Postagens

Lamas literais e oficiais

A visível e tóxica lama de Brumadinho não é suficiente para condenações. Não possui a mesma convicção de outros ditames, não apareceu por delação premiada, nem tirou da competição candidatos à presidência. É apenas a escória de um sistema extrativista que dispensa pelo menos 40% da montanha de ferro. Vidas significam apenas alguns milhares de reais que serão doados - sim, esse é o termo usado pela empresa assassina - às famílias remanescentes em sua dor pelos ausentes e busca por sobreviventes. Pelos relatos de alertas emitidos ao longo dos últimos meses sobre os riscos de rompimento daquela barragem de resíduos de mineração, conclui-se que a ação não foi apenas criminosa, mas também premeditada, devendo ser julgada com todos os agravantes correspondentes. Sabemos que a impunidade para esses casos impera e a empresa já está se recuperando na Bolsa de Valores, o que é o que mais importa: privatizar os lucros, socializando os prejuízos. Restam-nos as palavras e os gritos do poeta Drummon...

História biográfica

Leonardo, você está me deixando sem graça! Lendo a biografia de Leonardo da Vinci, vejo que seu interesse artístico foi secundário, pois desejava ser reconhecido como engenheiro e cientista. Ao menos é o que se depreende do livro de Walter Isaacson, chegando no terço final da obra. E ressalta-se que aquilo que nos chegou do que Da Vinci elaborou é, na maioria, fragmentos e rascunhos, muito porque não tinha forte dedicação para a conclusão; Leonardo era mais adepto à inspiração. É claro, isso é a visão elaborada desse biógrafo, que pode não corresponder a toda a verdade. Li algumas resenhas desse livro e vi que o autor criou certa polêmica com suas revelações. Falta-nos a leitura de mais biografias, especialmente dos que contribuíram para nossa história, pensando no Brasil. Nos Estados Unidos é muito comum o lançamento simultâneo de duas ou três obras sobre um mesmo biografado, cada qual com um viés distinto. E lá não temem muito por proibições, como acontece aqui sistematicamente, de r...

Férias feridas

Ao menos um mergulho no mar deve ser dado para marcar o início de mais um ciclo ao redor do sol. Sol esse que arde e que queima, parecendo estar com sua radiação mais intensa por estes dias, segundo levantamentos meteorológicos. O banho de mar se restringe ao horário após as 17 h, pois as queimaduras devem ser evitadas. Protetor solar para se bronzear? Quem tem pele branca sabe o quanto de camaronesco existe nessa questão. Os oceanos estão mais quentes - leio no jornal - e as águas do Litoral Norte Paulista parecem ser um bom exemplo do momento, com a ressalva de que uma observação não é suficiente para o estabelecimento de regras e conceitos científicos. Isso seria pseudociência, que é deixada para defensores da terra plana, design inteligente, homeopatia, planeta com 6 mil anos de história e aos contrários a vacinas e evidências do aquecimento global antropogênico. Não é porque virou política de estado que passa a ser verdade! Reclamar do sinal da internet sem fio é comum, mas pega...

Procurando para encontrar

Terminei a leitura de Origem, de Dan Brown, não sem um pouco de frustração. A ficção é boa, sem dúvida, mas antes da metade do livro já dá para prever o desenrolar dos acontecimentos, deixando claro que isso vale para quem leu todos os outros seis romances do autor. É muito curiosa, no entanto, a forma como foi construída a busca pela verdade e pelas respostas filosóficas primárias: de onde viemos e para onde vamos. O embate entre ciência e religião, fato e fé, permeia toda a obra e tornou-se um espelho do que vivemos em nosso país no momento. E adianto que, no livro, o objetivo é a discussão e não a tensão, muito diferente dos que propalam que deva haver pensamento único, refutando toda e qualquer forma de contestação. Finalizada essa leitura e também a do Holocausto Brasileiro, sigo com o Leonardo da Vinci, de Walter Isaacson, alternando com Todos os Contos, de Clarice Lispector. No calor do verão, no preparo de uma curta viagem ao litoral para o perfeito encontro dos três estados ...

