxica lama de Brumadinho não é suficiente para condenações. Não possui a mesma convicção de outros ditames, não apareceu por delação premiada, nem tirou da competição candidatos à presidência. É apenas a escória de um sistema extrativista que dispensa pelo menos 40% da montanha de ferro. Vidas significam apenas alguns milhares de reais que serão doados - sim, esse é o termo usado pela empresa assassina - às famílias remanescentes em sua dor pelos ausentes e busca por sobreviventes. Pelos relatos de alertas emitidos ao longo dos últimos meses sobre os riscos de rompimento daquela barragem de resíduos de mineração, conclui-se que a ação não foi apenas criminosa, mas também premeditada, devendo ser julgada com todos os agravantes correspondentes. Sabemos que a impunidade para esses casos impera e a empresa já está se recuperando na Bolsa de Valores, o que é o que mais importa: privatizar os lucros, socializando os prejuízos. Restam-nos as palavras e os gritos do poeta Drummon...

História biográfica

Leonardo, você está me deixando sem graça! Lendo a biografia de Leonardo da Vinci, vejo que seu interesse artístico foi secundário, pois desejava ser reconhecido como engenheiro e cientista. Ao menos é o que se depreende do livro de Walter Isaacson, chegando no terço final da obra. E ressalta-se que aquilo que nos chegou do que Da Vinci elaborou é, na maioria, fragmentos e rascunhos, muito porque não tinha forte dedicação para a conclusão; Leonardo era mais adepto à inspiração. É claro, isso é a visão elaborada desse biógrafo, que pode não corresponder a toda a verdade. Li algumas resenhas desse livro e vi que o autor criou certa polêmica com suas revelações. Falta-nos a leitura de mais biografias, especialmente dos que contribuíram para nossa história, pensando no Brasil. Nos Estados Unidos é muito comum o lançamento simultâneo de duas ou três obras sobre um mesmo biografado, cada qual com um viés distinto. E lá não temem muito por proibições, como acontece aqui sistematicamente, de r...

Férias feridas

Ao menos um mergulho no mar deve ser dado para marcar o início de mais um ciclo ao redor do sol. Sol esse que arde e que queima, parecendo estar com sua radiação mais intensa por estes dias, segundo levantamentos meteorológicos. O banho de mar se restringe ao horário após as 17 h, pois as queimaduras devem ser evitadas. Protetor solar para se bronzear? Quem tem pele branca sabe o quanto de camaronesco existe nessa questão. Os oceanos estão mais quentes - leio no jornal - e as águas do Litoral Norte Paulista parecem ser um bom exemplo do momento, com a ressalva de que uma observação não é suficiente para o estabelecimento de regras e conceitos científicos. Isso seria pseudociência, que é deixada para defensores da terra plana, design inteligente, homeopatia, planeta com 6 mil anos de história e aos contrários a vacinas e evidências do aquecimento global antropogênico. Não é porque virou política de estado que passa a ser verdade! Reclamar do sinal da internet sem fio é comum, mas pega...

Procurando para encontrar

Terminei a leitura de Origem, de Dan Brown, não sem um pouco de frustração. A ficção é boa, sem dúvida, mas antes da metade do livro já dá para prever o desenrolar dos acontecimentos, deixando claro que isso vale para quem leu todos os outros seis romances do autor. É muito curiosa, no entanto, a forma como foi construída a busca pela verdade e pelas respostas filosóficas primárias: de onde viemos e para onde vamos. O embate entre ciência e religião, fato e fé, permeia toda a obra e tornou-se um espelho do que vivemos em nosso país no momento. E adianto que, no livro, o objetivo é a discussão e não a tensão, muito diferente dos que propalam que deva haver pensamento único, refutando toda e qualquer forma de contestação. Finalizada essa leitura e também a do Holocausto Brasileiro, sigo com o Leonardo da Vinci, de Walter Isaacson, alternando com Todos os Contos, de Clarice Lispector. No calor do verão, no preparo de uma curta viagem ao litoral para o perfeito encontro dos três estados ...