Travessia

Tomei emprestado o título da série de reportagens que a afiliada da Rede Globo da região de Campinas - a EPTV - está fazendo esta semana sobre o tempo. Minha família foi entrevistada para compor uma matéria que envolveu a superação de doenças pelas quais passamos. Tenho de dizer que há um caráter fortemente emotivo na forma como foi apresentada, mas que mostra um pouco, apenas um pouco, a situação realmente vivida. Quando convidados a participar da gravação, nosso objetivo era contribuir para que outros que estejam passando por situação similar - e são muitos - tenham algum alento para atravessar o momento, que se transforma em uma eternidade. O link para a reportagem é este aqui: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/jornal-da-eptv/videos/t/edicoes/v/serie-travessias-aborda-o-ritmo-acelerado-do-cotidiano/7271257/ O ano virou, as reuniões com amigos e familiares foram menos numerosas depois das ondas de ódio que assolou o país, mas sobrevivemos aos primeiros dias do novo calendá...

Bondade da festa

Um amigo ficou indignado porque eu não curtia nem comentava nenhuma de suas postagens nas redes ditas sociais. Reclamava porque viu que eu, sistematicamente, ao menos clicava em imagens e mensagens de outras pessoas, mas não nas dele. Questionando-me, ao vivo em um encontro rápido, respondi que eu ficava ofendido com a forma de suas apresentações e, por isso, refutava a interação. Ofensa? Como assim? Todas suas ações continham termos religiosos e a crença em sua entidade. Sem exceção. Ou seja, nada do que você dizia era graças a você, a sua atividade ou a de seus filhos e parentes - argumentei a ele. Tudo era graças a essa divindade. Por que eu deveria interagir, se é uma crença sua, que deveria ficar exclusivamente em âmbito íntimo e pessoal? Ele, obviamente, continuou sem entender e também seguiu postando do mesmo jeito, pois fé é cega e o medo a domina. Recebi indicações de que o verdadeiro aniversariante do Natal estava sendo esquecido e a onda consumista predominava na busca de ...

Temperaturas

Você que está reclamado do calor que faz, responda: quantas árvores já plantou? Quantas vezes defendeu a preservação de matas e áreas verdes? Militou em órgãos ambientais? E - mais importante - votou em candidato que explicitamente quer transformar a Amazônia em pasto para a agropecuária? E se não consegue ver relação entre esses atos e omissões com o incômodo que o calor está provocando, realmente o nível de amputação cerebral a que chegamos é muito grande! A questão principal não é o calor em si, mas a (in)capacidade que temos de lidar com ele. Nosso país é tropical, etc e tal, mas nossa pele sedentária à frente do computador, tal qual estou agora, não desenvolveu mecanismos eficientes para lidar com a situação cada vez mais intensa de radiação solar e temperatura. Sombra de árvore ajudaria bastante. Por outro lado, nesta semana esfriou a indignação com políticos flagrados desviando verbas públicas. Motorista particular já virou Uber e agora evolui para laranja. Ficou claro que há ...

Impactos profundos

A semana já continha efemérides suficientes para preencher os singelos três parágrafos deste blog. Mas ontem, 11 de dezembro, Campinas amanheceu sob fogo e cinzas de um incêndio que destruiu parte das instalações da secretaria estadual de meio ambiente localizada em parque ecológico. As causas estavam começando a ser avaliadas, incluindo possível ação criminosa, quando houve um tiroteio dentro da Catedral Metropolitana, centro da cidade, no início da tarde. Um homem armado, que sabia muito bem atirar, matou quatro pessoas, feriu outras quatro e se suicidou. O dia do engenheiro ficou assim tristemente marcado na cidade, que já viveu dois anos atrás uma chacina no réveillon com a morte de doze pessoas de uma mesma família. Ainda há os que defendem a liberação do porte de armas. Antes, o assunto neste espaço estava quase limitado a Clarice Lispector, que somente tardiamente vim a descobrir, cujo aniversário de morte e de nascimento se dão em dias adjacentes. Em 10 de dezembro ela comple...

Repetições cíclicas

A leitura dos livros de Yuval Harari é perturbadora. Começou com arrebatamento no Sapiens, passou para uma profunda introspecção no Homo Deus e, agora, quase me tira o sono o das 21 lições. Estou fazendo uma resenha, espero que saia até amanhã, e noticio por aí. Ler criticamente um livro é o que normalmente faço, por isso me demoro em algumas obras. Preciso de lápis e papel à mão para os comentários e anotações, pois respeito o patrimônio físico e evito rabiscar nas margens. Mas o exemplar em análise é digital, em pdf, e as anotações estão sendo diretamente digitadas. Comentar é fácil, sistematizar uma análise criteriosa já está mostrando ser um desafio e aniquilador de sonos tranquilos. Atividades que completam a insanidade de correria de fim de ano. Doze meses para tudo fazer e fica tudo para os trinta dias finais. Ou menos, porque é o mês das chamadas festas da ilusão que subtraem quase duas semanas. Repito-me: não gosto de dezembro. O mundo do faz-de-conta se completa com as nome...

Escritas de ontem e de hoje

Consegui falar na Biblioteca Nacional para perguntar sobre buracos nas coleções de revistas digitalizadas na hemeroteca on-line daquela secular instituição. Em tempos de comunicação rápida, a atualização dos contatos e e-mails não é mais feita. Quem é tão dinossáurico como eu para se valer da escrita, ainda que teclada e computadorizada? A simbologia e abreviações do uso constante nas mídias e meios fazem-nos retroceder ao tempo dos hieróglifos. O rótulo é, paradoxalmente, 'modernidade'. Mas falei, o que é o mais importante, e agora vou saber se aquela edição da revista Fon Fon de 1907 não existe para consulta ou se terei de me deslocar à Cidade Maravilhosa para avaliar se o número contém aquele suposto comentário de Lima Barreto. O cronista ainda me persegue. Acabei por não confirmar um de seus pseudônimos, mas descobri quem o usou. E outra máscara que ninguém havia atribuído a Lima concluí ser dele. Um químico que sabe relatar suas descobertas para o mundo científico não cons...

Vai e vem

Na infância, o jogo de vai-e-vem era um bólido de plástico movido pela força do abrir de braços, guiado por duas cordas finas de náilon. O objetivo não era apenas fazer chegá-lo ao outro lado, mas tentar surpreender o parceiro do jogo com a força e a velocidade. Exercício e diversão. E atenção, pois o colega mandava de volta. Brincadeira que parece estar em voga na constituição do novo governo, com tantas idas e vindas, mostras de energia, mas que parecem ser apenas diversão de quem tuíta ou dá um zap sobre escolhidos e ungidos. Quanto mais volta atrás, mais acerta; quando tenta avançar, erra muito. Nas áreas em que tenho mais afinidade, como educação, agricultura e ciência, um futuro distópico se forma, com crendices superando o conhecimento, a mentira valendo mais que a história. Só falta agora a área econômica lançar a nota de 3 reais para tudo ficar no mesmo patamar. O longo feriado desconcerta alguns planos. O de finalizar as atividades didáticas é um deles. Avaliar questões de ...

Rap rapadura ou rep República

Foi golpe! Os historiadores ainda debatem a questão. A transição do Império para a República foi um golpe... Bem, mesmo com o devido distanciamento, a dúvida permanece. Fato é que nenhuma ruptura no Brasil se deu com a profunda participação popular, como aconteceu no restante da América e foi uma constante na Europa. O sul da Ásia também viveu e vive convulsões recentes e da África só não sabemos mais porque pouco é noticiado. Os cronistas do início do século passado - os mais críticos e atentos às questões sociais - transitavam entre aclamar a modernização dos grandes centros urbanos e denunciar que o regime republicano não entregou o que prometeu: diminuição da disparidade social. Nada muito diferente da atualidade, mas aí já é pisar em ovos e a documentação dessas questões ainda não está disponível no WhatsApp das tias... Golpe ou não, hoje é feriado. Tempo para colocar escritos em ordem e buscar a finalização da especialização em Jornalismo Científico. Um ano e meio de excelente ...