Travessia

Tomei emprestado o título da série de reportagens que a afiliada da Rede Globo da região de Campinas - a EPTV - está fazendo esta semana sobre o tempo. Minha família foi entrevistada para compor uma matéria que envolveu a superação de doenças pelas quais passamos. Tenho de dizer que há um caráter fortemente emotivo na forma como foi apresentada, mas que mostra um pouco, apenas um pouco, a situação realmente vivida. Quando convidados a participar da gravação, nosso objetivo era contribuir para que outros que estejam passando por situação similar - e são muitos - tenham algum alento para atravessar o momento, que se transforma em uma eternidade. O link para a reportagem é este aqui: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/jornal-da-eptv/videos/t/edicoes/v/serie-travessias-aborda-o-ritmo-acelerado-do-cotidiano/7271257/ O ano virou, as reuniões com amigos e familiares foram menos numerosas depois das ondas de ódio que assolou o país, mas sobrevivemos aos primeiros dias do novo calendá...

Bondade da festa

Um amigo ficou indignado porque eu não curtia nem comentava nenhuma de suas postagens nas redes ditas sociais. Reclamava porque viu que eu, sistematicamente, ao menos clicava em imagens e mensagens de outras pessoas, mas não nas dele. Questionando-me, ao vivo em um encontro rápido, respondi que eu ficava ofendido com a forma de suas apresentações e, por isso, refutava a interação. Ofensa? Como assim? Todas suas ações continham termos religiosos e a crença em sua entidade. Sem exceção. Ou seja, nada do que você dizia era graças a você, a sua atividade ou a de seus filhos e parentes - argumentei a ele. Tudo era graças a essa divindade. Por que eu deveria interagir, se é uma crença sua, que deveria ficar exclusivamente em âmbito íntimo e pessoal? Ele, obviamente, continuou sem entender e também seguiu postando do mesmo jeito, pois fé é cega e o medo a domina. Recebi indicações de que o verdadeiro aniversariante do Natal estava sendo esquecido e a onda consumista predominava na busca de ...

Temperaturas

Você que está reclamado do calor que faz, responda: quantas árvores já plantou? Quantas vezes defendeu a preservação de matas e áreas verdes? Militou em órgãos ambientais? E - mais importante - votou em candidato que explicitamente quer transformar a Amazônia em pasto para a agropecuária? E se não consegue ver relação entre esses atos e omissões com o incômodo que o calor está provocando, realmente o nível de amputação cerebral a que chegamos é muito grande! A questão principal não é o calor em si, mas a (in)capacidade que temos de lidar com ele. Nosso país é tropical, etc e tal, mas nossa pele sedentária à frente do computador, tal qual estou agora, não desenvolveu mecanismos eficientes para lidar com a situação cada vez mais intensa de radiação solar e temperatura. Sombra de árvore ajudaria bastante. Por outro lado, nesta semana esfriou a indignação com políticos flagrados desviando verbas públicas. Motorista particular já virou Uber e agora evolui para laranja. Ficou claro que há ...

Impactos profundos

A semana já continha efemérides suficientes para preencher os singelos três parágrafos deste blog. Mas ontem, 11 de dezembro, Campinas amanheceu sob fogo e cinzas de um incêndio que destruiu parte das instalações da secretaria estadual de meio ambiente localizada em parque ecológico. As causas estavam começando a ser avaliadas, incluindo possível ação criminosa, quando houve um tiroteio dentro da Catedral Metropolitana, centro da cidade, no início da tarde. Um homem armado, que sabia muito bem atirar, matou quatro pessoas, feriu outras quatro e se suicidou. O dia do engenheiro ficou assim tristemente marcado na cidade, que já viveu dois anos atrás uma chacina no réveillon com a morte de doze pessoas de uma mesma família. Ainda há os que defendem a liberação do porte de armas. Antes, o assunto neste espaço estava quase limitado a Clarice Lispector, que somente tardiamente vim a descobrir, cujo aniversário de morte e de nascimento se dão em dias adjacentes. Em 10 de dezembro ela comple...