Falando nisso

De um lado, o silêncio eloquente dos que dizem que vão publicar meus textos e não o fazem. De outro, a Folha de S. Paulo, que resolveu voltar a dar espaço para meus comentários, muitos meses depois de esnobação. Duas cartas na mesma semana! Talvez seja o canto do cisne do jornal calado pela política, acovardado pelo medo generalizado e cibernético. Jornais como o The New York Times sobrevivem porque encontraram a fórmula óbvia de cobrar pelo oferecimento de notícia com qualidade. Há público além do WhatsApp, do Facebook e do Twitter, portanto. Aqui, mesmo passado o tsunami eleitoral, o império da mentira se mantém como um mantra, revelando que se alimenta da continuidade anestésica, pois, se baixar a dose, emergirá uma doída verdade. As incursões pelo mundo de Lima Barreto rendem mais material que se considerava perdido ou inexistente. Pseudônimos não revelados pelos estudiosos me deram alento para sonhar com uma publicação mais densa sobre o escritor. Torno-me repetitivo, eu sei. Ma...

Pernetas

Dois dias depois, vociferam contra a composição política futura. Não há motivos, pois o feito é exatamente o que foi dito. Se não leram ou escutaram antes de escolher, revela apenas a ignorância própria, e não a traição alheia. O meio ambiente estará fundido (com n ainda) com a agricultura e os hipócritas do conselho municipal esperneiam por conta de meia dúzia de árvores cortadas. Sim, são - ou foram - importantes, mas e o voto maciço no retrocesso, que levou à extinção do avanço no desenvolvimento sustentável do país, não conta?  Capengas continuamos naquilo que pensamos como sociedade equilibrada e sustentável para todos. O Dia do Saci é hoje, queiram ou não os admiradores da outra festividade do Hemisfério Norte. Tradições culturais nossas são abandonadas, dando algum alento para que sejam resgatadas quando possíveis. O perneta não é somente o personagem, mas, sim, o povo que se assume cego, mudo e surdo, não como condição física, mas como condição sócio-política. Recebo curt...

Escritos loucos

#IniCiencias continua sendo uma marca, ainda com baixa difusão, mas significando o estímulo às iniciativas para divulgar as ciências. Meus escritos se espalham, enquanto permitido é, apesar de já sentir mais alguns obstáculos em espaços que antes até agradeciam por enviar material a ser publicado gratuitamente. Sim, este vagabundo aqui (segundo estão me chamando na internet) contribui sem pensar em ter alguma remuneração pelo compartilhamento de ideias e ideais, ainda que categorizado agora como imbecil, ladrão, criminoso e não sei o que mais. A força motriz é a expansão do conhecimento e da discussão, e não esses infundados comentários. Quando ainda a insanidade é associada à criatividade, algum ganho acontece. Não parece o caso na questão política. Minha loucura de manter um diário escrito (sim, continua aquele caderno grande de capa preta), blog semanal e colunas quinzenais em veículos impressos será interpretada como? Talvez a consequência imediata é não aumentar a própria loucur...

Manual da guerrilha da inteligência

Meus amigos europeus e latino-americanos me perguntam o que está acontecendo com o bom senso e a lógica, em função das escolhas políticas feitas aqui. Não sei responder, mas agora entendo o que comunidades vivenciaram ao escolher líderes que levaram o caos à Europa no início do século passado e que apoiaram golpes militares na América do Sul algumas décadas depois. A mentira passou a ser a verdade absoluta, pois o objetivo não é a razão, mas sim a justificativa para a escolha feita. Jogo lixo na rua porque todo mundo joga mesmo. Sonego impostos porque todo mundo sonega mesmo. Voto contra um partido porque todos estão votando, com a certeza de que não serei atingido por tal gesto desinteligente. A reversão do resultado é pouco provável. Então vamos às estratégias de sobrevivência. Meus artigos recentes moveram-se da esfera científica para a política e, portanto, deixaram de ser publicados nos jornais com os quais eu possuía uma boa interlocução. A regra do medo já iniciou seu império ...

Que semana! - ou: A extinção!