Repetições cíclicas

A leitura dos livros de Yuval Harari é perturbadora. Começou com arrebatamento no Sapiens, passou para uma profunda introspecção no Homo Deus e, agora, quase me tira o sono o das 21 lições. Estou fazendo uma resenha, espero que saia até amanhã, e noticio por aí. Ler criticamente um livro é o que normalmente faço, por isso me demoro em algumas obras. Preciso de lápis e papel à mão para os comentários e anotações, pois respeito o patrimônio físico e evito rabiscar nas margens. Mas o exemplar em análise é digital, em pdf, e as anotações estão sendo diretamente digitadas. Comentar é fácil, sistematizar uma análise criteriosa já está mostrando ser um desafio e aniquilador de sonos tranquilos. Atividades que completam a insanidade de correria de fim de ano. Doze meses para tudo fazer e fica tudo para os trinta dias finais. Ou menos, porque é o mês das chamadas festas da ilusão que subtraem quase duas semanas. Repito-me: não gosto de dezembro. O mundo do faz-de-conta se completa com as nome...

Escritas de ontem e de hoje

Consegui falar na Biblioteca Nacional para perguntar sobre buracos nas coleções de revistas digitalizadas na hemeroteca on-line daquela secular instituição. Em tempos de comunicação rápida, a atualização dos contatos e e-mails não é mais feita. Quem é tão dinossáurico como eu para se valer da escrita, ainda que teclada e computadorizada? A simbologia e abreviações do uso constante nas mídias e meios fazem-nos retroceder ao tempo dos hieróglifos. O rótulo é, paradoxalmente, 'modernidade'. Mas falei, o que é o mais importante, e agora vou saber se aquela edição da revista Fon Fon de 1907 não existe para consulta ou se terei de me deslocar à Cidade Maravilhosa para avaliar se o número contém aquele suposto comentário de Lima Barreto. O cronista ainda me persegue. Acabei por não confirmar um de seus pseudônimos, mas descobri quem o usou. E outra máscara que ninguém havia atribuído a Lima concluí ser dele. Um químico que sabe relatar suas descobertas para o mundo científico não cons...

Vai e vem

Na infância, o jogo de vai-e-vem era um bólido de plástico movido pela força do abrir de braços, guiado por duas cordas finas de náilon. O objetivo não era apenas fazer chegá-lo ao outro lado, mas tentar surpreender o parceiro do jogo com a força e a velocidade. Exercício e diversão. E atenção, pois o colega mandava de volta. Brincadeira que parece estar em voga na constituição do novo governo, com tantas idas e vindas, mostras de energia, mas que parecem ser apenas diversão de quem tuíta ou dá um zap sobre escolhidos e ungidos. Quanto mais volta atrás, mais acerta; quando tenta avançar, erra muito. Nas áreas em que tenho mais afinidade, como educação, agricultura e ciência, um futuro distópico se forma, com crendices superando o conhecimento, a mentira valendo mais que a história. Só falta agora a área econômica lançar a nota de 3 reais para tudo ficar no mesmo patamar. O longo feriado desconcerta alguns planos. O de finalizar as atividades didáticas é um deles. Avaliar questões de ...

Rap rapadura ou rep República

Foi golpe! Os historiadores ainda debatem a questão. A transição do Império para a República foi um golpe... Bem, mesmo com o devido distanciamento, a dúvida permanece. Fato é que nenhuma ruptura no Brasil se deu com a profunda participação popular, como aconteceu no restante da América e foi uma constante na Europa. O sul da Ásia também viveu e vive convulsões recentes e da África só não sabemos mais porque pouco é noticiado. Os cronistas do início do século passado - os mais críticos e atentos às questões sociais - transitavam entre aclamar a modernização dos grandes centros urbanos e denunciar que o regime republicano não entregou o que prometeu: diminuição da disparidade social. Nada muito diferente da atualidade, mas aí já é pisar em ovos e a documentação dessas questões ainda não está disponível no WhatsApp das tias... Golpe ou não, hoje é feriado. Tempo para colocar escritos em ordem e buscar a finalização da especialização em Jornalismo Científico. Um ano e meio de excelente ...