O mundo caminha na surdina, movido pelos grupos de Whatsapp. Essa é a conclusão imediata dos resultados das urnas. Previsões todas falharam porque fundamentalmente um princípio cristão foi violado: o de não mentir. As pesquisas de opinião se baseiam no que o eleitor diz e não no que ele pensa ou no que precisa confessar. Quando a rede social passa a ser a fonte principal da informação, sucumbem o jornalismo, os fatos e o bom senso. Ainda que às vésperas do pleito os institutos tenham mostrado várias tendências de queda e ascensão, o comportamento do eleitor não foi devidamente medido. O principal, a meu ver, é a extinção da efemeridade do boato. E a mudança de definições, porque quando atuei em Lorena, a defesa do meio-ambiente significava sustentabilidade. Agora é sinônimo de dar espaço para agricultura - ao menos é o que concluo pelos apoios políticos incondicionais revelados no Facebook daqueles que atuavam comigo. O mistério dos ministérios que se fundem não significará contenção...

Do básico ao acabamento

#Iniciencias será a marca de minhas postagens sobre as iniciativas para a divulgação de ciências. Escrevi artigo para o Jornal Cidade de Rio Claro com esse título e discorri sobre a necessidade de se discutir conceitos básicos, fundamentais das ciências, e não apenas fazer a divulgação de fatos mais expressivos. A dificuldade para se assimilar a importância da atividade científica é movida pelo desconhecimento desses conceitos. Usamos tecnologias de ponta de forma corriqueira - celulares, veículos, eletrodomésticos - e não percebemos o volume de conhecimento ali depositado. Tentarei fazer postagens diárias no Facebook e no Twitter com essa hashtag (#) e avaliar sua extensão e abrangência. Verifiquei que a palavra 'iniciencias' não foi usada na língua portuguesa, com apenas uma dezena de entradas em sites em espanhol e será, portanto, um bom marcador. Nada adianta noticiarmos os avanços na fronteira do conhecimento, se as pessoas - e mesmo alunos - desconhecem a natureza atômica...

Respostas ao vento

Está lá bem registrada no facebook a foto com Eduardo Suplicy. Ele veio à Unicamp para uma palestra sobre Renda Básica, evento promovido pelos alunos e ocorrido no Instituto de Economia. Admira-me a memória do senador (sim, ele é vereador na capital paulista até o final do ano e será senador a partir de 2019) para eventos, pessoas e datas, apesar de uma voz um pouco mais cansada. Cativou a audiência com sua aula sobre o assunto que domina e até concedeu entrevista à Folha de S. Paulo concomitante à exposição. Não houve espaço para perguntas da audiência. Eu perguntaria por que programas de governo tão bons não conseguem virar programas de Estado, sendo destruídos a cada mudança de gestão. Imagino que Suplicy diria que "a resposta é levada pelo vento". Claro que ele cantou Bob Dylan, sua marca em todos os eventos. Dei um exemplar de meu livro a ele que prometeu me enviar o dele pelo correio. Iniciada a contagem da ansiedade. Sérgio Rodrigues escreve uma coluna hoje na Folha ...

Política no calor do momento

Medir os amigos pela régua das redes sociais? Ficaria só, sem interlocutores e talvez até duvidando da própria existência. Lamento que pessoas com quem compartilhei aventuras, dramas, mobilização, atitude, choros, ativismo, festas e alegrias tenham posicionamentos políticos tão assustadores. Longe da verdade absoluta estou eu, tal qual estão todos eles. É que fica faltando um encaixe entre o discurso de outrora e o apoiamento de agora. Mas - até pronunciamento em contrário - são meus amigos. Governo está diretamente relacionado com a coisa pública e a educação sempre foi minha salvação, meu orgulho e meu ganha-pão. Educação pública, inclusiva e de qualidade é, pois, algo muito valioso para mim e a defenderei sempre. Em todos os níveis. Sendo política o assunto, arrisco-me em algumas avaliações, face às mais recentes pesquisas de intenção de voto para presidente. Um retrato do momento, como todos falam. A previsão de que, mais uma vez, teríamos um embate entre PT e PSDB parece longe d...